segunda-feira, março 26, 2007

1º BIMESTRE: FENÍCIOS


## LOCALIZAÇÂO: Líbano atual e parte da Síria. Região rica em madeira nobre, o cedro, utilizada na construção civil e de navios, além de um caramujo chamado múrice de onde se extraía a púrpura, uma valiosa tinta de tecidos. O solo não favorecia a agricultura irrigada como no Egito e Mesopotâmia, mas cultivavam-se cereais para consumo próprio, assim como videiras, oliveiras e outras árvores típicas do Mediterrâneo. Mais importante é que sendo uma região de passagem, as atividades comerciais floresceram e eram o ponto alto da economia fenícia.

## POVO: Fruto de uma mistura de povos, os fenícios chamavam-se a si mesmo de cananeus e mesmo em Cartago, colônia africana fundada por Tiro, assim se denominavam.

## ESTADO: Os fenícios nunca estabeleceram um Estado unificado. Cada cidade-estado era independente e governada por um ou dois reis, geralmente membros das elites mercantis. A base da economia era o comércio marítimo, por isso podemos dizer que os fenícios constituíram uma Talassocracia [1]. Devido a seus empreendimentos comerciais, os fenícios fundaram várias colônias, a mais importante delas Cartago, e criaram muitas rotas comerciais que não se limitavam ao Mediterrâneo, mas incluíam a circunavegação da África e incursões até o Mar do Norte. As cidades-estado mais importantes eram:

• Biblos: Mantinha intensas relações comerciais com o Egito desde o Antigo Império. Era aliada dos egípcios junto com Tiro e entrou em decadência junto com o grande Império do Nilo. Biblos importava e redistribuía o papiro egípcio, daí a palavra “livro” em grego ser biblos.

• Sídon: Era um importante porto comercial, Heródoto se refere a todos os fenícios como “sidônios”. Foi aliada dos egípcios e destruída e reconstruída várias vezes. Atingiu seu auge com o enfraquecimento dos egípcios e hititas. Lutou por sua independência contra egípcios e persas e terminou dominada pelos gregos.

• Ugarit: Importante porto comercial que manteve durante muito tempo boas relações com os egípcios, foi dominada pelos mitanni e se tornou aliada dos hititas na região. Mantinha relações comerciais fortes com a ilha de Chipre e Creta.

• Tiro: Uma das cidades mais poderosas da região, fundou várias colônias ao longo do Mediterrâneo, dentre elas Cartago. Obteve seu auge antes da expansão assíria e da competição dos gregos no mar. Com as pressões de outros povos e a competição de outras cidades fenícias, como Sídon, Tiro perde importância política e econômica e sua mais importante colônia, se torna independente. Graças a sua posição estratégica em uma ilha, resistiu por 13 anos ao cerco dos caldeus, conseguindo um acordo favorável em troca de sua submissão. Alexandre, o Grande dobrou Tiro em sete meses e foi extremamente duro com seus habitantes como punição pela resistência.

## ECONOMIA E SOCIEDADE: Os fenícios constituíram uma sociedade com grande mobilidade social [2], pois o comércio, base de economia, permitia que os indivíduos tivessem grande flutuação em sua riqueza. O mar foi a saída para a pobreza do solo e a competição com outros comerciantes terrestres. Os fenícios se tornaram mestres na navegação, sendo provavelmente os primeiros a navegarem a noite guiando-se pelas estrelas. Os principais produtos que comerciavam eram madeira, escravos e tecidos de púrpura (a tinta retirada do múrice), vidro, além disso, faziam escambo com outros povos em busca de produtos valiosos, alugando também os seus navios para outras nações.

## CULTURA: Certamente a maior contribuição dos fenícios foi a criação do primeiro alfabeto fonético conhecido. Este alfabeto, criado para facilitar as transações comerciais, espalhou-se pela borda do Mediterrâneo, pois os fenícios fundaram várias colônias como Cartago, no Norte da África e Cádiz, na atual Espanha, tendo influenciado o alfabeto grego.

## RELIGIÃO: Os sacerdotes tinham grande poder, pertencendo às elites da sociedade. Cada cidade tinha um deus protetor. Os deuses eram chamados genericamente de Baal (senhor) e representado pelo sol, e de Astarté, divindade feminina ligada a fecundidade, normalmente associada à Lua. Os fenícios também eram animistas [3], adorando as forças da natureza. Seus cultos admitiam freqüentemente os sacrifícios humanos e, em casos especiais, nenhuma família da cidade poderia se furtar a dar um de seus filhos em sacrifício aos deuses.

[1] Talassocracia [Do gr. thalassokratía.]: Sistema de governo no qual o poder está nas mãos daqueles que se dedicam às atividades no mar, no caso dos fenícios, o comércio marítimo.

[2] Mobilidade social: Circulação ou movimento de idéias, de valores sociais ou de indivíduos, duma camada inferior para a superior, e vice-versa, ou de um grupo para outro no mesmo nível.

[3] Animismo: Modo de pensamento ou sistema de crenças em que se atribui a seres vivos, objetos inanimados e fenômenos naturais um princípio vital pessoal, isto é, uma alma

quarta-feira, março 21, 2007

Norouz Mobarak



Hoje (*Ontem, 21*) os persas comemoram o seu Ano Novo, o Norouz. A festa marca o início do Ano Novo persa e o início da primavera. Os persas usam um calendário solar, um dos mais antigos em uso. O Nourouz é uma festa que reúne amigos e vizinhos, há uma refeição especial, troca de presentes e cartões, e uma limpeza simbólica da casa. O Ano Novo persa é comemorado no Irã, na Turquia, no Afeganistão, na Albênia, na Georgia, entre os Curdos e em países da Ásia Central ou onde existam povos de origem persa ou que tenham sofrido influência deste império que durou por vários séculos.

terça-feira, março 20, 2007

Cisma... Cismar...

