segunda-feira, setembro 25, 2006

Viagem inesquecível


Esta matéria está no Correio Braziliense de hoje. Foram selecionados alunos e alunas de Brasília, mas somente do Colégio Galois (*o que é uma injustiça*). Ano que vem, porém, serão selecionados alunos de escolas públicas. Acredito que seja obrigatório estar no Ensino Médio, mas não tenho certeza. De qualquer forma, fiquem atentos, se não for para 2007 outros anos virão. Acho que qualquer bom aluno ou aluna pode conseguir passar na seleção e, com certeza, será uma experiência única.

Alunos de Brasília participam de acampamento em Huntsville (EUA), cidade onde está instalada uma base da Nasa

Da Redação

Marcelo Ferreira/CB - 14/9/06

Mariana Cesetti e Lauro Bogniotti foram escolhidos entre 200 alunos brasileiros


No ano em que o Brasil conquistou o espaço com o astronauta Marcos Pontes a bordo da nave Soyuz, dois estudantes brasilienses fizeram uma viagem que provavelmente jamais esquecerão. Não foram ao espaço, mas chegaram perto. Mariana Cesetti,17 anos, e Lauro Bogniotti, 16 anos, participaram do International Space Camp (ISC), um acampamento em Huntsville, nos Estados Unidos, cidade onde está instalada uma base da Nasa. O ISC, que acontece anualmente, reuniu 48 estudantes de 24 países diferentes. O objetivo é despertar o interesse dos jovens pela ciência tecnológica, oferecendo aos participantes uma série de atividades ligadas à aeuronáutica. Mariana e Lauro eram os únicos brasileiros.

A Brazsat, empresa que representa o ISC no Brasil, escolheu o colégio Galois, em que Mariana e Lauro estudam, para selecionar os participantes. As duas vagas foram disputadas por cerca de 200 alunos. Tão concorrido quanto vestibular de medicina: no último processo seletivo da Universidade de Brasília a demanda para o curso foi de 82,3 candidatos por vaga. Os candidatos fizeram provas de conhecimentos gerais, inglês, e ainda criaram uma logomarca para a viagem. O desempenho na escola também foi levado em consideração. “A idéia é incentivar a curiosidade por essa área que está em desenvolvimento”, afirma Claudia Marcia Vaz, diretora da empresa que já levou para o ISC alunos de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e outros estados. Além de Mariana e Lauro, o professor de física do colégio, José Ricardo Peixoto, também participou do acampamento.

Foram sete dias que Mariana e Lauro jamais esquecerão. “Nunca imaginamos que participaríamos de uma viagem assim. É uma experiência que vamos levar para o resto das nossas vidas”, conta Mariana. Lá os dois estudantes tiveram aulas de astronomia, engenharia aeronáutica, assistiram palestras de ex-astronautas, construíram miniaturas de foguetes, além de participar de duas missões simuladas. A mais longa, de seis horas, envolvia situações reais que os astronautas podem enfrentar no espaço. Os alunos tinham que descobrir como resolver os problemas, que iam desde uma pane na nave até as alterações que algum membro da equipe pode desenvolver em ambiente com a gravidade baixa ou nula. “Saíamos do alojamento às 7h e voltávamos às 22h, todos os dias. Eram várias atividades, mas a mais legal de todas era mesmo a missão”, conta Lauro. Mas o melhor ficou reservado para os professores que participaram do Space Camp: eles realizaram um vôo na órbita terrestre em gravidade zero. “Saímos do avião igual a crianças, sorrindo de orelha a orelha. É uma sensação inexplicável”, revela José. Os grupos também visitaram um museu da Nasa onde puderam conferir de perto a cápsula da Apolo 16.

Para 2007, a Brazsat escolherá estudantes de escola pública. As datas e o processo de seleção ainda não foram definidos, mas quem quiser participar deve ficar atento: o International Space Camp acontece sempre em julho, geralmente na última semana do mês. O próximo passo da empresa é tentar construir um Space Camp no Brasil. “Vários outros países como a Turquia, Coréia e Canadá têm seu próprio acampamento. O Brasil é o único país da América Latina que possui um programa espacial, por isso, vamos buscar parceiros para realizar mais essa etapa”, afirma João Gilberto Vaz, presidente da Brazsat.

