sexta-feira, abril 09, 2010

Ganhe Cinema Grátis por 1 ano: “Céu de Brasília é o limite”



E uma câmera da Sony Bloggie. Trata-se de um concurso cultural promovido pelo Terraço Shopping aqui de Brasília. Para concorrer, é preciso fazer um vídeo de 1 minuto com o tema “Céu de Brasília é o limite”. A data de envio - usando o Youtube - é até 30 de abril de 2010. 1º lugar - câmera + cinema por um ano no terraço, 2º lugar - câmera + cinema por 6 meses, 3º lugar - câmera. Quem sabe eu até tente, ma sduvido que consiga fazer um vídeo que preste e em um minuto. :) Link do concurso é este aqui.

sexta-feira, abril 02, 2010

Livro resgata fotos e documentos e revela a real participação feminina nas guerras



Na verdade, se somente na II Guerra, mas não deixa de ser muito importante. Gostaria que foss de uma historiadora, ainda assim, quando for até a Livraria Cultura, devo comprar este livro. A matéria veio da Revista Isto é.

Mulheres no front

Livro resgata fotos e documentos e revela a real participação feminina nas guerras
Natália Rangel

Um numeroso e pouco conhecido exército de guerrilheiras, oficiais, pilotos e atiradoras de elite, todas fortemente engajadas – e armadas – nas batalhas deflagradas pela Segunda Guerra Mundial, é agora retratado em textos e raras imagens no livro “Mulheres na Guerra” (Larousse), do historiador francês Claude Quétel. Ele escreveu sua obra a partir de estudos sobre o assunto que vêm sendo produzidos desde a década de 1970 (a publicação inclui uma rica bibliografia) e lança um novo olhar sobre a participação das mulheres no conflito.

Sua tese é de que a historiografia moderna relega a atuação feminina a um segundo plano e seu objetivo é mostrar que ela esteve presente em todas as dimensões da guerra. Quétel recupera a biografia de importantes personalidades desse período cujas trajetórias foram esquecidas ou nunca documentadas: “As mulheres veem a sua história dissolvida na história dos homens.” Numa das fotos incluídas nesse livro estão duas militares fazendo tricô diante de seus furgões blindados do Exército francês – emblemática da habilidade feminina de se desdobrar das agulhas às armas. O tricô das oficiais do século XX não tem nada do romantismo da mitológica Penélope, que tece enquanto espera o futuro marido chegar de suas homéricas batalhas. Elas tricotam no front e estão a postos no conflito de Garigliano, na Itália.


Entre os personagens destacados no livro está a belga Odette de Blignières, jovem de uma família aristocrática que trabalhou como manequim da Maison Chanel antes de entrar para um grupo internacional de resistência à ocupação alemã. Em 1942, ela contribuiu com transporte e munição para que soldados aliados fugissem pelos Pirineus e alcançassem Londres viajando pela Espanha. Também militou no movimento antifascista italiano ao lado de outras mulheres. Conhecida como a “ciclista que detonava explosivos”, a química francesa Jeanne Bohec foi escalada para trabalhar na confecção de armas de sabotagem. Além de fabricá-las, ela as utilizava para detonar ferrovias e cumpria sua missão in loco de bicicleta. Em 1944, ela estava no grupo que resistiu a um ataque alemão em Saint- Marcel. Jeanne sobreviveu e recebeu honrarias militares ao final da guerra. Outra francesa, Georgette Gérard, entrou para o grupo de Resistência de Lyon e atuou no movimento Combat. Em 1943, ela era a capitã de um grupo de cinco mil guerrilheiros divididos em 120 acampamentos localizados em florestas. Para “inspirar confiança”, se fazia passar por um oficial e se autodenominava “comandante Gérard”. Poucos subordinados sabiam que se tratava de uma mulher.

Em Berlim, uma extraordinária manifestação de caráter antinazista foi protagonizada por mulheres. E deu certo. O protesto de Rosenstrasse envolveu centenas de alemãs casadas com judeus, que reivindicavam a libertação de seus maridos. Após uma semana de intensos motins, Joseph Goebbels libertou cinco mil berlinenses de origem judaica. “O ódio político das mulheres é extremamente perigoso”, teria dito Adolf Hitler. Na União Soviética, onde o alistamento militar feminino já ocorria desde 1925, eram muitas as soldados e atiradoras que assumiam a linha de frente do Exército soviético. Uma delas foi Luba Makarova, atiradora de elite, que ilustra a capa do livro. Ela participou da conquista de Berlim, ao final da guerra, como capitã de um Exército formado por homens. Uma outra jovem soviética, integrante da Juventude Comunista, militou contra a invasão alemã a Moscou. Ativista de um grupo guerrilheiro, Zoia Kosmodemianskaia, 18 anos, organizava sabotagens às tropas alemãs e foi presa após colocar fogo em estábulos do inimigo.

