sexta-feira, maio 01, 2009

Atlas genético da África mostra origem do homem



Matéria sobre evolução humana na Folha de São Paulo.

Atlas genético da África mostra origem do homem

Estudo de 121 populações africanas sugere que todas descendem de 14 grupos


Varredura também indica que humanos modernos surgiram entre Angola e Namíbia há 200 mil anos e depois colonizaram o globo


RICARDO BONALUME NETO
DA REPORTAGEM LOCAL



Levou uma década, mas uma equipe internacional de pesquisadores coletou amostras de material genético de 2.432 africanos de 113 populações (outras oito já haviam sido estudadas), muitas delas em locais de difícil acesso. O resultado é o mais completo atlas da diversidade genética no continente onde surgiu a humanidade.

O estudo confirma muito do que se sabe sobre migrações e distribuição de idiomas, embora traga algumas surpresas. Apesar de existirem mais de 2.000 grupos etnolingüísticos diferentes na África, representando um terço das línguas faladas na Terra, elas podem ser divididas em quatro grandes famílias. São a Níger-Cordofão (Sudão), Nilo-Saariana, Afro-asiática e Khoisan.

Mas, principalmente, a pesquisa é uma ferramenta com potencial de esclarecer os fatores de risco genéticos para várias doenças, além de servir para planejar ensaios clínicos mais representativos. Variação genética significa também diferenças na resistência a doenças como câncer, Aids ou malária.

Os cientistas compararam os padrões de variação de 1.327 trechos do código genético de 3.000 africanos. A pesquisa está publicada hoje no periódico científico "Science". Foram estudadas 121 populações africanas, 4 de afroamericanos e 60 de outras partes do mundo.

Apesar de hoje existirem grupos de caçadores-coletores espalhados pelo continente, a pesquisa mostrou que todos têm ancestrais comuns. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Sarah Tishkoff, da Universidade da Pensilvânia, essa foi uma das maiores surpresas do estudo.

Estes grupos teriam uma população ancestral que começou a divergir 35 mil anos atrás.
Os dados indicam que os africanos de hoje têm origem em 14 grupos populacionais no passado. O ser humano moderno surgiu na África há 200 mil anos e migrou para o resto do globo nos últimos 100 mil anos.

Por estarem mais tempo em um continente, com populações de relativamente grandes tamanhos e adaptadas a diferentes nichos ecológicos, os africanos possuem uma maior variabilidade genética.

"Nosso objetivo era coletar DNA de uma gama significativa de populações etnicamente e geograficamente variadas na África para que pudéssemos estudar a variação genética para beneficiar os africanos, ao permitir que eles conheçam a história da suas populações e servir de base para pesquisa biomédica", afirmou Tishkoff em entrevista coletiva.

A dificuldade de acesso e de preservação do material era um dos motivos pelos quais a África era pouco representada nos estudos genéticos. "Muitas vezes pode ser um desafio conseguir amostras de DNA de pessoas vivendo em lugares geograficamente remotos e às vezes perigosos", disse Tishkoff.

A pesquisa envolveu muitas vezes viagens de vários dias em veículos com tração 4 X 4. "Tínhamos de trazer todo nosso equipamento, incluindo centrífugas portáteis que precisávamos ligar na bateria do carro, pois freqüentemente não havia eletricidade", disse ela.

Os dados da variação genética confirmam ainda que o "berço" da espécie humana está no sul do continente. A análise indicou também que a migração do homem moderno se originou no sudoeste africano, perto da fronteira na costa entre Namíbia e Angola.
Já o local de "saída" da África teria sido próximo do centro do mar Vermelho.

"A história de todo mundo é parte da história africana, porque todos vieram da África", disse outro autor do estudo, Muntaser Ibrahim, da Universidade de Cartum, Sudão.

