domingo, maio 24, 2015

Gabarito da VI Discursiva


Nos colégios militares membros do Sistema Colégio Militar do Brasil (SCMB), VI, as chamadas verificações imediatas, são provas curtas que devem ser feitas em uma média de 20 minutos. Escores são uma forma própria do sistema de contagem de pontuação, por isso, contamos escores e temos que usar uma tabela de equivalência na conversão para a contagem de 1-10.  Segue o gabarito da última VI Objetiva aplicada no terceiro ano do Colégio Militar de Brasília.  Os assuntos da VI eram Era Vargas (1930-45) e Nazismo.

1. A charge abaixo (extraída de Antônio Pedro, A Segunda Guerra Mundial, São Paulo, Editora Atual/Campinas, Editora Unicamp (coedição), 1986, p. 14) retrata de forma crítica a assinatura, em 23 de agosto de 1939, de um pacto de não-agressão.


“- Boa piada! Ninguém conhece as nossas intenções, hein?/- É verdade! Nem nós…”

a) Identifique os personagens do desenho e os países que respectivamente representam. (4 escores)
- Hitler/Alemanha e Stálin/URSS.

- Obs.1: Alunos/as que colocaram Rússia receberam meio escore.  
- Obs.2: Nazismo não é país.  Japão e EUA apareceram nas respostas sem motivo aparente, Estados Unidos até como pessoa e o país como "comunismo".  Não sei como alguém consegue confundir Stálin com Mussolini, Getúlio Vargas ou Roosevelt.  

b) Dê o nome do pacto firmado (escolha somente uma das opções). (1 escore)
- Pacto Germano-Soviético, Pacto Germânico-Soviético ou ainda Pacto  Ribbentrop-Molotov, ou Molotov-Ribbentrop.  

- Obs.: Alunos/as que colocaram somente "pacto de não-agressão", receberam meio escore a depender doque colocaram na letra (a) e (c).  

c) Relacione esse pacto à deflagração da Segunda Guerra Mundial. (4 escores)
- Em linhas gerais, você deveria explicar que fazendo um acordo com a URSS, a Alemanha poderia se dedicar exclusivamente a uma guerra na Frente Ocidental contra França e Grã-Bretanha e resolver a questão com essas nações ganhando tempo e, assim, evitando abrir uma nova frente de guerra como na I Guerra.

- Obs.: Dentre todas as coisas absurdas que li até agora, de quem pelo menos escreveu que o acordo era entre Alemanha e URSS, claro, alguns comentários:  o acordo não tinha como objetivo permitir que Alemanha e URSS pudessem invadir o território uma da outra; o acordo também não selava uma aliança entre essas nações contra as potências ocidentais; o acordo não visava exclusivamente a partilha da Polônia.

2. Há historiadores que se referem ao Brasil do Governo Provisório e Constitucional de Getúlio Vargas pelo apelido de “País dos Tenentes”.  Explique a importância dos “tenentes” neste período da História do Brasil. (4 escores)
Em linhas gerais, você deveria explicar que muitos dos chamados "tenentes", isto é, homens ligados ao movimento Tenentista e, não necessariamente, militares da ativa do Exército Brasileiro, apoiaram Getúlio Vargas na Revolução de 1930.  Por conta disso, sua agenda política (política de industrialização, ensino público obrigatório, voto secreto, fim da política do café com leite, maior centralização de poder, etc.)  marcou pesadamente o período do Governo Provisório e eles tiveram ativa participação dentro do governo e ocupando os postos de interventores.  Além disso, pressionaram para que as eleições para a nova constituinte fossem atrasadas.  As exceções - MG, RS, BA, PE - só confirmam a regra. 

- Obs.: Esta não era uma questão sobre a Coluna Prestes, o Tenentismo, sobre o papel do Exército no final do Estado Novo, sobre a ANL ou a AIB.

3. Relacione duas das motivações do movimento ocorrido em São Paulo em 1932. (2 escores)
- Algumas possibilidades: desejavam eleições; uma nova Constituição;  a participação de São Paulo na política nacional; um interventor paulista e civil; queriam o fim da Ditadura de Vargas; acusavam Vargas de estar prolongando em demasia o "Governo Provisório" etc.  Há muitas possibilidades. Quem lembrou do MMDC - simples estopim do conflito - recebeu meio escore.

- Obs.: Fiquei realmente perplexa quando li respostas que acusavam o governo Vargas de não se empenhar em retirar o Brasil da crise de 1929 e, mais ainda, de prejudicar o setor cafeeiro para punir São Paulo.  Quem escreveu coisas assim, não deve ter assistido as aulas que foram ministradas.

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