domingo, maio 31, 2009

Morre aos 97 anos a última sobrevivente do Titanic



O Jornal O Dia do Rio acabou de noticiar. Vira-se mais uma página dessa história dramática, pois a última sobrevivente do Titanic se foi. Mas tão jovem que era, não tinha nenhuma recordação da tragédia. Segue a notinha:

Morre aos 97 anos a última sobrevivente do Titanic


Hampshire (Inglaterra) - A última sobrevivente do naufrágio do transatlântico Titanic, Millvina Dean, morreu neste domingo em um asilo de Hampshire, no sudeste da Inglaterra, aos 97 anos. Ela tinha apenas 9 semanas de vida quando o navio afundou, depois de se chocar contra um iceberg, no dia 15 de abril de 1912, e era a mais jovem passageira a bordo.

O desastre causou a morte de 1.517 pessoas, principalmente porque não havia botes salva-vidas suficientes. Entre as vítimas, estava o pai de Millvina Dean, Bertram. Sua mãe e irmã também sobreviveram e voltaram para Southampton, o porto de partida do navio, onde Dean passou a maior parte de sua vida.

sexta-feira, maio 29, 2009

Que países possuem armas nucleares, além da Coréia do Norte?



Signatários do Tratado Sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares se comprometem a não desenvolver energia nuclear para fins militares

Paula Sato (novaescola@atleitor.com.br)

O Tratado Sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares surgiu em 1970, em plena Guerra Fria, mas só foi ratificado em 2002. Assinaram o acordo 188 países, entre os que já possuíam armas nucleares antes de 1967 (Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, China e França) e os que ainda não possuem essa tecnologia. Os cinco signatários que são potências nucleares fazem parte do Conselho de Segurança da ONU e, segundo o acordo, se comprometem a não utilizar e nem transferir armas nucleares para outros países ou ajudá-los a adquiri-las. Paulo Edgar de Almeida Resende, Coordenador do Núcleo de Análise de Conjuntura Internacional da PUC-SP, explica que os países que não detêm armas nucleares também possuem o mesmo compromisso. "Quando uma nação faz parte do tratado, tem que excluir qualquer tipo de desenvolvimento de energia nuclear para fins militares. Para que fique claro que não há nenhum direcionamento bélico, o país tem que se abrir para uma fiscalização", diz. O responsável pela inspeção é a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que deve ter acesso a todas as informações sobre os programas nucleares dos signatários do tratado.

O que preocupa a comunidade internacional no momento é que quatro países que também são claramente detentores de armas nucleares não fazem parte do acordo: Índia, Paquistão, Israel e Coréia do Norte. O país asiático se retirou do tratado em 2003 depois de desentendimentos com os Estados Unidos. Desde 1994, a Coréia do Norte havia desativado todo seu programa nuclear, inclusive para a produção de energia elétrica, em troca do envio de petróleo por outros países. Porém, no fim de 2002, os Estados Unidos acusaram o país de sustentar um programa nuclear secreto, cortando a ajuda energética. Com isso, a Coréia do Norte saiu do tratado e reativou suas usinas. Desde então, a comunidade internacional especula se o movimento havia sido apenas uma barganha do governo para voltar a receber ajuda internacional ou se o país estava mesmo engajado em produzir armas nucleares.

Nesta semana, a manchete dos jornais do mundo inteiro foram os exercícios militares da Coréia do Norte, que disparou mísseis balísticos em direção do mar do Japão e fez um teste subterrâneo com uma arma nuclear da mesma magnitude da bomba de Hiroshima (veja a localização dos disparos logo abaixo, no Google Earth). Seria isso um indício de que a Coréia poderia tentar atacar o Japão? Paulo Resende acredita que não, "na verdade, o perigo não é o de que a Coréia do Norte use as armas, mas que ele entre no mercado negro e venda a tecnologia para países do Oriente Médio ou da África". O professor explica que, apesar das tensões na região, o poderio militar japonês é muito superior ao norte-coreano e o país não se arriscaria em uma guerra. "Uma das hipóteses é que a Coréia do Norte queria se mostrar como uma potência nuclear para obrigar os Estados Unidos a colocar um fim à Guerra da Coréia, que formalmente nunca terminou. Também pode ser uma forma de ter um trunfo em relação à Coréia do Sul, que hoje está se tornando uma potência econômica", afirma o professor.

Matéria da Revista Nova Escola on line.

sábado, maio 23, 2009

Japonesas são as que mais vivem no Mundo, diz a OMS



Esta semana foram liberados os dados sobre expectativa de vida no mundo. As mulheres japonesas são as que apresentam maior longevidade com 86 anos, já os homens, vivem mais em San Marino, atingindo 81 anos, segundo o Japan Times.

