Segue o gabarito da prova integrada como eu prometi. H é História, P é Português e L é Literatura. Se tiverem dúvidas em alguma questão, usem os comentários deste post para tirá-las, OK?
Slides, Resumos, Curiosidades, Charges, Orientações e tudo o mais que for necessário. Página de apoio para os alunos e alunas do Colégio Militar de Brasília do 8º ano ao final do Ensino Médio.
Estando uma noite desperto, viu claramente uma imagem de Nossa Senhora com o santo Menino Jesus, com cuja visão, por espaço notável, recebeu consolação muito extraordinária, e ficou com tanto asco da vida passada, e especialmente de coisas da carne, que lhe parecia terem-lhe saído do ânimo todas as espécies que antes nele tinha pintadas. (Inácio de Loyola,'Relato do peregrino'. Apud Karl Rahner, op. cit., p. 53.)
[...] nos oferecemos ao Pontífice Supremo, enquanto senhor da messe* universal de Cristo, e, neste oferecimento, significamos-lhe que estávamos prontos a tudo o que resolvesse fazer de nós em Cristo.[...] Por que motivos nos ligamos com tal compromisso à vontade do Pontífice? É por sabermos que ele conhece melhor do que ninguém o que convém ao cristianismo universal. (Fabro, carta a Diogo de Gouvea, 23 de novembro de 1538. Apud André Ravier S. J., Santo Inácio funda a Companhia de Jesus, p. 24.)
Ao verem que não havia entre eles chefe nem superior, exceto Jesus Cristo, a quem queriam servir com exclusão de qualquer outro, pareceu-lhes bom tomar o nome daquele que tinham como chefe e chamar-se Companhia de Jesus. (Polanco, Summarium Hispanicum, 1547. Apud André Ravier S. J., op. cit., p. 21.)
Saibam todos os companheiros e se recordem, não só nos primeiros tempos de sua profissão, mas todos os dias de sua vida, que esta Companhia inteira e cada um de seus membros combatem por Deus sob a fiel obediência a nosso Santíssimo Padre Paulo III e a seus sucessores.[...] (Prima Societatis Jesu Instituti Summa, 1539. Apud André Ravier S. J., op. cit., p. 101.)
Todo aquele que pretender alistar-se sob a bandeira da cruz, na nossa Companhia, que desejamos se assinale com o nome de Jesus, para combater por Deus e servir somente ao Senhor e ao Romano Pontífice, seu Vigário na terra, depois do voto solene de perpétua castidade persuada-se que é membro da Companhia. Esta foi instituída principalmente para o aperfeiçoamento das almas na vida e na doutrina cristãs, epara a propagação da fé, por meio de pregações públicas, do ministério da palavra de Deus, dos Exercícios Espirituais e obras de caridade e, nomeadamente pela formação cristã das crianças e dos rudes, bem como por meio de Confissões,buscando principalmente a consolação espiritual dos fiéis cristãos. [...] (Fórmula do Instituto da Companhia de Jesus, aprovada por Paulo III, 1539. Apud Karl Rahner, op. cit., p. 78.)
O Sagrado Concílio de Trento, juridicamente reunido pelo Espírito Santo [...], exorta os bispos e todas as pessoas da Igreja aqui reunidas a celebrar o concílio universal, que pretende louvar sempre a Deus, oferecer-lhe sacrifícios, glórias e preces, e a realizar o sacrifício da missa pelo menos aos domingos: naquele dia Deus criou o mundo, ressuscitou os mortos e manifestou o Espírito Santo em seus discípulos [...]
Nós os exortamos ainda a jejuar pelo menos cada sexta-feira, em memória da paixão de Nosso Senhor, e a dar esmolas aos pobres; e que na catedral todos os domingos celebre-se a missa do Espírito Santo com ladainhas e outras orações compostas para esse uso [...]
E que enquanto o serviço da missa se faça, não se converse, não se fale nada: mas que se a assista com espírito de oração.
Os bispos devem ser irrepreensíveis, sábios, castos e bons dirigentes de seus bispados; o concílio pede que cada um seja sóbrio em sua mesa e coma pouca carne. É também preciso que se acostumem a não falar de assuntos ociosos durante as refeições: o concílio ordena leituras santas e que cada um instrua seus empregados a não semearem a discórdia, não beberem e não serem imorais, cobiçosos, arrogantes ou blasfe-madores. Que logo abandonem os vícios e sigam as virtudes; que nas roupas e no vestuário e em todos os atos eles sejam honestos, como convém a um ministro de Deus.
