terça-feira, março 12, 2019

1º TRIMESTRE: ROMA - REPÚBLICA - PARTE 1


EXPANSÃO TERRITORIAL
(Séc. VI-III a.C.)

>>A República Romana durou de 509 até 27 a.C., mas para efeito de organização vamos dividir o período em duas partes: a expansão territorial e a Crise do modelo republicano.

>>República vem da expressão latina res publica que quer dizer “coisa do povo”. Não devemos acreditar, no entanto, que todos os habitantes da República Romana fossem considerados como parte do “povo”, pois este era identificado principalmente com aos soldados de Roma e com um grupo social que vai lutar para manter o seu poder, os patrícios.

>> ORGANIZAÇÃO POLÍTICA: Durante a República a organização do governo e das magistraturas romanas vão mudar bastante e praticamente só o Senado permanece. Para melhor compreensão, preste atenção no modelo básico que segue:
# DOIS CÔNSULES: Eleitos anualmente e poderiam ser reeleitos uma só vez. No início, ambos eram patrícios, com o tempo os plebeus obtiveram o direito de eleger um dos cônsules. Em caso de guerra ou grande crise poderia ser eleito um ditador que governaria com plenos poderes por seis meses.

# SENADO: Muito poderoso durante boa parte da República, era composto por 300 membros; no início todos ainda eram patrícios, depois foram aceitos os plebeus. Havia hierarquia entre os senadores, alguns somente votavam e não tinham direito a voto ou a certos postos.

# DUAS ASSEMBLEIAS: A Centuriata era convocada pelo Cônsul e composta pelos representantes das classes romanas.[1] Já a Assembléia Tribunícia era composta pelos representantes das tribos de Roma. Em ambas os patrícios e os mais ricos eram maioria.

# As Demais MAGISTRATURAS: Pretores – cuidavam da justiça; Censores – zelavam pela moral e os bons costumes, faziam o recenseamento de acordo com a renda e reprimiam a corrupção dos funcionários públicos; Questores – responsáveis pela arrecadação de impostos (não confundir com os publicanos [2]); Edis – responsáveis pelo abastecimento de víveres da cidade e por fiscalizar e zelar saneamento e segurança da cidade.  Durante boa parte da República, os edis patrícios tinham privilégios negados aos que eram plebeus; Tribunos da Plebe – poderiam vetar, salvo em governo ditatorial, as leis que fossem contra os interesses dos plebeus.
>> ORGANIZAÇÃO SOCIAL: Manteve-se a mesma da época da Monarquia, mas com a criação da divisão pela renda (censitária) um novo grupo social se formou, os Equestres (Cavaleiros). Antes um dos segmentos do exército romano, o mais rico porque cavalos eram caros, passou a abrigar aqueles que se dedicavam ao comércio e aos empréstimos de dinheiro, eram ricos, poderiam ser patrícios, plebeus ou cidadãos de fora de Roma, seu poder e número foi aumentando conforme Roma se expandia, eram chamados também de Homens Novos. Terminaram por conseguir direito a elegerem senadores.

***Nesse período, graças a expansão territorial e às guerras, o número de escravos aumentou muito. O escravo poderia ser qualquer pessoa, independente da origem, da profissão, do sexo ou da cor da pele; poderia ter nascido escravo ou ter sido capturado na guerra ou mesmo sequestrado. Em Roma, os escravos se tornaram tão baratos que com o tempo passaram a substituir os trabalhadores livres. Estes acabavam perdendo seus empregos, se endividando e, se camponeses, tendo que vender suas terras. Muitos soldados plebeus ao voltarem das guerras também caiam na miséria. Como o número de desocupados aumentou muito, principalmente na cidade de Roma, criou-se a chamada Política do Pão e Circo que consistia na distribuição de alimentos e de diversão gratuita, pelo Estado e por cidadãos ricos, de forma que os miseráveis pudessem ficar satisfeitos e não promovessem agitações sociais.