Confira:
www.spacecamp.com
www.brazsat.com.br

Concurso: Cem anos do 1º vôo


É um concurso promovido pelo Correio Braziliense. Vocês são 7ª série e não podem participar ainda, mas podem ter algum parente, amigo ou amiga no Ensino médio que possa. Então, passe a mensagem adiante. ^_^


Há 100 anos, Santos-Dumont entrou para a história como o primeiro homem a realizar um vôo autônomo em um aparelho mais pesado que o ar. A data exata foi 23 de outubro de 1906 e o local era a base de Bagatelle, em Paris, na França. O feito histórico foi testemunhado por uma grande multidão e homolgado pelos órgãos oficiais de aviação da época. Santos-Dumont e seu 14 bis entraram para a história ao provar para o mundo que era possível decolar e voar em um avião. O 14 bis decolou, voou 61m em linha reta, atingiu uma altura que variou entre 2m e 3m e em seguida aterrissou perfeitamente. Toda a manobra durou sete segundos.

Mas a contribuição de Santos-Dumont para o desenvolvimento tecnológico mundial não se restringiu ao 14 bis. Em 1898 inventou o primeiro motor de combustão interna útil para a aeronáutica. Naquele mesmo ano, construiu o seu primeiro dirigível, revolucionando a técnica de construção de balões. E ainda antes do 14 bis, em 1901, Santos Dumont ganhou o prêmio Deutsch de La Meurthe, aos 28 anos de idade, por contornar a Torre Eiff el num vôo dirigível de 11km.

Para comemorar o centenário do primeiro vôo do 14 bis, o Correio Braziliense e o Ministério da Ciência e Teconologia lançam concurso de redação que levará um estudante para conhecer o museu da TAM, em São Carlos, São Paulo. Confira o regulamento.


Saiba mais

O Jovem Santos-Dumont, de Laurete Godoy e Guca Domenico
Editora Nova Alexandria, 216 páginas
Preço sugerido: R$ 29
Site: www.samtosdumont.14bis.mil.br


CONCURSO DE REDAÇÃO

R E G U L A M E N T O

TEMA: SANTOS-DUMONT E SEU AVIÃO 14 bis


OBJETIVO:
O Concurso de redação tem por objetivo comemorar o centenário do vôo do 14 bis, avião concebido, construído e pilotado por Alberto Santos-Dumont.

PARTICIPANTES:
Art. 1º Esta promoção é de caráter cultural, sem fins lucrativos, de acordo com a legislação pertinente, sendo aberta a todos os alunos matriculados no ensino médio, exceto aos filhos dos funcionários da S/A Correio Braziliense, de seus cônjuges ou de parentes de até 3° grau, nos termos da Lei n. 5.768 de dezembro de 1971, regulamentada pelo Decreto n. 70.951, de 9 de agosto de 1972.

Art. 2° Para participar, os estudantes devem elaborar uma redação, com até 20 linhas, sobre Alberto Santos-Dumont e seu avião 14 bis.

Art. 3º Os autores dos cinco melhores desenhos receberão como prêmios:

i) primeiro colocado: Visita ao Museu da TAM(viagem para São Carlos/SP, com direito a passagem de ida e volta e hospedagem tanto para o ganhador, como para o acompanhante) – Apoio da TAM;
ii) Segundo colocado: Livro Santos- Dumont de Henrique Lins de Barros e DVD;
iii) Terceiro colocado: Livro Santos- Dumont de Henrique Lins de Barros e DVD;
iv) Quarto colocado: Livro Santos- Dumont de Henrique Lins de Barros e DVD; e
v) Quinto colocado: Livro Santos- Dumont de Henrique Lins de Barros e DVD.

Art. 4º A redação apresentada deverá ser inédita e elaborada exclusivamente pelo participante.

Art. 5º A redação e a ficha de inscrição, devidamente preenchida, deverão ser colocadas em envelope no qual deverão constar o nome completo, o endereço e telefone do participante, bem como o nome de seu professor e da escola em que esteja matriculado, além da seguinte identificação:

“Promoção Santos-Dumont e seu avião 14 bis
Correio Braziliense, Gabarito”

Art. 6º Cada participante só poderá concorrer com uma única redação.

