quinta-feira, setembro 09, 2010

Papiro egípcio achado em antigo pântano irlandês



Não conhecia o Saltério de Faddan More e achei a descoberta fenomenal. Por conta disso, decidi traduzir o artigo do do site Physorg. espero que realmente se consiga provar o cristianismo egipcio, talvez via Península Ibérica, influenciou a Igreja Irlandesa. Segue a tradução.



Papiro egípcio achado em antigo pântano irlandês


6 de setembro de 2010

Cientistas irlandeses encontraram fragmentos de um papiro egípcio dentro da capa de couro de um livro de salmos retirado de um terreno pantanoso, disse o Museu Nacional Irlandês na segunda.

O papiro dentro da capa de couro em estilo egípcio que cobria um manuscrito de 1200 anos, “potencialmente representa a primeira conexão tangível entre a Igreja Irlandesa primitiva e a Igreja Cóptica do Oriente Médio”, diz o Museu. “É uma descoberta que levanta muitas questões e tem perturbado algumas das teorias aceitas sobre a História do Cristianismo primitivo na Irlanda.”

Raghnall O Floinn, reponsável pelas coleções do Museu, disse que o manuscrito, agora conhecido como “Saltério de "Faddan More”, e uma das descobertas arqueológicas mais importantes da Irlanda. Ele foi desenterrado quatro anos atrás por um homem que usava uma escavadeira mecânica para extrair turfa perto de Birr no Condado de Tipperary, mas a análise só agora foi completada.

O Floinn contou para a AFP que o pergaminho manuscrito envolvido pela capa de couro data do século VIII, mas não se sabe quando e porque ele terminou dentro do pântano onde foi preservado pelos elementos químicos presentes na turfa.

“Parece que a capa de couro do manuscrito vindo do Egito. A questão é se o papiro veio junto com a capa ou se ele foi acrescentado depois. É possível que as imperfeições na capa possam nos permitir confirmar que a pele é egípcia. Nós estamos tentando rastrear se há alguém que pode nos dizer se isso é possível. Este é o próximo passo.”

V disse que o saltério é do tamanho de um jornal tablóide e cerca de 15% das páginas dos salmos, que estão escritos em latim, sobreviveram. Os especialistas acreditam que o manuscrito dos salmos foi produzido em um mosteiro irlandês e foi colocado posteriormente na capa.

“A capa pode ter tido vários usos antes de terminar basicamente como um envoltório para o manuscrito no pântano,” disse O Floinn. “Ela pode ter viajado de uma biblioteca em algum lugar no Egito para a Terra Santa ou para Constantinopla ou Roma e então para a Irlanda.” O Museu Nacional em Dublin planeja colocar o saltério em exposição pública no início do ano que vem.

(c) 2010 AFP

domingo, agosto 01, 2010

Bangue-bangue e espaguete



Uma das boas lembranças da minha infância é assistir filmes de faroeste com meu pai. Até hoje, ele é muito fã do gênero. Com o tempo, fui descobrindo o quão peculiar é o "faroeste espaguete", a bela música de Enio Morricone, e, claro, que foi esse tipo de filme que projetou Clint Eastwood. hoje, muito do cinema pop bebe na genialidade de Sergio Leone e podemos ver isso, por exemplo, Kick-Ass. Enfim, segue a matéria do Correio Braziliense. Haverá uma mostra do gênero no CCBB daqui do DF.

Bangue-bangue e espaguete

Mostra resgata melhores filmes do faroeste italiano, como Django, Três homens em conflito e Eles me chamam Trinity

Ricardo Daehn


O gênero cinematográfico homenageado pode até ser dos mais antigos, com Certidão de Nascimento datada de 1903, mas a verdade é que a mostra Faroeste spaghetti: o bangue-bangue à italiana, a partir de terça-feira no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), tem por mérito avançar na exibição de um nicho de subprodutos irreverentes (por vezes, austeros) capazes de, reformulados, repercutir por décadas. Contemporâneos ao cinema existencialista de Michelangelo Antonioni e às populares comédias à italiana, e antecessores do cinema político da terra de Elio Petri, os mal distribuídos (no Brasil) títulos do faroeste espaguete engataram uma linha de produção sessentista na qual, em dois anos, foram feitos mais de 130 filmes.

