segunda-feira, março 12, 2007

GABARITO: PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ


Leia atentamente o texto abaixo e responda as questões:

PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ
Bertold Brecht (1898-1956)

Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis.
Arrastaram eles os blocos de pedra?
E a Babilônia, várias vezes destruída,
Quem a reconstruiu tantas vezes?
Em que casas da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta?
A grande Roma esta cheia de arcos do triunfo.
Quem os ergueu?
Sobre quem triunfaram os Césares?
A decantada Bizâncio tinha somente palácios para os seus habitantes?
Mesmo na lendária Atlântida, os que se afogavam gritaram por seus escravos na noite em que o mar a tragou.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?
César bateu os gauleses.
Não levava sequer um cozinheiro?
Filipe da Espanha chorou, quando sua Armada naufragou.
Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu alem dele?

Cada pagina uma vitória.
Quem cozinhava o banquete?
A cada dez anos um grande Homem.
Quem pagava a conta?

Tantas histórias.
Tantas questões.

[As respostas são pessoais, mas não podem fugir muito do que está proposto aqui. Nenhuma das questões aqui deveria ser respondida em uma linha, é preciso argumentar, discutir e desenvolver as suas idéias.]

1) Que tipo de História o autor do texto está criticando?

R.: O autor critica a História que somente valoriza somente os feitos dos “grandes homens” sem se preocupar com todos os outros envolvidos e que ajudaram nas guerras, nas grandes construções, nas descobertas científicas, enfim, que estavam também fazendo História. Por exemplo, Brasília não é obra de JK, mas também de milhares de homens e mulheres, candangos, que vieram desbravar a região quando não havia nada mais do que poeira vermelha e construir a cidade em que nós vivemos.

2) Usando o texto como base, discuta a afirmação a seguir “Alguns fazem a História, a maioria somente passa pela História”.

R.: Seria necessário explicar que esta afirmativa é preconceituosa, pois parte do princípio que não fazemos História com nossas ações do dia-a-dia e que como ciência humana e social dela participamos todos nós, não somente generais, cientistas ou presidentes. [Se você concorda com a frase, é porque não compreendeu a primeira parte de nossa matéria. Revise e tire as dúvidas.]

3) É possível construir vários tipos de História sobre um mesmo evento ou fenômeno? Dê a sua opinião.

R.: Uma História pode sempre ser vista por vários pontos de vista, depende sempre das fontes de que dispõe o historiador ou historiadora, da seleção que é feita, do enfoque que se deseja dar (político, social, cultural, econômico etc), das perguntas que o pesquisador ou pesquisadora fará às suas fontes. A(s) História(s) produzida(s) no século XIX sobre a Guerra do Paraguai, por exemplo, pode ser muito diferente da(s) História(s) produzida(s) hoje, porque as perguntas são outras, as inquietações são diferentes, os recortes mudaram.

7 comentários:

dayana_hanna10 disse...

Entao queria um comentario mesmo sobre o poema o que isoo significou?

Shoujofan disse...

Dayana, o poema tenta mostrar que a história não é feita somente pelas "grandes figuras" mas por todo mundo, por uma série de anônimos, homens e mulheres.

selmo camacho da rosa disse...

operário fica triste quando esquece dele,muitos ganham fama, mas esquece do trabalhador. operário pergunta: Quando é que sou reconhecido? .Por isso, tem que mudar os pensamentos.O que faz brasil crescer são os trabalhadores que colocam as suas vidas em risco, para o brasil melhor. A pergunta de um operário que lê. Quando que eu, vou ser reconhecido.

Rafaella Santana disse...

Qual a mensagem deste poema ?

Rafaella Santana disse...

De que classese de pessoas a história geralmente fala e de que classe a história geralmente esquece?

Tyla Dias disse...

Qual foi a motivação do autor para escrever esse poema?

Tyla Dias disse...

Qual o motivo para o autor escrever esse poema?