Alguns alunos da turma 703 ficaram discutindo o significado do substantivo "cisma", por causa da matéria de Hebreus, e do verbo "cismar". Eis aí o que o Dicionário Aurélio nos dá de significados. ^_^

Cisma [Do gr. schísma, pelo lat. tard. schisma.]
Substantivo masculino.
1.Separação do corpo e da comunhão de uma religião.
2.Dissidência de opiniões.
3.Preocupação, inquietação.
4.Devaneio, sonho, fantasia.
5.Bras. Desconfiança, suspeita.
6.Bras. Capricho, teima, obstinação.
7.Bras. Implicância, antipatia.
8.Bras. Receio supersticioso.

domingo, março 18, 2007

GABARITO: Mesopotâmia 6


1) Dentro do código de Hamurábi todos eram tratados como iguais? Justifique. (2,0)
- Não, os livres, por exemplo, valiam mais que os escravos, pois estes eram vistos como coisas. Isso fica claro me várias passagens, como por exemplo, “Se alguém bater no corpo de um homem de posição superior, então este alguém deve receber 60 chicotadas em público”; “Se um homem livre bater no corpo de outro homem livre, ele deverá pagar 10 siclos em dinheiro”; “Se o escravo de um homem livre bater no corpo de outro homem livre, o escravo deverá ter sua orelha arrancada”.

2) Por que a decisão de colocar as leis por escrito foi tão importante? (1,5)
- Leis escritas são públicas e todos que saibam ler, ou tenham quem leia, podem ter acesso a elas. Além disso, a justiça deixa de depender somente da vontade ou interpretação do juiz.

3) Como o código da Hamurábi trata a questão do aborto (perda da criança) provocado por agressão. (1,5)
- O código de Hamurábi punia aqueles que fizessem uma mulher abortar. A punição variava de acordo com a categoria da pessoa, livre ou escrava, e se a mulher morria, ou não. Por exemplo, “Se um homem bater numa mulher livre e ela perder o filho que estiver esperando, ele deverá pagar 10 siclos pela perda dela. Se a mulher morrer, a filha deste homem deve ser condenada à morte” ou “Se ele bater na criada de um homem, e ela perder seu bebê, ele deverá pagar 2 siclos em dinheiro. Se esta criada morrer, ele deverá pagar 1/3 de mina”.

4) Qual era a base da economia do I Império Babilônico? Quais semelhanças podemos apontar com a economia egípcia? (2,5)
- Na Mesopotâmia a base da economia era a agricultura e o regime de trabalho era semelhante, pois o sistema era de servidão coletiva, isto é, as terras eram do Estado e o camponês tinha que entregar parte da sua produção e trabalhar na obras públicas. No Egito a base da economia era a mesma, só que o rio Nilo com suas cheias regulares ajudava muito o trabalho dos camponeses, ao contrário do que acontecia com os reios Tigre e Eufrates.

5) Explique o regime de servidão coletiva. (2,5)
- A servidão coletiva era um sistema de trabalho no qual as terras pertenciam ao Estado e o camponês tinha que entregar parte de sua produção ao governo e trabalhar nas obras públicas. Como as cheias do Tigre e Eufrates eram irregulares, os camponeses tinham que estar trabalhando na construção de canais de irrigação e de drenagem e nas represas quase que o tempo todo.

GABARITO: Mesopotâmia 5


1) O procedimento dos dois reis foi semelhante? Justifique. (2,0)
- Não, não foi. Um rei puniu os líderes da revolta e perdoou aqueles que não tinham cometido grandes ofensas, ele libertou. O outro rei se orgulha de ter sido impiedoso e diz “Enchi as grutas e as ravinas das montanhas com seus cadáveres, Amontoei seus cadáveres como se fossem pilhas de cereais diante dos portões de suas muralhas. Devastei-lhes as cidades e as converti em montes de ruínas...”.

2) Quem foram os assírios? Por que se tornaram tão famosos? (1,5)
- Os assírios eram um povo do norte da Mesopotâmia que construiu um grande império. Eles ficaram conhecidos por serem grandes guerreiros e pela crueldade com que tratavam os povos conquistados.

3) “Os assírios eram guerreiros que se preocupavam com a cultura”. Explique a afirmativa. (1,5)
- Os assírios fizeram fama como grandes guerreiros, mas se preocuparam em preservar a cultura da Mesopotâmia e fundaram importantes bibliotecas, sendo a maior delas a de Nínive, uma de suas capitais.

4) De acordo com o que o grupo estudou, a estratégia de dominação utilizada pelos Assírios era duradoura? Justifique. (2,5)
- Os assírios tratavam com grande dureza os povos conquistados, o objetivo é que eles fossem submissos e não se revoltassem. Com o tempo, entretanto, a estratégia se mostrou ineficaz, pois não havia grande vantagem em fazer parte do Império Assírio, pois não havia compensação. Assim, as revoltas aumentaram e os assírios foram perdendo vários dos seus territórios.

5) Explique o regime de servidão coletiva. (2,5)
- A servidão coletiva era um sistema de trabalho no qual as terras pertenciam ao Estado e o camponês tinha que entregar parte de sua produção ao governo e trabalhar nas obras públicas. Como as cheias do Tigre e Eufrates eram irregulares, os camponeses tinham que estar trabalhando na construção de canais de irrigação e de drenagem e nas represas quase que o tempo todo.