>>A QUESTÃO JURÍDICA: Durante a República os plebeus vão lutar muito para conseguirem igualdade jurídica em relação aos patrícios. Os meios utilizados foram muitos: negociação, agitações populares, ameaça de abandonar a cidade. Mesmo não conseguindo igualdade plena, as condições dos plebeus vão melhorar muito, principalmente dos plebeus ricos. Vamos pontuar somente algumas leis. O primeiro grande ganho dos plebeus, já no século V, foi o direito de elegerem o Tribuno da Plebe (493 a.C.); a Lei de Agrária (486 a.C.) dava aos plebeus direito de acesso às terras públicas; Lei das Doze Tábuas (454 a.C.), primeira código de leis escritas de Roma, negava aos plebeus o direito de se casarem com os patrícios, mas deixava claros os seus direitos e deveres; as Rogações Lícinias (367 a.C.) concederam o direito dos plebeus de elegerem um cônsul e acabou com a escravidão por dívidas; a Lei Canuléia (345 a.C.) concedeu aos plebeus o direito de se casarem com os patrícios, suspendendo a decisão anterior.   Lex Hortensia (286 a.C.), assembleia da plebe, ou assembleia popular, poderia votar leis sem que elas primeiro fossem autorizadas pelo Senado.  

>>A EXPANSÃO TERRITORIAL: Foi durante a República que se constituiu boa parte do território romano. Guerras constantes marcavam a vida dos cidadãos e mesmo os plebeus tiveram que se juntar ao exército, tornando-se rapidamente a maior parte do seu efetivo.
# Conquista da Itália (509-265 a.C.): Nos primeiros séculos da República, Roma se dedicou a conquista da Península Itálica. Em guerras sucessivas, aliando-se e se envolvendo em conflitos locais, foi anexando muitos territórios. As disputas entre os principais estados da Magna Grécia – Siracusa e Tarento – deram aos romanos a oportunidade de anexar também aquela região politicamente fragmentada. A última região a ser anexada foi o Reino de Épiro, cujas tropas chegaram a derrotar os romanos. Uma aliança com os Cartagineses, porque Roma era uma potência terrestre, garantiu a vitória e a posse de toda a Península Itálica que se concretizou em 265 a.C.  Com a conquista das cidades da Magna Grécia, Roma passou a ter uma marinha. 
Mapa das três Guerras Púnicas.
# Guerras Púnicas [3] (264-241; 218-201; 149-146 a.C.): Cartago, antiga colônia dos fenícios, era uma potência comercial com muitos territórios e sérios interesses na Península Itálica. Sua aliança com os romanos visou eliminar um adversário comercial, mas terminou precipitando o confronto com os romanos. A primeira guerra entre Roma e Cartago teve como objetivo definir o controle sobre a Península Itálica. Roma queria que Cartago se retirasse das grandes ilhas (Sicília, Sardenha, Córsega) e terminou prevalecendo sobre a rival com a ajuda da recém incorporada marinha das cidades da Magna Grécia. Ambos os Estados saíram prejudicados, mas Cartago perdeu as ilhas e ainda teve que pagar pesada indenização.
 
Mapa da Segunda Guerra Púnica.
A segunda guerra tinha como pivô o controle sobre a Península Ibérica. Os cartagineses tinham colônias e áreas de influência naquela região, que interessava ao imperialismo romano, e a usaram como ponte para conduzir um imenso exército até a Europa.[4] Liderados por Aníbal, os cartagineses obtiveram várias vitórias – sendo Canas a mais expressiva, cruzaram os Alpes e chegaram às portas de Roma. A falta de reforços cartagineses – o conselho da cidade achava que os romanos já estavam suficientemente assustados – entretanto, frustrou os planos de Aníbal e os romanos tiveram como se reorganizar e atacar Cartago em seu território. Aníbal foi em defesa da sua cidade mas terminou sendo derrotado na batalha de Zama. Cartago teve que entregar sua poderosa esquadra, pagar imensa indenização e aceitar uma cláusula de somente fazer guerra com a permissão de Roma. Aníbal se exilou na Ásia Menor. 
Catão, velho.  Conhecido por defender a destruição de
Cartago em todos os seus discursos.
“Delenda est Carthago (Cartago precisa ser destruída)”
A terceira guerra tinha como objetivo estrangular o comércio cartaginês de uma vez por todas. Cartago se recuperara parcialmente das guerras anteriores e voltara a ser ativa no comércio. Os romanos então, estimularam o reino vizinho de Cartago, a Numídia, a atacar os cartagineses. Sem obter a permissão romana, propositalmente retardada, os cartagineses reagiram. Roma então interveio, ordenando o abandono da cidade e a fundação de uma outra capital no interior, o que seria a morte para uma talassocracia como Cartago. Os cartagineses resistiram e os romanos promoveram um bloqueio naval que impedia a cidade de receber víveres e reforços. A fome e a peste mataram boa parte da população e os que sobraram foram escravizados. Aníbal, perseguido, se suicidou. O local onde ficava a orgulhosa cidade foi considerado maldito e salgado. 
Aníbal, Barca.
# Conquista da Grécia: Roma fortalecida não teve dificuldades em incorporar a Macedônia e a Grécia que em 189 a.C. se tornaram províncias romanas.
>>O GANHO DAS CONQUISTAS: Como a incorporação de tantos territórios Roma mudou muito. De cidade pequena, pobre, austera se tornou centro do mundo e senhora do Mediterrâneo, chamado pelos romanos de "Mare Nostrum" (nosso mar). Entre as mudanças ocorridas na sociedade, na economia e na cultura romana, podemos citar:
# A influência cultural: Roma incorporou vários aspectos das culturas dos povos conquistados. Isso trouxe avanços tecnológicos e o contato com a filosofia helenística, mas também o gosto pelo luxo e pelos prazeres que começaram a mudar a vida “simples” dos romanos.