Art. 7º Serão aceitas apenas as redações remetidas por via postal, mencionando no envelope respectivo a expressão “Promoção Santos-Dumont e seu avião 14 bis”, tudo para o endereço da sede da S/A Correio Braziliense:

SIG, Quadra 2, nº 340
CEP 70610-901
Brasília/DF

Art. 8º O prazo máximo de recebimento das redações é 16 de outubro de 2006, até às 18hs.

Art. 9º Uma comissão julgadora formada pelos jornalistas Dad Squarisi, editora de Opinião, Pedro Paulo Resende, editor do Pensar, e Ana Sá, editora do Gabarito, se encarregará de escolher, tendo como critérios a pertinência com o tema, a originalidade e a criatividade, sendo sua decisão soberana e irrecorrível.

Art. 10 Os participantes da promoção deverão consultar a lista dos contemplados que será divulgada na edição do Gabarito do dia 23 de outubro de 2006.

Art. 11 A entrega dos prêmios ocorrerá no mês de outubro de 2006, em data a ser previamente marcada e informada aos contemplados.

Art. 12 Os vencedores da promoção, neste ato representados pelos seus responsáveis legais, desde já, declaram ser de sua autoria o texto encaminhado à promoção e que o mesmo não constitui plágio de espécie alguma e que poderá ser utilizado para fins de publicação e divulgação, no todo ou em parte, inclusive em materiais e eventos institucionais do Ministério da Ciência e Tecnologia, sempre a critério da S/A Correio Braziliense, sem que constitua ofensa a direitos autorais e/ou conexos.

Art. 14 Os textos encaminhados para esta promoção não serão devolvidos, em espécie alguma.

Art. 15 A participação nesta promoção implica na aceitação irrestrita deste regulamento.

Art. 16 Serão desclassificados os trabalhos que não se enquadrarem neste regulamento.

Art. 17 Os contemplados nesta promoção, por meio de seus representantes legais, autorizam a S/A Correio Braziliense e o Ministério da Ciência e Tecnologia utilizarem o seu nome e imagem em qualquer tipo de mídia e peças promocionais que tenham por objetivo a divulgação dos resultados da promoção.

Art. 18 Quaisquer dúvidas, divergências ou situações não previstas neste regulamento serão julgadas e decididas de forma soberana e irrecorrível pela S/A Correio Braziliense.

Ficha de inscrição

Nome:------------------------
Endereço: ------------------- Série: ----------------
Cidade ---------------------- Telefone: -------------
Cep: ------------------------ Idade: ----------------
E-mail do Participante: -----
Nome da Escola: -------------
Endereço:--------------------
Cidade ---------------------- Número: ----------------
Cep: ------------------------ Telefone:---------------
Professor:
Declaro, para os devidos fins, autorizar a participação do menor acima identificado nesta promoção, bem como conhecer e concordar com os termos de seu Regulamento.
RG: CPF:


sexta-feira, setembro 15, 2006

ROMA 3: GABARITO DE EXERCÍCIOS


I) Explique a importância das reformas de Otávio Augusto para a estabilidade do Império.

R.: As reformas de Otávio proporcionaram as mudanças políticas e econômicas necessárias para o novo momento vivido por Roma. Elas colocaram fim aos conflitos entre patrícios e plebeus ao criarem uma nova divisão da sociedade romana; o imperador confiscou poderes do Senado, mas manteve os mais ricos de Roma satisfeitos com honrarias e alguma participação no governo, mesmo que os cargos de maior importância para o bom funcionamento do Império ficassem sob sua supervisão; ao se preocupar em criar uma marinha, melhorar o correio, e estender as obras de infra-estrutura, garantiu a integração do território e a circulação de pessoas e o fluxo de mercadorias. As mudanças garantiram o estabelecimento da chamada Pax Romana.

II) O que foi a Pax Romana?

