Segunda aula de História Geral do 1º Trimestre. Vocês podem visualizar todos os slides aqui no site ou podem baixar direto do site Slide Share. A aula destina-se aos alunos e alunas do Primeiro Ano do Colégio Militar de Brasília, mas qualquer pessoa pode utilizar o material, basta citar a fonte.
Slides, Resumos, Curiosidades, Charges, Orientações e tudo o mais que for necessário. Página de apoio para os alunos e alunas do Colégio Militar de Brasília do 8º ano ao final do Ensino Médio.
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terça-feira, março 12, 2019
domingo, abril 01, 2012
Camelos já habitaram o Norte da Europa
E, segundo uma pesquisa feita por cientistas belgas, não foi algo natural. Os romanos teriam levado camelos e dromedários para o norte da Europa e eles viveram no continente entre os séculos I e V d.C. Como o processo era artificial, isto é, o clima não era favorável e eram mantidos pelos romanos, os bichos terminaram desaparecendo. De qualquer forma, é uma matéria muito interessante e foi publicada pela Folha de São Paulo. Segue o texto:
Romanos levaram camelo para o norte da Europa
Pesquisa belga mostrou a presença do animal em 22 sítios arqueológicos. Há exemplos de duas espécies e de híbridos delas no Reino Unido, na Alemanha, na França e na Hungria.
EDITOR DE “CIÊNCIA E SAÚDE”
Quem lê uma pesquisa que acaba de ser publicada no site da revista especializada "Journal of Archaeological Science" se sente seriamente tentado a repetir o bordão do guerreiro gaulês Obelix: "Esses romanos são loucos!".
De fato, só um império não muito certo das ideias seria capaz de levar camelos para lugares tão frios quanto as atuais Greenwich (subúrbio de Londres), Arlon (Bélgica) ou Windisch (Suíça).
Se era maluquice, demorou a passar. O estudo, assinado por Fabienne Pigière, do Real Instituto Belga de Ciências Naturais, e Denis Henrotay, do Serviço de Arqueologia da Bélgica, inclui um levantamento de todos os restos de camelos achados em sítios arqueológicos do Império Romano no norte da Europa e identificou nada menos que 22 casos.
Eles vão do Reino Unido, no oeste, à Hungria, no leste, passando pela França e pela Alemanha. A dupla belga adicionou ao conjunto os oito ossos de camelos (para ser mais preciso, um dromedário adulto, bastante parrudo) que Henrotay achou ao escavar um forte romano em Arlon, de 2003 a 2006.
PELOS SÉCULOS
Os pesquisadores obtiveram ainda estimativas da idade dos restos mortais, e eles abrangem praticamente todo o período de domínio romano na Europa, do século 1º, quando Augusto se tornou o primeiro imperador e Jesus viveu, ao século 5º, quando os bárbaros germânicos finalmente acabaram com Roma.
As análises dos ossos também indicam que ambas as espécies de camelos domésticos do Velho Mundo -além do dromedário, de uma corcova, há também o camelo-bactriano, com duas- foram parar na fronteira norte do Império Romano. E até híbridos dos dois bichos aparecem na amostragem.
Que diabos os ruminantes estavam fazendo por lá, afinal? Os restos são encontrados tanto em contextos militares (como o forte de Arlon) quanto civis -um exemplar isolado foi achado num anfiteatro. Em geral são bichos adultos e robustos, e há uma associação entre os restos e a presença das excelentes redes de estradas que os romanos adoravam construir.
Por isso, a hipótese mais provável, para os especialistas, é que os bichos eram usados como animais de carga, transportando mercadorias vindas da parte sul do Império – que englobava lugares como a Síria, Israel e o Egito.
De qualquer maneira, levar os bichos para lá provavelmente era uma ideia de jerico, diz Leonardo dos Santos Avilla, zoólogo da Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro).
Ele explica que o camelo-bactriano, por exemplo, é um animal de clima frio e seco (os dromedários, por sua vez, preferem o calor).
Em áreas frias e úmidas, os bichos teriam sérios problemas na ponta das patas, como risco elevado de artrite. "A situação seria ainda pior para os cascos, eles poderiam até apodrecer", diz Avilla.
quinta-feira, janeiro 26, 2012
Masp inaugura exposição com artefatos do Impéro Romano

Queria muito ver essa exposição. A matéria passou agorinha no Jornal da Band e eu torci para que fosse no CCBB, pois assim acabaria vindo para Brasília, mas é no MASP. Então, se você estiver em São Paulo, não deixe de visitar. A entrada do MASP é cara, mas há um dia que é entrada franca, na terça-feira. Segue a matéria do Jornal do Brasil. A imagem no post é meramente ilustrativa e não é de peças da exposição, OK?
Masp inaugura exposição com artefatos do Impéro Romano
Tesouros do Império Romano deixam a Itália pela primeira vez para uma exposição no Masp. Cerca de 370 peças entre joias, mosaicos, afrescos, esculturas, vestimentas e outros objetos estarão na exposição Roma - A Vida e os Imperadores, que inaugura neste dia 25 de janeiro em São Paulo. É uma viagem a três séculos do período tardio da República e primeiros séculos do Império Romano.
A curadoria, assinada por Guido Clemente, professor de História Romana da Universidade de Florença, em parceria com uma comissão de estudiosos e historiadores dos principais museus italianos de arqueologia, buscou privilegiar a abordagem dos imperadores de Roma do ponto de vista do exercício de seu poder e de suas diferentes personalidades.
Entre os destaques estão três paredes com afrescos da Vila de Pompeia, estátuas de Júpiter, de Lívia (esposa de Augusto) e da deusa Isis, a Cabeça Colossal de Júlio César em mármore, máscaras teatrais, escultura de Calígula, Armadura de Gladiador, desenhos do Coliseu, a Lamparina de Ouro e cerca de 60 joias.
Roma - A Vida e os Imperadores foi estruturada em ordem cronológica. O ponto de partida é o processo de estabelecimento do Império, período revivido por meio da vida e obra de César e Augusto, seus fundadores, e o destino final é o terceiro século, considerado o apogeu do domínio de Roma.
Roma - A Vida e os Imperadores
De 25 de janeiro a 1º de abril de 2012
MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Av. Paulista, 1578
De 3ªs a domingos e feriados, das 11h às 18h. Às 5ªs: das 11h às 20h. A bilheteria fecha meia hora antes
Ingressos: R$ 15,00. Estudantes, professores e aposentados com comprovantes: R$ 7,00. Até 10 anos e acima de 60: entrada franca. Às 3ªs feiras: acesso gratuito a todos.
Informações ao público: www.masp.art.br
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