Cruelmente torturada, ela foi enforcada e teve seu corpo exposto publicamente. Um repórter do jornal “Pravda” a fotografou e a imagem de Zoia e sua história a transformaram em “heroína da União Soviética”. Segundo Quétel, o fato serviu de motivação para o Exército Vermelho, que foi insuflado pelo slogan “patriótico”: “Matem o monstro nazista.” Além de narrar as histórias com leveza e sempre incluir um detalhe pessoal ou curioso no perfil de suas personagens, o autor também envereda por temas mais prosaicos. Conta, por exemplo, como a guerra determinou a moda do uso de turbantes e reproduz um relato da filósofa e escritora francesa Simone de Beauvoir, famosa adepta do adereço. Ela explica que as frequentes panes de eletricidade inviabilizaram o uso do penteado permanente (o mise-en-plis), e a crise de abastecimento fez desaparecerem os chapéus das lojas. Para não sair de “cabelos ao vento”, que era de mau gosto na época, adotaram-se turbantes. “Apeguei-me a eles definitivamente”, escreve Simone.

domingo, março 14, 2010

Britânicos desvendam mistério de cova com 51 crânios



É o tipo de descoberta deve ser tão rara e a possibilidade de desvendar o caso algo que exige tanto esforço que acabam dando um certo glamour à Arqueologia. Bem interessante essa matéria da BBC.

Britânicos desvendam mistério de cova com 51 crânios

Britânicos desvendam mistério de cova com 51 crânios

Vikings teriam sido decapitados com vários golpes de espada por anglo-saxões

As ossadas de 51 pessoas decapitadas encontradas no sul da Grã-Bretanha em junho do ano passado foram identificadas como pertencendo a povos vikings que habitaram o país na virada para o segundo milênio.

Desde que a cova foi encontrada em junho de 2009, durante a construção de uma rodovia no condado de Dorset para os Jogos Olímpicos de Londres-2012, arqueólogos vinham tentando desvendar o mistério da identidade daqueles ossos e por que os crânios estavam separados do restante dos corpos.

"Havia muito pouca evidência no local, além de alguns cacos de cerâmica. Para descobrir a data daqueles restos mortais nós enviamos uma amostra dos ossos para uma datação por carbono e espantosamente a data que retornou é do final do período saxônico", disse o arqueólogo David Score, que liderou a equipe do instituto de arqueologia britânico Oxford Archaeology, que desenterrou as ossadas.

A partir do teste do carbono-14, os cientistas concluíram que aquelas pessoas foram mortas entre os anos 910 e 1030.

Nessa época, os anglo-saxões sofriam com as constantes incursões de povos vikings na Grã-Bretanha e conflitos entre líderes dos dois lados por controle da região eram comuns.

"O local do enterro era comumente usado para execuções naquela época", acrescenta Score. A dúvida que permanecia, portanto, era se os executados eram saxões ou vikings.

Análise dentária

Mas as análises dos dentes de dez daquelas ossadas mostraram que aquelas pessoas cresceram em países de clima mais frio do que o britânico. Os cientistas descobriram isso a partir da composição do esmalte dos dentes, influenciada pela água que a pessoa ingeriu quando criança.

O Laboratório de Geociências de Isótopos (NIGL) da agência geológica britânica explica que os países escandinavos, como Noruega e Suécia, possuem um clima mais frio do que a Grã-Bretanha, o que gera um tipo distinto de assinatura dos isótopos no esmalte dos dentes.

Os estudos também mostraram que os donos daquelas ossadas tinham uma alimentação rica em proteínas, que se assemelha a de povos da Suécia

"Trata-se de uma descoberta fantástica. É o maior grupo de estrangeiros que nós já identificamos usando isótopos", disse Jane Evans do NIGL.

"Descobrir que os jovens homens executados eram vikings é uma novidade eletrizante", disse Score.

Execução

Com base nas cerâmicas encontradas na cova, os arqueólogos suspeitaram inicialmente que as ossadas datavam de um período entre 800 a.C. e 43 d.C., ou seja, entre a Idade do Ferro e o início da era romana.

Mas os exames do Carbono-14 provaram que os restos mortais eram muito mais recentes.

Os cientistas sabem também que a maioria dos ossos pertencia a adolescentes e jovens, que seriam altos e teriam boa saúde. Há também a suspeita de que eles tenham sido mortos ou enterrados nús, porque não há vestígio de roupas ou adornos na cova.