R.: Os romanos chamavam a pax romana de ‘era de felicidade’. Esse foi o período em que Roma cumpriu a sua missão: criou um Estado mundial que proporcionava paz, segurança, e o império da lei. Os romanos representavam a “ordem” e a “civilização” e levaram seus costumes – e a cultura helenística em menor grau – para todas as regiões do Império.

III) O que era a Guarda Pretoriana? Por que ela se tornou um elemento de pressão sobre o Imperador?

R.: A Guarda Pretoriana foi um destacamento do exército romano criado por Otávio para a segurança do Imperador. Era composto por 9 mil homens e era um grande privilégio pertencer as suas fileiras. Com o passar do tempo o poder da Guarda Pretoriana cresceu muito e ela passou a pressionar os imperadores que se mostravam “fracos”; foi responsável pela ascensão e queda de vários dos césares.

IV) Quais territórios foram anexados ao território romano durante o Império?

R.: Bretanha, Mauritânia, Dácia e Mesopotâmia.

V) Como se deu a expansão do Cristianismo?

R.: A expansão do Cristianismo deveu muito à pax romana que garantiu a unidade do Mediterrâneo e a garantia de que a população pudesse circular em segurança pelas cidades que pertenciam ao Império, facilitando o trabalho dos missionários. Além disso, a cultura helenística possibilitou a circulação de idéias e a transmissão do Cristianismo se utilizando principalmente da língua grega. Durante os cinco primeiros séculos de nossa Era, o Cristianismo foi uma religião urbana e quase que restrita á malha de cidades que se concentrava principalmente na parte oriental do Império.

VI) Por que os Imperadores do segundo século são chamados de Bons Imperadores?

R.: Porque fizeram governos eficientes que garantiram a estabilidade política, social e econômica, além disso, continuaram a expansão territorial e da civilização romana. É marca da dinastia dos Flávios e dos Antoninos a transição política sem sobressaltos, isto é, os imperadores não foram assassinados, nem houve usurpações de poder.

VII) O que foi a Crise do Século III?

R.: Foi um momento marcado pela crise das estruturas políticas com assassinatos de imperadores e usurpações; das estruturas econômicas com o fim da expansão territorial e a falta de renovação da mão-de-obra escrava; de anarquia militar com generais que agiam como se não tivessem ninguém a quem obedecer e soldados que não respeitavam o poder do Estado, mas somente os seus chefes; e corrupção dos funcionários públicos. A situação fez com que o comércio entrasse em colapso, muita gente migrasse do campo para as cidades ou vice-versa, e que a inflação aumentasse. A Itália sofreu particularmente, pois desde os tempos da República havia se tornado um centro consumidor, deixando de produzir alimentos para seu próprio sustento.

VIII) Por que o fim das conquistas territoriais teve impacto sobre a economia romana?

R.: Porque as conquistas garantiam um fluxo constante de riquezas e mão-de-obra escrava, além de novas terras que poderiam ser distribuídas aos cidadãos romanos.

IX) Quais as medidas tomadas pelo Imperador Diocleciano para estabilizar o Império? Elas deram certo?

R.: Diocleciano tomou várias medidas , algumas ajudaram a estabilizar o Império, outras fracassaram. As medidas tomadas foram:

1. A divisão do Império em quatro regiões administrativas (Tetrarquia): duas governadas por césares e duas por augustos.

2. Para conter a alta dos preços, instituiu a Lei do Máximo que limitava preços e salários. Tal medida terminou por gerar ágio e o desaparecimento de mercadorias.

3. Criou o colonato que impedia os camponeses de abandonar as terras de seus senhores, controlando o êxodo rural.

4. Instituiu o culto a pessoa do Imperador que passou a ser chamado de Dominus (senhor). Como os cristãos se recusaram a cultuar o Imperador, acabaram sendo duramente perseguidos.

5. Além disso, instituiu a obrigatoriedade do latim para as províncias do oriente, reforçou o culto aos deuses e tradições romanas e tirou a autonomia das cidades.

X) Por que podemos dizer que o Século III é um divisor de águas na História de Roma?