Na concessão de indulgências o concílio decreta que todo lucro criminoso daí proveniente será inteiramente abolido, como fonte de abuso grave entre o povo cristão; e quanto a outras desordens originadas da superstição, da ignorância,da irreverência ou de qualquer causa que seja, o concílio impõe a cada bispo o dever de denunciar tais abusos desde que existam em sua própria diocese. (Resoluções do Concílio de Trento, 1563. Apud José Jobson de Andrade Arruda, História moderna e contemporânea, p. 45.)
Como a natureza humana não pode elevar-se facilmente às coisas divinas sem uma ajuda exterior dos sentidos, a Igreja, em sua bondade, instituiu diversos ritos: certas palavras da missa serão pronunciadas em voz baixa, outras em voz alta. A Igreja prevê cerimônias apropriadas, bênçãos, luzes, incenso, vestimentas e muitas outras coisas que procedem da disciplina e da tradição apostólicas. Por esses sinais visíveis da religião e da piedade, enquanto se recordam da majestade de tão grande sacrifício, os espíritos dos fiéis se elevam à contemplação das realidades celestiais ocultas neste sacrifício. (Resoluções do Concílio de Trento, 1563. Apud Miguel Artola, op. cit., p. 296-7.)
I — Se alguém disser que o homem se pode justificar para com Deus por suas próprias obras, [...] ou pela doutrina da lei, sem a divina graça adquirida por Jesus Cristo, seja excomungado.
IV — Se alguém disser que o livre-arbítrio do homem, movido e excitado por Deus, nada coopera [...] para alcançar a graça da justificação, dizendo que o homem é como um ser inanimado ou sujeito passivo, seja excomungado.
V — Se alguém disser que o livre-arbítrio do homem está perdido e extinto depois do pecado de Adão, ou que ele é um simples nome sem objeto, ou que ele é uma ficção introduzida pelo Demônio na Igreja, seja excomungado. (Resoluções do Concílio de Trento, 1563. Apud Miguel Artola, op. cit., p. 296-7.)
Se a vontade humana, tocada pela misericórdia preveni-ente, faz um esforço para executar a vontade de Deus, então Deus lhe concede a verdadeira Graça, e, se o homem responde favoravelmente por suas boas obras, então ele a merece para a vida eterna. A Graça é necessária, mas não prejudica o livre-arbítrio, não é constrangedora. (Resoluções do Concílio de Trento, 1563. Apud Miguel Artola, op. cit.,p. 294-6.)
Trabalha como se tudo dependesse de ti; reza como se tudo dependesse de Deus. (Ditado popular da época. Apud Karl Rahner, Inácio de Loyola, p. 77.)
Possa ser do agrado de Vossa Graça mandar cessar essas injustas exigências que nos faz a Igreja de Roma. [...] E, no caso que o Papa queira instaurar um processo contra este reino para obter as anatas, possa agradar a Vossa Majestade ordenar no presente parlamento que se retire da Igreja de Roma a obediência de Vossa Majestade e do Povo. (Carta do sínodo dos bispos ingleses ao rei Henrique VIII, 1532. Apud Will Durant, op. cit., p. 460.)
O Rei é o chefe supremo da Igreja da Inglaterra [...]. Nesta qualidade, o Rei tem todo poder de examinar, reprimir, corrigir tais erros, heresias, abusos, ofensas e irregularidades que sejam ou possam ser reformados legalmente por autoridade espiritual, a fim de conservar a paz, a unidade e a tranquilidade do Reino, não obstante todos os usos, costumes e leis estrangeiras, toda autoridade estrangeira [...]. (Ato de Supremacia, 1534. Apud Rubim S. L. Aquino, História das sociedades modernas às sociedades atuais, p.85.)
Nossa vontade é que, antes de recolherdes nossas bandeiras novamente, façais uma execução tão terrível de um bom número de habitantes de cada cidade, vila e aldeia que participaram dessa ofensa, que elas possam ser um espetáculo horroroso para todos os demais que, daqui em diante, quise-rem agir de modo semelhante [...] Como todas essas revoltas surgiram por solicitação e traiçoeiras conspirações de monges e cónegos daquelas regiões, desejamos que vós, nesses lugares que conspiraram e opuseram resistência, mandeis, sem piedade e formalidades, deter sem mais demora ou cerimônia todos os monges e cónegos que, de qualquer modo, forem culpados. (Ordens de Henrique VIII aos comandantes militares, 1537. Apud Will Durant, op. cit., p. 447.)