A trajetória de Bonaparte



Resenha da minissérie Napoleão do Correio Braziliense. :)

DVD - A trajetória de Bonaparte
Ricardo Daehn

Sem caracterização marcante no cinema contemporâneo, Napoleão Bonaparte (interpretado, antes, por atores como Marlon Brando e Rod Steiger) teve, há seis anos, uma representação mais precisa em minissérie com qualidade suntuosa: nove países serviram de locação para o produto de US$ 50 milhões (o mais caro do segmento, em 2002) que mobilizou 150 atores e 20 mil figurantes. Inédita no mercado de DVD, a produção, chancelada pelo canal a cabo A&E e candidata a sete prêmios Emmy, sai pela Versátil Home Video na versão em francês (foi rodada simultaneamente em inglês). À frente do projeto, o diretor canadense Yves Simoneau continua a trilhar rastro histórico que já rendeu a atualização de O julgamento de Nuremberg; o exame da vida de Maria Antonieta (em série) e críticas ao tratamento reservado a índios em Enterrem meu coração na curva do rio.


Organizado em quatro capítulos, em ordem cronológica, Napoleão se desenvolve em mais de seis horas, com o personagem-título aos 26 anos. Como em qualquer obra que mexa com mitos, haverá quem reclame de omissões ou de alguma superficialidade no retrato de ações militares. Por opção, Simoneau buscou enfoque que favorece a parcela humana da figura, mas nunca dispensando fatos extraídos do best-seller de Max Gallo, adaptado por Didier Decoin (roteirista de O Conde de Monte Cristo, Os miseráveis e Balzac). Mais conhecido por composições cômicas, Christian Clavier (o Astérix do cinema) encara a personagem com transformações sutis, desde a postura de artilheiro — na qual confirma a vocação de estrategista e defende a República como categórico instrumento de “harmonia” — até a centralização dissimulada de poder e o alcance do status de imperador com alta popularidade, passado o desastroso reinado de Luís XVIII (desautorizado por ele).


Num primeiro momento da série, Napoleão, em 1818, está exilado na Ilha de Santa Helena (no Atlântico Sul), governada pelo britânico Hudson Lowe, acuado e tendo como confidente a jovem Betsy Balcombe. Nesse ponto, há súbita intromissão do passado de conquistas que será desfilado, com atenção para a perigosa relação estabelecida com a Rússia, a sensação da primeira saudação coletiva pelo povo e o uso de frases de efeito (“O Exército sou eu”, “Poder não é senão aparência” e “Declaro paz ao mundo”), além do grotesco trato com os reis espanhóis Carlos IV e Fernando VII, isso tudo ao lado das sucessivas conseqüências da derrota na belga Waterloo.


Artifício bem controlado pelo cineasta, que evita a carga de novelão, a exposição de dados familiares revigora a trama, que não se limita aos feitos da política expansionista de Napoleão. O contraponto dá boas chances para as presenças de Isabella Rossellini e Anouk Aimée. Ainda que invista nos casos adúlteros com as belas Marie Walewska (condessa da Polônia) e Marie Louise, a minissérie consegue delimitar bem o cenário político, repleto de confabulações palacianas.


Cercado de raposas, como o ministro Joseph Fouché (interpretado por Gérard Depardieu, coprodutor da obra) e o ardiloso diplomata Charles Talleyrand (John Malkovich, sorrateiro ao extremo e candidato ao Emmy de melhor coadjuvante), o Napoleão de Christian Clavier não se exalta, como esperado, nessa versão de Yves Simoneau atenta ao impacto da “altivez sufocada” ainda nos tempos escolares do soberano. Morto aos 52 anos, Bonaparte, na série, recebe retrato digno, com momentos grandiosos, alguns aptos a revelações na evolução de táticas de guerra e outros célebres, como o da autocoroação (tendo o Papa na platéia).

NAPOLEÃO
(Napoléon, França, 2002, 377min). Caixa com dois DVDs da minissérie de Yves Simoneau. Com Christian Clavier, Isabella Rossellini, Anouk Aimée, John Malkovich e Julian Sands. Preço sugerido: R$ 75. Não recomendado para menores de 14 anos.

sábado, abril 25, 2009

Seleção para ser um jovem embaixador



O Correio Braziliense trouxe a notícia hoje sobre a seleção para o programa Jovem Embaixador. Há credenciamento em todo o Brasil, então, acessem o site logo abaixo e se informe se você não é residente de Brasília. É somente para alunos e alunas de escolas públicas, então, divulguem entre os seus conhecidos, alunos e alunas, ou, se você está no perfil, se inscreva. Não tenha medo da exigência da boa fluência em inglês. Se informe antes de ter medo. Segue as informações:

Número de vagas: 35

Período de inscrições: De 27 de abril a 12 de agosto

Quem pode participar: Os candidatos devem ser estudantes de escolas da rede pública, ter entre 15 e 18 anos, nunca ter viajado para o exterior, ter boa fluência oral em inglês, apresentar bom desempenho escolar, entre outros requisitos.