Sem pretender fazer uma representação histórica (acatando o tipo de western que encobriu até a matança dos índios), o faroeste spaghetti se valeu de redefinições nos heroicos conceitos de pioneirismo e nas lambanças que propunham o restabelecimento da ordem em vilarejos, isso sem desprezar a função dinâmica das cenas de acertos de contas. Aparar o psicologismo excessivo nos títulos norte-americanos foi uma das metas de Sergio Leone, o representante máximo das inovações com o faroeste spaghetti, tido por Clint Eastwood como um terreno “para a comédia atuada com absoluta seriedade”.

O diretor de Menina de ouro, por sinal, se converteu ao culto de Leone, por um irrisório salário de US$ 15 mil, mais as passagens para a Espanha, ambiente das filmagens de Por um punhado de dólares (1964), que inaugurou a confraria, estendida por seis filmes, entre Leone e o mitificado compositor Ennio Morricone.

Enquanto o diretor John Sturges assumiu o decalque de Os sete samurais (de Akira Kurosawa), no clássico western Sete homens e um destino (1960), Sergio Leone, baseado em Yojimbo (outra fita de samurai de Kurosawa), comandou Por um punhado de dólares (programado para a mostra) com mesclas de humor e fatalismo para o primeiro dos “homens sem nomes” embutidos numa trilogia dos dólares (que terá exibição completa no CCBB). No roteiro que cunhou a célebre expressão “Adiós, amigo”, Clint Eastwood era o forasteiro Joe, que, metido numa contenda das dinastias Baxter e Rojo, em torno de contrabandos, se torna volúvel, na mexicana região de San Miguel.

Referencial, ao menos no nome, para toda a sorte de genéricos que se apropriaram do papel-título, Django (1966), outro eleito para a mostra em Brasília, trouxe “o papel mais importante da carreira” para Franco Nero, ator de filmes até de Luis Buñuel e Rainer-Werner Fassbinder. Morto há 20 anos, o diretor Sergio Corbucci, que adotou o pseudônimo Stanley Corbett (num artifício corriqueiro, haja vista inclusive Leone se autodenominar Bob Robertson) na realização de Django prestou homenagem, pelo título, ao jazzista Django Reinhardt.

Ex-crítico de cinema e diretor assistente de Roberto Rossellini, Corbucci — com passado inserido no gueto capa, espada e sandálias — também teve samurais como fonte de inspiração para a história do pistoleiro que carrega um misterioso caixão e atira a esmo, depois de chegar a uma região esvaziada pelo racismo, entre outras fontes de intolerância. Com esmero técnico, o filme tem notável música de Luis Enríquez Bacalov (premiado com O carteiro e o poeta), além de fotografia assinada por Enzo Barboni.

Barboni, por sinal, está representado em Faroeste spaghetti: o bangue-bangue à italiana por Eles me chamam Trinity (1970) e Trinity ainda é meu nome (1971), ambos calcados na química de bons desentendimentos fundada pela dupla Carlo Pedersoli e Mario Girotti, mais conhecida por Bud Spencer e Terence Hill. Bom “castigo”, aliás, foi imposto para Hill, segundo o diretor Tonino Valerii, que, no cultuado Meu nome é ninguém (1973), fez o antigo pândego Hill encarar o lendário Henry Fonda (na pele do quase aposentado ídolo Jack Beauregard). Produzido por Sergio Leone, o filme — que traz uma marcante cena de impostores infiltrados numa barbearia — foi realizado na província espanhola da Almería (com outras cenas ainda nos EUA) e encerra uma espécie de epitáfio ao faroeste spaghetti, com reverências que se estendem a Sam Peckinpah (Meu ódio será sua herança) e Samuel Fuller (Matei Jesse James).