R.: Porque foi um momento de transformação das estruturas do Império, com o fim da pax romana e a crescente percepção de que o Império estava irremediavelmente dividido em duas partes, uma Ocidental, pobre e ruralizada, e a Oriental, urbanizada e recuperada da crise econômica. Tal compreensão fez com que as políticas imperiais priorizassem o Oriente, culminando no século IV com a transferência da capital para Bizâncio e a divisão definitiva do Império em duas partes.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Gabarito da V.I.


Como eu havia prometido, segue o gabarito das questões discursivas que estavam na última V.I. das turmas 706, 707, 708, 709 e 710. Não são respostas para decorar, e o fato de você não ter respondido exatamente como no gabarito não quer dizer que você tenha errado a questão. Lembrando que havia duas questões discursivas em cada V.I., logo, você só fez duas delas. Seguem as questões resolvidas:

1. Cite duas das reformas promovidas por Otávio Augusto. (2 pontos)

R.: São reformas de Otávio (lembre-se que você só precisava citar duas):

** Aumento da autonomia administrativa das cidades e províncias e sua divisão entre: senatorias e imperiais. As províncias imperiais eram as de fronteira e os governantes eram nomeados diretamente pelo imperador que também reforçou a presença do exército no limes do Império.

** Classificação da população pela renda: só os mais ricos poderiam chegar ao Senado.

** Centralização dos gastos públicos como forma de reprimir a corrupção.

** Designação de funcionários de confiança para cobrar os impostos nas províncias.

** Reorganização dos correios: um Império tem que ter um sistema de comunicação rápido e confiável.

** Agravamento de penas e repressão de práticas que atentassem contra a moral e os bons costumes. Otávio também vai reprimir os excessos de luxo da sua corte.

** Revigoração das rotas comerciais e a criação da esquadra imperial, responsável por proteger os navios que traziam os grãos que abasteciam a Itália.

** Construção de obras de infra-estrutura: aquedutos, pontes, termas, mercados, etc.

** Apoio às artes, através do patrocínio de artistas, filósofos e escritores. A prática, comum até hoje, chama-se Mecenato e é feita pelo Estado, grandes empresas ou mesmo indivíduos ricos. Esse termo vem de Mecenas, nome de um amigo de Otávio.

2. Por que a divisão do Império Romano em dois Estados acelerou o fim da sua parte Ocidental? (2 pontos)

R.: O Império do Ocidente não havia se recuperado da Crise do Século III, com a divisão, não pode mais contar com o auxílio econômico e militar da parte Oriental, o que acelerou o enfraquecimento das estruturas do Estado e a perda de territórios que foi sendo tomados ou cedidos aos povos germânicos.

3. Por que os imperadores do século II são conhecidos como “Bons Imperadores”? (2 pontos)

R.: Esses imperadores, alguns deles nascidos fora da Itália em províncias da península Ibérica ou Norte da África, são assim chamados, pois fizeram governos competentes e garantindo a segurança política, o desenvolvimento econômico e convivência entre os diversos grupos sociais. Foi durante o seu governo que o Império chegou ao máximo de sua expansão com a conquista, com a conquista durante o governo de Trajano, da Dácia (Romênia) e da Mesopotâmia. Durante o governo dos “Bons Imperadores” a Pax Romana chegou ao seu auge, a civilização romana se estendeu a todos os cantos do Império e as revoltas não representaram um grande problema para os governantes romanos.

4. Como se deu a expansão do Cristianismo? (2 pontos)

R.: A expansão do Cristianismo, nos século I e II, se deu graças à estabilidade e segurança fornecidas pela Pax Romana, assim os missionários cristãos se valiam da infra-estrutura do Império e da cultura helenística, em especial a língua grega, para se espalhar pela malha urbana do Mediterrâneo.