Como se inscrever: Os interessados devem acessar o site
www.jovensembaixadores.org preencher a ficha de inscrição e separar a documentação exigida. Depois, devem entregar tudo na secretaria do Centro Interescolar de Línguas 1 de Brasília (SGAS 908 Md 25/26, no mesmo prédio do colégio Elefante Branco)

A seleção: Cada instituição parceira do programa vai selecionar três jovens. Haverá uma prova, depois, uma entrevista e, por fim, uma visita à casa dos candidatos. Um aluno de cada instituição será escolhido.

O prêmio: Os 35 jovens embaixadores vão para os Estados Unidos, no período de 9 a 30 de janeiro de 2010.

sábado, abril 18, 2009

Conhecendo Brasília no seu aniversário



No próximo dia 21 de abril, Brasília completa 49 anos. A grande festa será no ano que vem, mas sevocê visita a cidade ou mesmo mora aqui, existem lugares que vale a pena visitar. O Correio Braziliense fez uma lista deles. Eu não recomendo o Jardim Botânico, ir até lá foi uma das minhas experiências mais frustrantes. Recomendo o Pontão do Lago Sul, e sei que ela não está na lista porque destoa da arquitetura "muderna". Jardim Zoológico só para quem tem criança. A Igreja ao lado do Colégio Dom Bosco é muito bonita e merecia estar na lista, também. O Quartel General do Exército é uma das coisas mais deprimentes que já vi. Só mesmo para os apaixonados por Arquitetura Moderna. O Templo da LBV também merece uma olhadinha. Ele est´na foto acima, tem forma de pirâmide.

Conhecendo a cidade

Praça dos Três Poderes

Idealizada por Lucio Costa e projetada por Oscar Niemeyer, permite uma visão das sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Na praça encontra-se a escultura Os Guerreiros, de Bruno Giorgi, considerado um símbolo de Brasília. Em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal, a escultura A Justiça é de autoria de Alfredo Ceschiatti. Há ainda a Pira da Pátria e o Marco Brasília. Localizada na Esplanada dos Ministérios.

É aberta e pode ser visitada a qualquer hora.

Espaço Lucio Costa

Reformado recentemente, o espaço mostra uma maquete de Brasília, com 179 metros quadrados. É uma construção subterrânea, localizada na Praça dos Três Poderes.

A visitação é diária, das 9h às 18h.

Congresso Nacional

Cartão-postal de Brasília, com concepção plástica arrojada, a sede do Poder Legislativo brasileiro é um conjunto de construções onde se destacam as duas cúpulas representando os plenários: a cúpula maior (convexa), do plenário da Câmara dos Deputados, e a cúpula pequena (côncava), que abriga o plenário do Senado Federal. Está localizado na Esplanada dos Ministérios.

Em ambas as Casas, as visitas são guiadas. Grupos com mais de 10 pessoas precisam agendar. Nos fins de semana e feriados, a partir das 9h até as 14h.

Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida

Os 16 pilares curvos de concreto aparente que se unem no topo da Catedral representariam a coroa de espinhos de Jesus. A igreja possui um expressivo acervo de obras de arte: no lado externo, as esculturas dos quatro evangelistas, de Alfredo Ceschiatti, as pinturas de Di Cavalcante, os vitrais de Marianne Peretti, e um painel em cerâmica de Athos Bulcão, no Batistério. Também fica na Esplanada dos Ministérios.

Aberta para visitação diariamente das 8h às 18h.

Teatro Nacional Cláudio Santoro

Projeto de Oscar Niemeyer tem a forma de pirâmide irregular. No foyer, podem ser vistas as esculturas O Contorcionista, de Alfredo Ceschiatti, e O Pássaro, de Marianne Peretti, além do projeto paisagístico de Burle Marx. Possui três salas de espetáculo: Villa Lobos, Martins Penna e Alberto Nepomuceno. Às margens do Eixo Monumental.