Do luxo ao nicho

Dos recorrentes enredos que tocam em desbravamentos ferroviários ou investem em fugas e aventuras rocambolescas, a mostra Faroeste spaghetti: o bangue-bangue à italiana reserva insuspeitas curiosidades. São factoides do porte da investida dos socialmente engajados Damiano Damiani e Klaus Kinski no popularesco gênero, com Uma bala para o general (1966). Na lista, vale destacar as excentricidades prévias do cineasta Enzo Castellari — saudado por Quentin Tarantino na apropriação do título The inglorious bastards (1978). Castellari, que levou até personagens shakespearianos para os saloons, em Johnny Hamlet (1968), na mostra do CCBB será representado por Keoma (1976), encabeçado pelo solitário personagem de Franco Nero. No ano em que esteve à frente de outros três filmes, 1969, Giuseppe Colizzi é lembrado, na programação, por Trinity — A colina dos homens maus.

Finalmente, seria uma completa heresia falar de faroeste spaghetti sem citar Era uma vez no Oeste (1968), uma ritualística obra de Sergio Leone, com cinco longas integrados ao painel que tem Alexandre Sivolella como curador. Se cruzou fronteiras “interplanetárias” do épico (como definido por um crítico estrangeiro), com Três homens em conflito (1966) — centrado em Clint Eastwood, Lee van Cleef e Eli Wallash, literalmente, enterrados pela ganância que circunda 200 mil ilícitos dólares —, Leone teve como alicerce as imagens capturadas por Tonino Delli Colli. É do mesmo profissional que, novamente, ele se vale, no revisionista Era uma vez no Oeste, que teve a versão integral propiciada, em 1980, pelo interesse pessoal de Martin Scorsese.

Faroeste spaghetti: o bangue-bangue à italiana

Centro Cultural Banco do Brasil (SCES, Tc. 2; 3310-7087). De terça-feira a 22 de agosto, com sessões diárias (exceto às segundas-feiras). Vinte filmes selecionados sob a curadoria de Alexandre Sivolella serão apresentados em película, a partir do apoio do Instituto Italiano de Cultura. Ingressos, R$ 4 e R$ 2 (meia). Não recomendado para menores de 12 anos.

Música para os olhos

Depois de incursões como arranjador para músicas de Mario Lanza e Rita Pavone, para além das animações em clubes noturnos, Ennio Morricone seguiu em direção a uma sólida carreira de compositor de trilhas cinematográficas e televisivas, num invejável conjunto com mais de 400 produções. Se começou a compor aos seis anos, Morricone seguramente foi influenciado pelo pai, um trompetista de jazz. O trombone foi instrumento de interesse para ele, que, dado o acelerado aprendizado, concluiu em menos de dois anos o curso de música na prestigiada Accademia di Santa Cecilia (Itália).

Tendo trabalhado com diretores de peso, entre os quais Gillo Pontecorvo, Terrence Malick, Roman Polanski e até Federico Fellini, aos 81 anos, Morricone — que traz no currículo trilhas inesquecíveis como as de A missão (1986) e Os intocáveis (1987) — nunca se livrou do próprio legado, uma vez que é indissociável das colaborações com os faroestes, particularmente aqueles assinados por Sergio Leone.

Praça em Sergipe é o mais novo patrimônio mundial da humanidade



Minha família é originalmente de São Crtistóvão, em Sergipe. Quer dizer, pelo menos o lado paterno da família, já que o materno durante muito tempo foi bóia-fria e migrou por vários estados. De qualquer forma, é muito bom ver o conjunto arquitetônico de São Cristóvão incluído entre os patrimônios da humanidade. Espero que isos traga mais turismo, dinheiro para a cidade e conscientização por parte dos moradores. Quando estive lá em 1994 havia um grande rancor por aprte da população que via o tombamento como um engessamento da cidade, sem compreender que ali estaria a fonte de recursos da cidade. Não sei se o sentimento mudou, havia inclusive pixações na praça que agora foi tombada (*"Patrimônio histórico, morte da cidade!"*), espero que, sim. Segue a matéria do Correio Braziliense.