A forma como suas cabeças foram separadas de seus corpos revelou que eles não foram executados com um machado apropriado para a tarefa, que faria a decaptação em um único golpe. As vítimas teriam sido mortas com sucessivos golpes de espada.

domingo, fevereiro 14, 2010

Cinema e História da Igreja: Comentando O Conclave



Como se faz um papa? Quem ganha e quem perde? Essas são duas perguntas que o filme O Conclave (The Conclave) tenta responder. Fosse nos dias atuais, acredito que o filme seria um tanto inócuo, mas em um dos momentos cruciais da História da Igreja Católica (*Afinal, a Reforma Protestante teve bons motivos para ocorrer*), o confronto entre os cardeais e a luta desesperada para que o jovem Rodrigo Borgia – sim, o futuro papa Alexandre VI – mantenha não somente o seu cargo de Vice-Chanceler da Igreja, como a sua própria vida acaba empolgando bastante.

O filme começa em 1458, com a morte do primeiro Papa Borgia, Calixto III (1455-58), e o duplo drama, a eleição do novo papa, e a sobrevivência política de Rodrigo Borgia, um jovem de 27 anos, chamado com desprezo pelos outros cardeais de “cardeal-sobrinho”. Morto o tio papa, a situação dos sobrinhos fica muito complicada. Como Vice-Chanceler cabia a Rodrigo liderar o Conclave, mas as raposas e outros bichos envolvidos eram muito mais poderosos que ele. Rodrigo é ameaçado e adulado, mas desempenha um papel fundamental na eleição de Pio II, além de garantir não só sua sobrevivência política, mas iniciar um sólido percurso até que ele mesmo se torne papa.

O Conclave não estreou nos cinemas brasileiros, mas pode ser comprado por um preço bem acessível ou alugado em uma locadora. O filme lembra um pouco uma peça filmada. Há ação, violência, algumas locações abertas, mas é dentro do claustrofóbico Conclave que se desenvolve boa parte do filme. Não é um momento muito feliz da História da Igreja Católica e os papas do Renascimento não tem lá muito boa fama, especialmente Alexandre VI, o nosso Rodrigo Borgia. Mas é inegável que ele foi grande diplomata e que sobreviveu politicamente graças a muita astúcia.

Já o encontramos no início do filme nos braços de sua amante mais famosa, Vannozza dei Cattanei (*que não parece bem uma condessa no filme*), pouco interessado na pol[itica da Igreja, e uma figura bem diferente dos cardeais de nossos dias. Aliás, com a morte do tio ele não é tratado como cardeal “de verdade” pelos outros cardeais e sua vida parece estar por um fio. A poderosa família Orsini só espera o momento para matá-lo, como faz com seu irmão. O ator espanhol Manu Fullola defende bem o seu Rodrigo e eu até fico com pena dele, especialmente quando se confronta e é quase engolido pelos cardeais Guillaume D'Estouteville (James Faulkner), Aeneas Sylvius Piccolomini (Brian Blessed) e Latino Orsini (Peter Guinness)

Dito isso, o legal do filme são os diálogos. Ameaças de morte explícitas, compra de voto, chantagens, falsas promessas, rola de tudo. Os cardeais são capazes de qualquer coisa, especialmente o francês Guillaume D'Estouteville, que quase foi papa, que praticamente diz “vote em mim ou...” e balança o poder do Rei da França e tudo mais que pode sacar da manga. Para cooptar os votos dos dois cardeais “gregos” promete até uma cruzada para livrar Constantinopla recém conquistada pelos turcos.

No confronto, Piccolomini parece o melhor candidato, ou um homem melhor, ainda que D'Estouteville lhe atire no rosto que ele não é nobre e seja pouco refinado. E o pobre Borgia no meio, pressionado a conseguir o voto dos cardeais espanhóis para os franceses ou... Pois é, dá pena dele, e olha que o sujeito já não era boa coisa com seus vinte e poucos aninhos. Mas a cada nova eleição sem resultado definitivo a tensão vai crescendo, até a seqüência final angustiante.

Eu recomendo o filme por compor bem o quadro histórico, pelos diálogos, pelo clima claustrofóbico, e pelo duelo de grandes atores. Destaque para o final, o confronto entre D'Estouteville e Piccolomini e a vitória do último, pois depois de tanta maquinação e eleições infrutíferas a gente respira aliviada e Rodrigo Borgia, também, pois mudou de lado na hora certa e definiu o Conclave. Tá aí um filme que eu poderia passar para a minha turma de História da Igreja II.

domingo, fevereiro 07, 2010

Grécia reconstruída



Essa matéria saiu no Correio Braziliense de hoje. Clique aqui para baixar o infográfico.


Grécia reconstruída

Laboratório da USP se dedica a entender o funcionamento da sociedade grega antiga a partir do estudo das construções presentes nas cidades

Gisela Cabral

Como os espaços presentes em uma cidade podem auxiliar na compreensão da sociedade? A partir de estudos sobre o ambiente construído, os especialistas têm conseguido decifrar sistemas políticos, econômicos e culturais de povos que viveram há séculos e até encontrar respostas que nem sempre condizem com os registros feitos ao longo dos anos. Um grupo de pesquisadores do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), da Universidade de São Paulo (USP), tem se dedicado ao estudo do ambiente construído das cidades gregas dos períodos arcaico, clássico e helenístico. Uma quantidade considerável de pesquisas e textos publicados, aliada ao suporte financeiro de instituições de apoio à ciência, foram o ponto de partida para a criação do Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga (Labeca).