Sierra Leoa tem a pior expectativa de vida para os homens, com 39 anos, enquanto o Afeganistão é ruim para ambos os sexos, com 41 anos para homens e 42 para mulheres. O normal no mundo hoje é que as mulheres tenham expectativa de vida maior, ainda que isso não aconteça em um punhado de países por aí. Não consegui abrir o relatório da OMS, pois bugou tudo aqui, daí, só achei dados até 2006. Eu tinha os do ano passado, mas perdi.

O relatório aponta para um aumento significativo da expectativa de vida no mundo desde 1990, seja por causa do fim de algumas guerras, seja por conta das iniciativas na área de saúde. Agora dados meio assustadores, na Eritréia, por exemplo, a expectativa de vida para os homens saltou de 33 anos para 61, e a das mulheres de 12 anos para 65. Está certo isso aqui? Na Libéria, pulou de 29 para 54 para os homens, e de 13 anos para 58 para as mulheres. Eu me espanto da expectativa de vida ser tão baixa para as mulheres. Angola, Bangladesh, Maldivas, Níger e Timor Leste também aumentaram a expectativa de vida em mais ou menos 10 anos, tanto para homens quanto para mulheres.

As piores expectativas de vida para as mulheres estão na Suazilândia (37 anos), depois das de Zâmbia e Serra Leoa (40). Já para os homens estão em Serra Leoa (37 anos), Suazilândia (38), Angola (39) e Zâmbia (40). Os destaques negativos ficam para o Zimbabwe, onde a expectativa de vida para as mulheres caiu em 19 anos desde 1990 e hoje está em 44 anos. Já os homens viviam 57 em 1990, a média hoje é 45. Em Lesoto, a expectative d evida caiu em 16 anos para ambos os sexos, com homens vivendo 43 anos e mulheres 47 anos em média. Em Botswana, Congo, Kenya, África do Sul e Zâmbia também houve queda na expectativa de vida.


Na Rússia, a expectativa de vida caiu desde o fim da URSS, os homens agora vivem em média 60 anos, enquanto antes viviam 64. Já as mulheres, viviam 74 anos em média, agora vivem 73. E está perdendo para o Brasil. As mulheres brasileiras hoje têm expectativa de vida de 75 anos, e os homens, de 68 anos. No mundo inteiro, segundo o relatório, as mulheres vivem, em média, quatro anos a mais que os homens. A expectativa de vida delas é de 68 anos, e a deles, de 64 anos.

sábado, maio 16, 2009

Morre mulher trocada por embaixador na ditadura


Guta (6ª da esq. para dir., de pé) e 12 homens do grupo de presos políticos trocados por ElbrickGuta (6ª da esq. para dir., de pé) e 12 homens do grupo de presos políticos trocados por Elbrick

Maria Augusta Ribeiro era a única mulher na foto histórica dos presos políticos trocados pelo embaixador americano seqüestrado, Charles Burke Elbrick, em 1969. Segue a matéria da Folha de São Paulo.


Morre mulher trocada por embaixador na ditadura

Maria Augusta Ribeiro havia sofrido um acidente de carro

DA SUCURSAL DO RIO

Única mulher, cercada por 12 homens, em uma foto célebre dos anos da ditadura militar (1964-85), a ouvidora-geral da Petrobras, Maria Augusta Carneiro Ribeiro, morreu ontem no Rio aos 62 anos.

Guta, como era conhecida, estava em estado grave de saúde desde 25 de abril, quando sofreu acidente de carro em Búzios (RJ). Ela morreu de falência múltipla dos órgãos. Deixa três filhos. Seu velório será hoje das 9h às 15h, no cemitério São João Batista.

Ela foi um dos 15 presos políticos banidos em troca da libertação do embaixador dos Estados Unidos Charles Burke Elbrick, sequestrado em setembro de 1969 por duas organizações guerrilheiras. Dois libertados não aparecem na fotografia feita no aeroporto do Galeão porque embarcaram depois no avião, rumo ao México.

Entre os participantes do sequestro estavam o hoje ministro Franklin Martins e o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ). Junto com Guta, saíram 14 homens. O ex-ministro José Dirceu integrava o grupo.

Estudante de direito, Guta militava na Dissidência Comunista da Guanabara, que depois virou Movimento Revolucionário 8 de Outubro. Participou de ações armadas. Foi presa em maio de 1969 e torturada. Na volta do exílio, foi pioneira do PT. Marcou a vida se dedicando a ações sociais. Na Petrobras, ela coordenou o voluntariado.

"Desde menina, ela tem uma enorme fé no gênero humano", escreveu o jornalista Elio Gaspari em 2003. "Embora com armas diferentes, continuo fazendo a mesma coisa, lutando por um Brasil melhor", disse Guta à "Isto É" em 2005.