Praça em Sergipe é o mais novo patrimônio mundial da humanidade

Agência Brasil

Brasília - A Praça de São Francisco, em São Cristóvão (SE), foi incluída hoje (1/8) na lista de patrimônios mundiais da humanidade. Esse é o 18º bem brasileiro a fazer parte da lista, elaborada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A decisão foi tomada durante reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, em Brasília.

São Cristóvão é a antiga capital de Sergipe e a quarta cidade mais antiga do Brasil. A praça, construída entre os séculos 16 e 17, teve influência espanhola e portuguesa. É composta pela Igreja e pelo Convento de São Francisco, pela Capela da Ordem Terceira, hoje Museu de Arte Sacra, pela Santa Casa, pela Igreja de Misericórdia, pelo Palácio Provincial e pelo casario antigo. A cidade de São Cristóvão é tombada como patrimônio material pelo Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional (Iphan).

O Comitê do Patrimônio Mundial, responsável pela escolha, reúne representantes de 21 países, eleitos pelos Estados partes por quatro anos. A cada ano, o comitê acrescenta novos sítios à lista. A praça foi o único local brasileiro a concorrer.

Durante o evento foram incluídos outros patrimônios mundiais na lista. Entre eles, o Atol de Bikini, nas Ilhas Marshall. O lugar, que fica no Oceano Pacífico e é conhecido por sua grande riqueza ambiental e geológica, foi alvo de 67 testes nucleares depois da Segunda Guerra Mundial, incluindo a explosão de uma bomba de hidrogênio em 1952.

Veja os bens brasileiros que fazem parte da lista de patrimônios mundiais.

Patrimônio Mundial Natural

1 - Parque Nacional do Iguaçu (PR)
2 - Costa do Descobrimento (BA e ES)
3 - Reservas da Mata Atlântica (SP e PR)
4 - Complexo de áreas protegidas do Pantanal Matogrossense (MT e MS)
5 - Áreas protegidas do Cerrado: Chapada dos Veadeiros e Parque Nacional das Emas (GO)
6 - Ilhas Atlânticas Brasileiras – Reservas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas (PE/RN)
7 - Complexo de Áreas Protegidas da Amazônia Central

Patrimônio Mundial Cultural

1 - Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Ouro Preto (MG)
2 - Centro Histórico de Olinda (PE)
3 - As Missões Jesuíticas Guarani, ruínas de São Miguel das Missões (RS)
4 - Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas do Campo (MG)
5 - Centro Histórico de Salvador (BA)
6 - Plano Piloto de Brasília (DF)
7 - Parque Nacional da Serra da Capivara (PI)
8 - Centro Histórico de São Luís (MA)
9 - Centro Histórico de Diamantina (MG)
10 - Centro Histórico da Cidade de Goiás (GO)

quarta-feira, julho 28, 2010

Do Sudário à barba de Maomé, os objetos mais adorados do mundo



Essa matéria do Jornal o Dia fala dos objetos (*relíquias*) mais venerados do mundo. Vale pela curiosidade. Atenção para quantas igrejas (*e até mesquita*) têm a cabeça de São João Batista. Isso me lembra uma cena do livro (*não está no filme*) O Nome da Rosa, de Humberto Eco, na qual Adso, o noviço, estava fascinado pelas relíquias do mosteiro beneditino. Seu mestre, William de Baskerville, diz que aquelas relíquias não eram nada, pois relíquia realmente santa tinha uma catedral na Alemanha, o crânio de João Batista aos 12 anos de idade. Adso dá glórias e pulinhos, até que a ficha cai “Mas, mestre, João Batista morreu com mais de 30 anos!”. E o mestre responde: “Para você ver o tamanho do milagre, Adso!”. ^_^

Do Sudário à barba de Maomé, os objetos mais adorados do mundo

Revista ‘Time’ elaborou lista das 10 relíquias mais famosas de todas as religiões. Veracidade das peças é discutida

Rio - Cristão não, há grande chance de você já ter ouvido falar do Santo Sudário, pedaço de tecido mantido no Vaticano que teria envolvido o corpo de Jesus após a crucificação. É menos provável, entretanto, que saiba da existência do dente de Buda, da barba de Maomé ou do sangue de São Januário. Tudo isto faz parte da lista das 10 relíquias religiosas mais famosas, divulgada pela revista ‘Time’.