As linhas de pesquisas que norteiam o trabalho de 32 pesquisadores — entre estudantes (iniciação científica, mestrado e doutorado), professores e técnicos — vão desde a formação da pólis (cidade antiga), passam pela religião, economia, identidade, até o planejamento urbano. “Estudamos, por exemplo, o espaço que os gregos dedicavam aos deuses naquele período. Como ele era organizado, seja no centro urbano, dentro das casas, e o que isso significava em relação à religiosidade do grego”, explica a responsável pelo laboratório, Maria Beatriz Florenzano, professora titular do MAE.

Desde que foi oficialmente criado, em 2006, o Labeca passou a ser uma fonte de pesquisa para especialistas da área e professores de faculdades, de cursos preparatórios e dos ensinos médio e fundamental. Segundo a especialista, a ida de parte dos pesquisadores à Grécia e a regiões da Itália que na antiguidade estavam sob domínio grego ajudou no desenvolvimento dos estudos e até serviu para questionar algumas teorias e mitos enfatizados atualmente (veja quadro). “Os textos mais antigos, por exemplo, mostram uma mulher sem espaço na sociedade grega. Acreditam que somente o homem era cidadão, porque tinha o poder do voto. Porém, percebemos a preponderância que ela tinha no controle da casa, a maneira como a imagem dela aparece nos cemitérios”, diz.

Conforme a pesquisadora, a intenção do Labeca é mostrar que a contribuição da sociedade grega para o mundo vai além da visão política, tão enfatizada nos livros de história. “O espaço dirigido aos escravos também nos trouxe algumas conclusões. Em Atenas, vimos que eles exerciam posições de comando em muitos aspectos”, afirma. Outra importante linha de pesquisa diz respeito à relação entre o espaço e a economia. “O intuito é saber se aquele ambiente era especializado ou não, se as atividades comerciais eram distribuídas igualmente por todo o terreno, ou especializada em algum ponto, o que mostra uma certa sofisticação”, analisa.

Acervo

Um projeto temático apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) foi o grande incentivo para que o laboratório passasse a ter uma estrutura maior. Segundo Maria Beatriz, o auxílio possibilitou a compra de equipamentos de última geração, como computadores usados para edição de imagens, e a contratação de sete pesquisadores bolsistas. Além disso, os cientistas também receberam recursos para a realização de viagens ao exterior, para recolher material de pesquisa e adquirir bibliografia específica.

A pesquisadora Ana Paula Tauhyl, 25 anos, está no Labeca desde 2005, período no qual ingressou como estagiária do curso de história na USP. Atualmente, ela possui uma bolsa de treinamento técnico e desenvolve um trabalho que consiste no tratamento de imagens e tradução das legendas dos mapas e plantas para o português. “Desde a época da faculdade, me interessava bastante pelo assunto, pois no meu entendimento, a nossa civilização deve muito aos gregos. Aqui no Labeca, posso contribuir para a pesquisa de outras pessoas, já que o laboratório tem sido bastante procurado”, enfatiza a pesquisadora e integrante de uma das expedições às cidades gregas.

O acervo do Labeca é composto atualmente por 17 horas de filmagem e cerca de 4 mil fotografias feitas em campo. Além do banco de dados e da grande quantidade de textos, o local acaba de lançar um DVD que reúne informações sobre Siracusa, a cidade antiga grega que hoje está situada na região da Sicília, na Itália. “Ela foi fundada no século 8 a.C., passou pelos gregos, romanos, normandos e bizantinos, e hoje vive em torno dessas memórias”, destaca Maria Beatriz.

De acordo com ela, um teatro grego da antiguidade existe até hoje na cidade e foi incorporado à cultura contemporânea, com a apresentação de danças, shows, entre outras manifestações. “Porém, há o outro lado. Conhecemos uma senhora que planta uvas para a produção de vinho na região. Em algumas ocasiões, ela passava o arado na plantação e esbarrava em objetos bizantinos ou romanos. Percebemos então que há um choque de interesses: a necessidade de sobrevivência e a preservação do patrimônio”, destaca.

Um segundo DVD deve ser lançado até o fim do mês. O objetivo do material é mostrar trechos longos de uma peça encenada no teatro de Siracusa. “No DVD, também serão reproduzidas imagens de outros teatros da Grécia, de forma a posicioná-los como atividades culturais e religiosas da Grécia Antiga. A intenção é colocar os materiais do laboratório à disposição do grande público”, finaliza.