5. Por que podemos dizer que o século III traz grandes mudanças para o Império Romano? (2 pontos)

R.: Porque este período foi marcado pela instabilidade política, porque a guerra civil se tornou constante. Eram comuns os assassinatos de Imperadores e outros governantes. A insegurança, gerou a crise no comércio e no abastecimento. Os camponeses, constantemente convocados para serviço militar, esvaziavam o campo e reforçavam a crise agrícola, a fome e a inflação. Além disso, o fim da expansão diminuiu o número de escravos e agravou a crise de mão-de-obra. A concessão de cidadania para todos os habitantes livres do Império, em 212 d.C., ajudou a diminuir o prestígio do Exército que admitia cada vez mais bárbaros. Os funcionários públicos aterrorizavam a população, aumentavam os impostos e a corrupção era uma constante. Mesmo que o Império tenha conseguido sobreviver a grande crise, a partir daí teremos dois territórios distintos, o Oriente, com fortes núcleos urbanos, helenizado, rico e cada vez mais cristão, e o Ocidente que não consegue se recuperar e se torna cada vez mais ruralizado e dominado pela presença dos bárbaros germânicos.

6. O que foi o colonato? (2 pontos)

R.: O colonato era uma forma de trabalho na qual o camponês abria mão de sua liberdade de ir e vir, por si, sua família e seus descendentes, em troca da proteção de um latifundiário. A partir de então não poderia ser expulso da terra. O colonato foi uma forma de trabalho estimulada por Diocleciano para aumentar a produção agrícola e impedir o êxodo rural; sob o governo de Constantino a situação dos colonos foi legalmente regulamentada. Muitos senhores alforriaram seus escravos, transformando-os em colonos. Os escravos ficavam “livres”, ganhavam certa segurança, e os senhores se livravam de uma série de deveres (*vestir, alimentar, fornecer moradia*), ao mesmo tempo em que garantiam a permanência dos braços na lavoura.

7. Qual a importância do Edito de Milão? (2 pontos)

R.: O Edito de Milão é importante porque dá liberdade de culto aos cristãos que eram um grupo importante na parte oriental do Império Romano. Esta lei abre caminho para a aproximação entre o Estado Romano e a Igreja que antes perseguida passa a gozar de prestígio e poder cada vez maiores.

8. Qual a importância das invasões bárbaras para o fim do Império Romano do Ocidente? (2 pontos)

R.: Como o Ocidente já se encontrava fragilizado pela crise política, econômica e militar, a chegada de um número cada vez maior de povos bárbaros acelerou a desagregação do Império. Os germanos, os hunos e outros não provocaram a crise, só representaram um fator a mais no desgaste que a parte Ocidental do Império vinha sofrendo.

Gabarito da V.I.


Como eu havia prometido, segue o gabarito das questões discursivas que estavam na última V.I. das turmas 706, 707, 708, 709 e 710. Não são respostas para decorar, e o fato de você não ter respondido exatamente como no gabarito não quer dizer que você tenha errado a questão. Lembrando que havia duas questões discursivas em cada V.I., logo, voc~e só fez duas delas. Seguem as questões resolvidas:

1. Cite duas das reformas promovidas por Otávio Augusto. (2 pontos)

R.: São reformas de Otávio (lembre-se que você só precisava citar duas):

** Aumento da autonomia administrativa das cidades e províncias e sua divisão entre: senatorias e imperiais. As províncias imperiais eram as de fronteira e os governantes eram nomeados diretamente pelo imperador que também reforçou a presença do exército no limes do Império.

** Classificação da população pela renda: só os mais ricos poderiam chegar ao Senado.

** Centralização dos gastos públicos como forma de reprimir a corrupção.

** Designação de funcionários de confiança para cobrar os impostos nas províncias.

** Reorganização dos correios: um Império tem que ter um sistema de comunicação rápido e confiável.

** Agravamento de penas e repressão de práticas que atentassem contra a moral e os bons costumes. Otávio também vai reprimir os excessos de luxo da sua corte.

** Revigoração das rotas comerciais e a criação da esquadra imperial, responsável por proteger os navios que traziam os grãos que abasteciam a Itália.

** Construção de obras de infra-estrutura: aquedutos, pontes, termas, mercados, etc.

** Apoio às artes, através do patrocínio de artistas, filósofos e escritores. A prática, comum até hoje, chama-se Mecenato e é feita pelo Estado, grandes empresas ou mesmo indivíduos ricos. Esse termo vem de Mecenas, nome de um amigo de Otávio.