# A escravidão se torna base da economia: Roma recebia escravos de todas as partes do seu território por um preço muito barato. Isso vai fazer com que se deixe de empregar a mão-de-obra livre.

# Declínio da agricultura: Muitos agricultores eram convocados para o exército e tiveram que abandonar suas terras arruinando às pequenas propriedades. Além disso, era mais barato trazer alimentos das províncias, principalmente com o enriquecimento de Roma. Os pequenos agricultores sem escravos não tinham chance de vender seus produtos, mais caros que os importados. Tal situação acelerou a formação dos latifúndios e o acúmulo de terras nas mãos de poucos.

# Acúmulo de riquezas, corrupção e guerra civil: O enriquecimento de Roma e o fluxo constante de riquezas aumentaram a cobiça dos governantes e a corrupção se tornou algo comum. Além disso, as disputas políticas e as tensões sociais entre patrícios e plebeus puseram em crise as estruturas da República.

[1] Durante a República Romana conviveram duas formas de divisão da sociedade, a tradicional e a com base nas "classes proprietárias", cada uma das 5 classes correspondia a uma parte do exército e era dividida em centúrias. Os Equestres, assim como os Senadores eram "supra classim", ou seja, estavam acima das demais por causa de sua riqueza, já os proletários eram "infra classim" porque por não terem armas nem nada de seu estavam abaixo de todos por causa da pobreza.
[2] Eram cobradores de impostos. Adiantavam à Roma a quantia de um ano ou mais de impostos de uma região e ganhavam o direito de cobrá-los a mais do resto da população do local. Normalmente eram odiados.
[3] Os romanos chamavam puni que queria dizer fenício.
[4] O exército, de acordo com as fontes romanas, tinha 60 mil homens e 37 elefantes.

1º TRIMESTRE: ROMA – MONARQUIA


MONARQUIA
(753-509 a.C.)


>> COMENTÁRIOS GERAIS: A monarquia foi o primeiro período da história de Roma e sobre ele não temos muitas informações escritas para além dos mitos que tentam contar a organização nos primórdios de Roma, sua relação com os sabinos, a guerra com Alba Longa, a conquista dos etruscos e a libertação. De concreto podemos afirmar que o período foi marcado pela dominação etrusca e a luta pela independência que resultou na mudança para a república.


Extensão máxima da civilização etrusca.
>> OS ETRUSCOS: Os etruscos eram um povo avançado que vivia na região onde hoje é a Toscana, chamada na época de Etrúria. Sua origem ainda é nebulosa mas acredita-se que tenham vindo da Ásia Menor. Viviam em cidades-estado independentes e sua escrita tinha influência dos caracteres gregos. Mantinham ativo comércio com o sul da península (Magna Grécia) e o Norte da África (Cartago). Sua religião era antropomórfica e adaptava as divindades gregas para a sua realidade (Zeus-Júpiter, Atena-Minerva, Ares-Marte, Hera-Juno, etc). As mulheres etruscas, ao que parece, tinham grande participação na vida pública e grande liberdade. Durante o domínio etrusco Roma sofreu forte influência cultural e foram os invasores os responsáveis pelas primeiras obras de infra-estrutura (drenagem de pântanos, rede de esgotos) na cidade, além da construção do Capitólio e do Circo Máximo. Durante o século VI os etruscos se viram ameaçados por vários invasores (gauleses, gregos, fenícios, etc) e tiveram que relaxar o domínio sobre Roma que acabou por vencê-los. Vários nomes de famílias poderosas romanas tinham origem etrusca, o que aponta para uma mistura entre os dois povos.
Mãe e filho.  Estátua etrusca 500-450 a.C.
>> ORGANIZAÇÃO POLÍTICA: Durante a Monarquia as leis romanas ainda não eram escritas e havia três instâncias de poder estabelecidas pelas tradições e costumes romanos.