A visitação ocorre diariamente das 9h às 20h.

Conjunto Cultural da República

Inaugurado no dia 15 de dezembro de 2006, é uma obra do renomado arquiteto Oscar Niemeyer. Está localizado entre a Rodoviária do Plano Piloto e a Catedral, possui o Museu da República e a Biblioteca Nacional.

A visitação estará aberta durante todo o fim de semana, das 9h às 17h.

Torre de Televisão

Projeto de Lucio Costa, é o ponto mais alto de todo o Plano Piloto, com 224m de altura. Do mirante, localizado a 75m, tem-se uma visão completa do Eixo Monumental. No térreo, em volta da torre, acontece, nos fins de semana, a mais tradicional feira de artesanato de Brasília, conhecida como a “Feira da Torre”.

Visitação de terça a domingo, das 8h às 20h.

Palácio do Buriti

Projeto do arquiteto Nauro Jorge Esteves, é a sede do Governo do Distrito Federal. Em frente ao Palácio há uma cópia da famosa escultura da Loba Romana amamentando os irmãos Rômulo e Remo. A escultura, uma doação do governo da Itália, é símbolo da fundação de Roma, cidade-irmã de Brasília que aniversaria também no dia 21 de abril. Às margens do Eixo Monumental.

Visitação apenas da parte externa.

Memorial JK

Prédio-mausoléu projetado por Oscar Niemeyer para guardar os restos mortais de Juscelino Kubitschek. Possui uma biblioteca com 3 mil volumes que pertenceram ao ex-presidente. Em exposição permanente, objetos e fotos do fundador de Brasília. Localizado às margens do Eixo Monumental.

Aberto para visitas no fim de semana, das 9h às 17h45. No feriado de 21 de abril, estará fechado.

Quartel General do Exército

Projeto arquitetônico de Niemeyer e paisagístico de Burle Marx. É um conjunto de edifícios de linhas sóbrias, complementado por um palanque monumental, pela Praça dos Cristais e pelo Oratório do Soldado. Fica no Setor Militar Urbano.

Visitação somente na área externa.

Palácio da Alvorada

A residência oficial do presidente da República foi projetada em 1956. É um edifício retangular de dois pavimentos que tem como principal elemento as colunas de mármore branco que emolduram as fachadas longitudinais e tornaram símbolo da capital. Na Península Norte.

A visitação externa é diária e a interna só ocorre às quartas-feiras.

Catetinho

Foi a primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek em Brasília. Construído em apenas 10 dias, é uma edificação bem simples, em madeira, com apenas dois andares. Hoje nele funciona um museu que guarda móveis e objetos pessoais de Juscelino, utilizados durante o período de construção da cidade. Fica no Km 0 da BR-040, na região do Gama.

A visitação é diária das 9h às 17h, inclusive no aniversário de Brasília.

Ponte JK

Eleita em 2003 como a ponte mais bonita do mundo pela Sociedade de Engenharia do Estado da Pennsylvania, nos Estados Unidos, a Ponte Juscelino Kubitschek — obra do arquiteto Alexandre Chan — é um exemplo de arrojo arquitetônico que faz jus ao espírito de mudança que foi o marco da construção de Brasília. Fica na parte sul do Lago Paranoá.

A visitação é livre.

Parque da Cidade Sarah Kubitschek

É a maior área de lazer de Brasília. Possui restaurantes, anfiteatro, kartódramo, parques infantis, ciclovia, bosques com churrasqueiras e centro hípico. Localizado na Asa Sul.

Visitação diária, das 5h às 24h.

Parque Nacional de Brasília

A Água Mineral é uma unidade de conservação ambiental federal com 30 mil hectares. Possui centro de visitantes, trilhas ecológicas e parques aquáticos, com duas piscinas de água mineral corrente. Fica no Setor de Armazenamento e Abastecimento Norte.

Visitação durante o fim de semana, das 8h às 16h.