2. Por que a divisão do Império Romano em dois Estados acelerou o fim da sua parte Ocidental? (2 pontos)

R.: O Império do Ocidente não havia se recuperado da Crise do Século III, com a divisão, não pode mais contar com o auxílio econômico e militar da parte Oriental, o que acelerou o enfraquecimento das estruturas do Estado e a perda de territórios que foi sendo tomados ou cedidos aos povos germânicos.

3. Por que os imperadores do século II são conhecidos como “Bons Imperadores”? (2 pontos)

R.: Esses imperadores, alguns deles nascidos fora da Itália em províncias da península Ibérica ou Norte da África, são assim chamados, pois fizeram governos competentes e garantindo a segurança política, o desenvolvimento econômico e convivência entre os diversos grupos sociais. Foi durante o seu governo que o Império chegou ao máximo de sua expansão com a conquista, com a conquista durante o governo de Trajano, da Dácia (Romênia) e da Mesopotâmia. Durante o governo dos “Bons Imperadores” a Pax Romana chegou ao seu auge, a civilização romana se estendeu a todos os cantos do Império e as revoltas não representaram um grande problema para os governantes romanos.

4. Como se deu a expansão do Cristianismo? (2 pontos)

R.: A expansão do Cristianismo, nos século I e II, se deu graças à estabilidade e segurança fornecidas pela Pax Romana, assim os missionários cristãos se valiam da infra-estrutura do Império e da cultura helenística, em especial a língua grega, para se espalhar pela malha urbana do Mediterrâneo.

5. Por que podemos dizer que o século III traz grandes mudanças para o Império Romano? (2 pontos)

R.: Porque este período foi marcado pela instabilidade política, porque a guerra civil se tornou constante. Eram comuns os assassinatos de Imperadores e outros governantes. A insegurança, gerou a crise no comércio e no abastecimento. Os camponeses, constantemente convocados para serviço militar, esvaziavam o campo e reforçavam a crise agrícola, a fome e a inflação. Além disso, o fim da expansão diminuiu o número de escravos e agravou a crise de mão-de-obra. A concessão de cidadania para todos os habitantes livres do Império, em 212 d.C., ajudou a diminuir o prestígio do Exército que admitia cada vez mais bárbaros. Os funcionários públicos aterrorizavam a população, aumentavam os impostos e a corrupção era uma constante. Mesmo que o Império tenha conseguido sobreviver a grande crise, a partir daí teremos dois territórios distintos, o Oriente, com fortes núcleos urbanos, helenizado, rico e cada vez mais cristão, e o Ocidente que não consegue se recuperar e se torna cada vez mais ruralizado e dominado pela presença dos bárbaros germânicos.

6. O que foi o colonato? (2 pontos)

R.: O colonato era uma forma de trabalho na qual o camponês abria mão de sua liberdade de ir e vir, por si, sua família e seus descendentes, em troca da proteção de um latifundiário. A partir de então não poderia ser expulso da terra. O colonato foi uma forma de trabalho estimulada por Diocleciano para aumentar a produção agrícola e impedir o êxodo rural; sob o governo de Constantino a situação dos colonos foi legalmente regulamentada. Muitos senhores alforriaram seus escravos, transformando-os em colonos. Os escravos ficavam “livres”, ganhavam certa segurança, e os senhores se livravam de uma série de deveres (*vestir, alimentar, fornecer moradia*), ao mesmo tempo em que garantiam a permanência dos braços na lavoura.

7. Qual a importância do Edito de Milão? (2 pontos)

R.: O Edito de Milão é importante porque dá liberdade de culto aos cristãos que eram um grupo importante na parte oriental do Império Romano. Esta lei abre caminho para a aproximação entre o Estado Romano e a Igreja que antes perseguida passa a gozar de prestígio e poder cada vez maiores.

8. Qual a importância das invasões bárbaras para o fim do Império Romano do Ocidente? (2 pontos)

R.: Como o Ocidente já se encontrava fragilizado pela crise política, econômica e militar, a chegada de um número cada vez maior de povos bárbaros acelerou a desagregação do Império. Os germanos, os hunos e outros não provocaram a crise, só representaram um fator a mais no desgaste que a parte Ocidental do Império vinha sofrendo.