**REI: Eleito vitaliciamente, era líder político e militar. Não podia deixar o cargo para seus descentes, ou seja, a monarquia romana não era de caráter hereditário. Pela tradição romana, houve sete reis, dos quais dois eram latinos, dois sabinos e os três últimos etruscos. 

**SENADO: Principal órgão de governo, era composto exclusivamente por patrícios. Era uma assembléia de chefes de clãs, “os velhos” (*senex*), e tinha as seguintes funções: exercer as funções reais enquanto novo monarca não fosse eleito, debater as propostas do rei e acatá-las caso não contradissessem as leis já existentes (a última palavra era do Senado), controlar o poder real, e fazer a lista tríplice de candidatos à monarca.

**ASSEMBLÉIA CURIATA: Era constituída pelos cidadãos, maioria de patrícios, em idade militar. Tinha como funções: impedir a aprovação de projetos que contradissessem as leis da cidade, determinar as concessões de perdão, e eleger o rei a partir da lista tríplice enviada pelo Senado.

>>ORGANIZAÇÃO SOCIAL: A sociedade romana era patriarcal e o chefe de família tinha direito de vida e morte sobre os membros da sua casa (esposa, filhos, agregados, escravos). Toda família venerava seus ancestrais e era fortalecida por ritos religiosos comuns. A religião também servia para reforçar o elo entre os habitantes da cidade. Além disso era estruturada em grupos sociais distintos:
Patrício com seus ancestrais, séc. I a.C.
- Os PATRÍCIOS creditavam-se descendentes dos fundadores da cidade e por força da sua riqueza e tradição militar dominavam a política e eram donos das melhores terras. Roma começou a se estruturar desde cedo, portanto, como uma plutocracia, isto é, um regime governado pelos mais ricos que nessa época eram os patrícios. Veneravam seus ancestrais e faziam o possível para que os plebeus não pudessem ter esse direito à memória que ajudava a manter a união entre os membros da família, do clã e do grupo social.

- Os CLIENTES viviam sob a proteção dos patrícios. Poderiam ser parentes empobrecidos, plebeus, libertos ou estrangeiros. 

- Os PLEBEUS eram a maioria dos habitantes de Roma e se dedicavam às mais diferentes funções (comércio, agricultura, artesanato, etc.). Poderiam ser de origem estrangeira, ou não. Aliás, isso pouco interessava aos patrícios que faziam o possível para que os plebeus não pudessem ter participação expressiva na política.

- Os ESCRAVOS eram em pequeno número nessa época, podiam ter origem estrangeira ou serem indivíduos que perderam a liberdade por causa das dívidas.


Tarquínio e Lucrécia.  Ticiano, c. 1571.
>> A Monarquia romana tem um mito para justificar o seu fim.  Lúcio Tarquínio Colatino tinha uma esposa muito virtuosa chamada Lucrécia.  De tanto elogiar publicamente sua esposa, Sexto Tarquínio, filho do rei Tarquínio, o Soberbo, apaixonou-se por ela.  Sabendo que seu marido estava ausente, foi até a casa de Lucrécia.  Em algumas versões, ele bateu à porta e ela ofereceu-lhe a devida hospitalidade, em outras, ele invadiu a casa e a surpreendeu em seu quarto.  Tarquínio tentou seduzi-la e sendo rechaçado, passou a ameaçá-lo com uma faca.  Quando viu que a simples ameaça de morte não a convencia a ceder, Tarquínio disse que iria desonrá-la e a seu marido: ameaçou matá-la e assassinar também um escravo para que ficasse a impressão de que havia sido flagrada na mais infame forma de adultério. Lucrécia cedeu, mas, depois que Tarquínio partiu, mandou chamar o marido e seu pai e contou-lhes o sucedido. Em seguida se matou na frente deles.  O estupro de Lucrécia chocou o povo e o exército romanos, que liderados por Lúcio Júnio Bruto exilaram Tarquínio, o Soberbo e seus filhos e deram início à República Romana.

1º TRIMESTRE: ROMA – ORIGENS


>>A Península Itálica era uma área com grande fluxo de povos desde antes da fundação de Roma. Gauleses, gregos, fenícios, povos do Norte da África, todos ajudaram a formar a população dessa região da Europa.