Parque Olhos D'Água

Possui trilhas, parque infantil e equipamentos de ginástica. A vegetação é nativa do cerrado, possui exemplares de fauna e uma das atrações é a Lagoa do Sapo. Possui ainda estrutura para atividades de educação ambiental. Localizado no final da Asa Norte.

Visitação diária, das 6h às 20h.

Jardim Botânico

São 526 hectares abertos à visitação pública com trilhas que permitem ao visitante conhecer as várias espécies de cerrado. Vale a pena visitar o jardim de cheiros e o horto de plantas medicinais. Na região do Lago Sul.

Visitação de terça a domingo, das 9h às 17h.

Jardim Zoológico

Alguns dos animais mais exuberantes da fauna brasileira habitam o cerrado e podem ser vistos no Zoológico: as onças pintada e parda, o lobo-guará, a lontra, as ariranhas, entre outros. Às margens da Estrada Parque Guará.

Visitação de terça a domingo, das 9h às 17h.

Rainha da Paz

Um projeto de Oscar Niemeyer e tem o formato original de uma barraca de campanha. Durante visita feita a Brasília, em 1991, o papa João Paulo II abençoou a pedra fundamental da catedral que ficou pronta em 1994. Às margens do Eixo Monumental.

Visitação: todos os dias, das 7h às 20h.

Ermida Dom Bosco

Capela em forma de pirâmide, a Ermida foi construída às margens do Lago Paranoá em homenagem ao santo italiano São João Belchior Bosco, que previu, em 1883, o surgimento de uma nova civilização. É um ponto de rara beleza, com uma visão privilegiada de toda a cidade.

Visitação todos os dias, das 8h às 22h.

sexta-feira, abril 17, 2009

Federais terão quatro maneiras de usar novo Enem como vestibular, diz MEC


Como é uma discussão importante. Decidi postar a matéria que está na página do UOL.


Federais terão quatro maneiras de usar novo Enem como vestibular, diz MEC

Simone Harnik
Em São Paulo

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (17) que as universidades federais terão quatro formas de utilizar o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como vestibular.

O MEC (Ministério da Educação) pretende defender a implantação da nova prova como fase única de seleção para as universidades. "Mas qualquer forma de participação é melhor do que nenhuma", disse Haddad em entrevista coletiva em Brasília.

O comitê que discute e elabora as diretrizes do novo Enem definiu que as quatro formas de participação das universidades serão as seguintes:

1- usar o Enem como prova única para a seleção de ingresso;
2- substituir apenas a primeira fase do vestibular pelo Enem;
3- combinar a nota do Enem com a nota do vestibular tradicional. Nesta modalidade, a universidade fica livre para decidir um percentual do Enem que será utilizado na média definitiva;
4- usar o Enem como fase única apenas para as vagas não ociosas da universidade.

"Universidades que entendem que podem dar um passo mais ousado, darão. Por que vedar a participação por outra metodologia daquelas que não se sentem seguras para adotar o Enem como fase única? Seria autoritário e arbitrário da parte do MEC só aceitar participação na modalidade de fase única", disse Haddad.

Segundo o ministro, as instituições de ensino terão liberdade para escolher qual forma adotar e para sugerir outras aplicações do novo Enem no ingresso e na seleção de vestibulandos.

As universidades poderão, inclusive, utilizar mais de uma modalidade, dependendo do curso. Ou seja, será possível, por exemplo, adotar o novo Enem como fase única para cursos menos concorridos, e como primeira fase para graduações mais disputadas - que é o caso de medicina.

Haddad afirma que há reitores que temem que adotar o Enem no lugar do vestibular pode prejudicar a inclusão social. "O novo Enem é compatível com ações afirmativas", assegurou. Outros dirigentes de federais temem pelo rompimento da tradição do vestibular, acrescentou o ministro.

Haddad esteve reunido por mais de duas horas no comitê que organiza o novo Enem. Estiveram presentes reitores de federais, como Amaro Henrique Pessoa Lins, presidente da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior).

O comitê definiu nessa sexta que o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) deverá participar da elaboração da nova prova - pois é responsável pela oferta do ensino médio no país. Sociedades científicas também serão convidadas a participar das discussões sobre o novo modelo de Enem.