Com 4,3m, o Sudário é mantido desde o século 16 na Catedral de Turim, Itália. Em seguida na lista, vem o sangue de São Januário, de Nápoles, Itália, decapitado no século 4. Segundo fiéis, várias vezes por ano a substância, mantida numa ampola, torna-se líquida. Também na Itália, em Roma, são mantidas as correntes que teriam aprisionado São Pedro em Jerusalém.

A primeira relíquia não-cristã na lista é a barba de Maomé, que fica no palácio do Museu de Topkapi, Turquia. Apesar de o profeta ter proibido a adoração de outros seres fora Deus, a relíquia é visitada por milhares de pessoas todo ano. O mesmo museu mantém uma pegada daquele que, para os muçulmanos, escreveu a palavra de Deus no Alcorão.

O budismo também tem uma relíquia na lista: o canino esquerdo do líder Buda. O dente está num templo no Sri Lanka. Outra relíquia é a Cruz da Videira, maior símbolo da Igreja Ortodoxa da Geórgia e que teria sido presenteada a uma pregadora do país pela própria Virgem Maria. Por falar na mãe de Jesus, há ainda o Cinto Sagrado de Maria, numa Igreja na Itália, e a Túnica da Virgem Abençoada, na Catedral de Chatres, na França. Esta teria aparecido intacta após incêndio. Talvez a relíquia mais estranha, porém, seja a cabeça de São João Batista. Quatro instituições dizem estar com ela, retirada do corpo do santo após pedido da princesa Salomé, filha de Herodes Filipe. Parece muita cabeça para pouco santo...

Mistério da cabeça de São João Batista

Muitas das relíquias têm a veracidade discutida. Por ser respeitado por várias denominações cristãs e pelos muçulmanos, o paradeiro da cabeça de São João Batista é, de longe, o que levanta mais controvérsia. Reivindicam estar com ela a Mesquita de Umayyad, em Damasco; a Igreja de São Silvestre, em Roma; o Museu Residenz, na Alemanha; e a Catedral de Notre Dame de Amiens, na França. O Museu de Topkapi, na Turquia, diz ter o braço do santo e parte da cabeça. Um monastério ortodoxo também afirma ter a mesma relíquia e outro, na Sérvia, sua mão direita, a que teria batizado Jesus.


Também há pesquisadores que duvidam, por exemplo, tanto da pegada de Maomé como dos supostos fios de sua barba. Já o tal dente de Buda pode nem ser humano. Especialistas em odontologia já o questionaram, dizendo que, pelas suas características, é mais provável que tenha pertencido a um animal.

Israel tem inscrição que pode vir do código de Hamurábi



Matéria da Folha de São Paulo.

Israel tem inscrição que pode vir do código de Hamurábi

DE SÃO PAULO
Há décadas que os estudiosos do texto bíblico apontam semelhanças entre as leis de Moisés e o código legal do rei babilônio Hamurábi. Agora, arqueólogos israelenses acharam um possível "elo perdido" entre as duas legislações: um fragmento cujo texto lembra o código de Hamurábi, com 3.700 anos. Os cacos de escrita cuneiforme (originária do atual Iraque, mas empregada numa ampla área do Oriente Médio na época) vêm de Hazor, no norte de Israel. Segundo pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, responsáveis pelo estudo dos fragmentos, o texto provavelmente é uma lei envolvendo danos corporais a um escravo. Entre as palavras já decifradas estão "senhor", "escravo" e "dente". Na época, a região era dividida em cidades-Estado, anteriores à formação do reino de Israel, de cujos habitantes os judeus modernos descendem, em grande parte.