>> Dentre os povos da região destacamos os sabinos e os latinos, povos que compuseram a base da população romana.

>>A cidade de Roma tem duas origens, uma mítica-lendária e outra histórica. Independente de qual das versões agrade mais, a localização da cidade é a mesma: fundada na região do Lácio, às margens do Rio Tibre, no sopé do monte Palatino, na região das sete colinas.

Nicolas Poussin: O rapto das Sabinas (1635).
>> O mito de fundação de Roma tomou de empréstimo personagens da mitologia grega, nesse caso, Enéias, filho da deusa Afrodite (a romana Vênus), segundo melhor guerreiro de Tróia.  Ele foge da cidade levando sua família, o pai (Anquises) e o filho (Ascânio).  Depois de várias aventuras, termina chegando à Itália.  Lá casa-se com Lavínia princesa, filha de Latino, rei do Lácio, e da rainha Amata. Muitos anos se passam, e de acordo com os mitos, Rômulo e seu irmão Remo seriam filhos do deus Marte e de uma princesa Réia Sílvia da cidade de Alba Longa[1] que foram atirados nas águas do Tibre pelo tio-avô Amúlio que havia usurpado o trono. Amamentados por uma loba,[2] foram encontrados por um pastor que os criou. Depois de crescidos, se vingam do tio e recolocam seu avô no trono. Por inveja, entretanto, Remo provoca a ira do irmão e é morto por ele.  Roma teria sido fundada por Rômulo em 21 de abril de 753 a.C. 

A Intervenção das Sabinas, por Jacques-Louis David.
>> Após a fundação por Rômulo, os romanos negociaram com os sabinos, seus vizinhos, para que eles lhes cedessem mulheres. Os sabinos recusaram-se a permitir que suas mulheres se casassem com os romanos; estes tiveram então a ideia de raptar as mulheres sabinas. Rômulo inventou então um festival em homenagem a Netuno Equestre, e proclamou-o aos povos vizinhos de Roma. Durante o festival Rômulo deu um sinal, indicando a seus conterrâneos que era hora de capturar as mulheres sabinas, o que eles fizeram, enquanto combatiam os homens. Segundo relato do historiador romano Lívio, houve guerra com os povos vizinhos por conta da ofensa, mas, quando Roma foi invadida, as mulheres sabinas se lançaram entre os oponentes suplicando pela paz, porque não queriam violência e amavam os romanos.  Se os pais, irmãos, parentes, maridos quisessem matar alguém, que matassem a elas, afinal, eram as culpadas do conflito.

>> Descartada a lenda, podemos afirmar que a cidade de Roma iniciou sua formação entre os séculos X e VIII a.C., quando sabinos e latinos coligados (Liga dos Sete Montes) vão unir várias aldeias e se concentrarem em volta do forte construído no monte Palatino. Não há portanto uma data de nascimento para Roma, mas, sim, um longo processo que levou as pequenas aldeias de pastores a se tornarem o maior império da Antiguidade.


>> A história da Civilização Romana se divide em três partes:

** Monarquia – do século VIII até o século IV (509) a.C.
** República – do século IV (509) a.C. até 27 a.C.
** Império – de 27 a.C. até 476 d.C. (*no Ocidente*)

[1] Alba Longa, por seu turno, teria sido fundada por Ascânio, filho de um dos heróis da Guerra de Tróia, Enéias que fugiu quando a cidade foi incendiada, carregando seu filho nos braços e o velho pai nas costas. Três gerações, o necessário para se ter uma identidade. Enéias era filho da deusa Vênus (Afrodite) e, pelas lendas, os romanos descendem desta deusa e do deus Marte.
[2] Ou uma prostituta, já que lupa se refere tanto ao animal quanto às meretrizes.

História Geral - Aula 2 - Roma - Antiguidade Clássica II



Segunda aula de História Geral do 1º Trimestre. Vocês podem visualizar todos os slides aqui no site ou podem baixar direto do site Slide Share. A aula destina-se aos alunos e alunas do Primeiro Ano do Colégio Militar de Brasília, mas qualquer pessoa pode utilizar o material, basta citar a fonte.

terça-feira, março 05, 2019

Gabaritos da 1ª AP de História


Abaixo, estão os links para os gabaritos das APs de História sobre Grécia.  Há o link para cada um dos modelos e um com uma pasta zipada com todos os gabaritos.  Vocês escolhem.