sábado, outubro 21, 2017

Documentário: Militares da Democracia: os militares que disseram NÃO


Para quem quiser assistir, segue o link no Youtube do documentário Militares da Democracia: os militares que disseram NÃO.  Lançado em 2014, ele passa em revista a situação dos militares que se opuseram ao Golpe Civil-Militar de 1964, ou foram identificados de alguma forma como traidores, ou comunistas.  


Direção: Silvio Tendler 
Lançamento: 01 de abril de 2014
Duração: 100 minutos
Sinopse: Eles lutaram pela Constituição, pela legalidade e contra o golpe de 1964, mas a sociedade brasileira pouco ou nada sabe a respeito dos oficiais que, até hoje, ainda buscam justiça e reconhecimento na história do país. Militares da Democracia resgata, através de depoimentos e registros de arquivos, as memórias repudiadas, sufocadas e despercebidas dos militares perseguidos, cassados, torturados e mortos, por defenderem a ordem constitucional e uma sociedade livre e democrática.
Fonte: Filmow

quarta-feira, outubro 18, 2017

Documentário: O Dia que Durou 21 Anos


O documentário O Dia que Durou 21 Anos, do diretor Flávio Tavares, mostra a a influência do governo dos Estados Unidos no Golpe de Estado no Brasil em 1964. A ação militar que deu início a ditadura contou com a ativa participação de agências como CIA e a própria Casa Branca. Com documentos secretos e gravações originais da época, o filme mostra como os presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson se organizaram para tirar o presidente João Goulart do poder e apoiar o governo do marechal Humberto Castelo Branco.  Como estamos estudando o Governo João Goulart e o Golpe de 1964, recomendo que todos os alunos e alunas assistam.

terça-feira, outubro 17, 2017

A PEI no Governo João Goulart


Em nossa aula sobre o governo Jânio Quadros, comentando que talvez o aspecto mais relevante desse curto governo tenha sido a PEI, Política Externa Independente.  Pois bem, mas ela continuou no governo Goulart?  Como não sei se comentei em todas as turmas sobre isso, segue o trecho do verbete do site da Fundação Getúlio Vargas discutindo a questão:

"A despeito da fidelidade aos princípios gerais da chamada Política Externa Independente - ampliação dos mercados externos, busca da paz por meio da coexistência pacífica e do desarmamento, emancipação completa dos territórios não-autônomos etc. – houve diferenças importantes na sua condução e implementação ao longo dos governos Jânio Quadros (1961) e João Goulart (1961-64). De fato, a Política Externa Independente pode ser dividida em duas fases, correspondendo cada uma delas ao período de gestão de Quadros e Goulart: a primeira, cuja marca principal foi a busca pela preservação da paz, aproveitando-se do poder de barganha decorrente da possibilidade do país optar por uma postura neutralista; e a segunda, em que se dissocia da Guerra Fria como elemento definidor central e se destaca pela ênfase na questão do desenvolvimento. Em outras palavras, a disputa Leste-Oeste cede lugar ao conflito Norte-Sul como eixo condutor principal da política externa.

Neste sentido, falar da Política Externa Independente como sendo uma unidade ao longo dos governos Jânio e Jango seria um equívoco. Diferentemente da gestão que lhe antecede, durante o período Jango a independência não era mais pensada em termos neutralistas, ou seja vis à vis a disputa Leste-Oeste, mas sim vis à vis a capacidade de atuação autônoma do país, por meio da ampliação de seus recursos econômicos, políticos e sociais, enfim ao seu nível de desenvolvimento.

No que se refere ao processo de descolonização africana, o período Jango registra um retrocesso na defesa do fim do colonialismo, quando a delegação brasileira nas Nações Unidas reitera a amizade do país a Portugal em detrimento das aspirações angolanas. Com relação a Cuba, cuja importância político-estratégica para os Estados Unidos encapsulara os rumos do governo Castro na lógica da Guerra Fria, o Brasil optou por ancorar sua posição em princípios mais permanentes da diplomacia brasileira. Assim, lançou-se numa linha de defesa da manutenção de Cuba no sistema interamericano, baseada em princípios tradicionais da diplomacia brasileira - o direito à auto-determinação e o princípio da não-intervenção - em vez de ceder às pressões dos Estados Unidos."

Para quem se interessar, é só dar uma olhada no verbete completo. Aliás, o site da FGV é farto de material de qualidade para a consulta de vocês.

Aula 7: Guerra do Vietnã



Sétima aula de História do 3º Trimestre.  Vocês podem visualizar todos os slides aqui no site ou podem baixar direto do site Slide Share. A aula destina-se aos alunos e alunas do Terceiro Ano do Colégio Militar de Brasília, mas qualquer pessoa pode utilizar o material, basta entrar em contato e citar a fonte.