quarta-feira, maio 01, 2019

1º TRIMESTRE: MUNDO ÁRABE-MUÇULMANO


** A Civilização Árabe foi uma das mais brilhantes do período medieval e se estendeu da Índia até a Península Ibérica, passando pela Mesopotâmia, Palestina (Terra Santa), Egito, Norte da África. Tendo como ponto de partida a Península Arábica, região desértica, salpicada por alguns oásis, os árabes ganharam o mundo depois de unificados em torno da fé islâmica.

Expansão árabe-muçulmana a partir da Península Arábica.

** ARÁBIA PRÉ-ISLÂMICA:
§ Os árabes são semitas e, portanto, parentes dos hebreus e dos povos da Mesopotâmia. Dividiam-se em tribos, governadas por um xeique (*sheik*), e eram, em sua maioria, nômades ou semi-nômades. Eram chamados também de beduínos e não tinham unidade política. 
§ Os árabes do norte da Península Arábica sofreram influência dos bizantinos e persas, sem língua escrita, chegaram a usar o aramaico e o hebraico.  Nessas regiões, chegaram a tentar se organizar em pequenos reinos, mas estavam sob a influência dos vizinhos mais poderosos.
§ Espalhavam-se por toda a Península Arábica mas só podiam fixar-se na costa do Mar Vermelho ou em oásis onde praticavam alguma agricultura (*trigo, figos, tâmaras etc.*). Suas atividades econômicas principais eram o pastoreio (*carneiros, cabras, camelos*) e o comércio, por terra, principalmente, mas, também, por mar (*Golfo Pérsico, Oceano Índico, o Mar Vermelho*).
§ Adoravam vários deuses (*politeísmo*) e Alá era somente um deles. Tinham um lugar sagrado, que recebia muitos peregrinos, a Caaba (*Kaaba*). Este santuário estava localizado na cidade de Meca e dentro dele se encontravam muitas imagens de deuses, e até ícones cristãos, além da Pedra Negra.[1]

§ Suas cidades principais eram Meca e Yatribe, atual Medina.  Meca já era um lugar de peregrinação antes do Islã.
Maomé e o anjo Gabriel.  Gravura persa de 1307.
**MAOMÉ – O PROFETA:
§ Maomé ou Mohamed nasceu em Meca no ano de 570 d.C. Era comerciante e casou-se com uma viúva rica, Khadidja, mais velha que ele. Quando tinha aproximadamente 40 anos, teria recebido do anjo Gabriel o livro sagrado dos muçulmanos, o Corão ou Alcorão.

§ Como não sabia escrever o texto foi ditado por Maomé e escrito por outras pessoas, uma delas, provavelmente sua esposa. Os preceitos básicos da religião Islâmica são: Confessar que só existe um deus, Alá, e Maomé é seu profeta (Chahada); rezar cinco vezes ao dia voltado na direção de Meca (Salat); ficar em jejum durante o mês de Ramadã; praticar caridade; visitar Meca pelo menos uma vez na vida (haji).

§ A religião muçulmana tem muito em comum com as duas outras religiões monoteístas, o Judaísmo e o Cristianismo. Os muçulmanos consideram o Velho Testamento, acreditam que Abraão (*Ibrahim*) é o pai dos árabes, creem no paraíso, nos anjos, no inferno. Consideram também Jesus Cristo (*Issa*) como um profeta que teria antecedido Maomé, havendo um capítulo no Corão dedicado à Virgem Maria.
Maomé recebendo a submissão da tribo judaica
http://bit.ly/2vhvjfJem Medina.  Ilustração datada de 1314-5.
** O TRIUNFO DA NOVA CRENÇA:
§ Maomé inicia a sua pregação, mas esta não é bem recebida pelos comerciantes que lucravam com as peregrinações à Meca. Assim, em 622, Maomé é obrigado a fugir da cidade indo se esconder em Yatribe que passou a ser chamada de Medina (Cidade do Profeta). Essa data é conhecida como Hégira e marca o início do calendário muçulmano.

§ Maomé intensifica a sua pregação e declara guerra santa aos infiéis (*jihad*)[2]. Os muçulmanos que morressem na tarefa de conquistar e converter os infiéis teriam a entrada garantida no paraíso. Muitos se converteram e começou-se a desenhar uma unidade entre os árabe.

§ No ano de 630, Maomé conquista Meca e retira os ídolos da Caaba mantendo somente a Pedra Negra. A partir de então, o Islamismo se espalha rapidamente. Em 632, ano da morte do Profeta, os árabes estavam unificados, mas Maomé morre sem indicar um sucesso.
A Hégira.  (Não consegui descobrir a data)
** O ISLÃ – PERÍODO DOS CALIFAS:
§ Califa quer dizer “sucessor”. Os Califas eram os sucessores do profeta Maomé e guardiões da fé islâmica.

§ Os quatro primeiros Califas (*Abu-Becker, Omar, Oman, e Ali*) governaram em Meca. Durante o governo de Omar iniciou-se a expansão territorial e foram anexadas ao Império Árabe as seguintes regiões: Pérsia (*depois de 10 anos de luta*); a Síria; a Palestina (*Terra Santa*); o Egito (*dois anos de luta*); e o Norte da África. As populações cristãs e judias dessas regiões poderiam manter a sua fé em troca de impostos mais altos mas os demais deveriam se converter.

§ Os árabes se aproveitaram da estrutura de governo do Império Bizantino e do Império Persa para organizar o seu Estado. 
§ Abu-Becker, o primeiro califa, era primo de Maomé e pai de sua esposa favorita, AishaAli, genro de Maomé, foi preterido e irá fazer tudo o que fosse possível até atingir seu objetivo.
§ Omar estabeleceu a Hégira como marco do calendário muçulmano.  Oman ordenou a fixação de um texto oficial do Alcorão, nomeou uma comissão para esse trabalho e decidiu o que deveria ser incluído ou excluído do texto final do livro sagrado. Ambos foram assassinados.
§ A Primeira Guerra Civil Islâmica (656-661), ou Primeira Fitna, duroutodo o governo de Ali e terminou com a ascensão dos Omíadas.  Um dos destaques do conflito na chamada Batalha dos Camelos (656) quando Ali derrotou Aisha, esposa do Profeta, e seus aliados.  A viúva de Maomé nunca mais se envolveu em assuntos políticos, ou militares.

§ O último dos quatro califas, Ali, esposo de Fátima filha de Maomé, conquistou outros territórios e defendia que Maomé o teria escolhido antes de sua morte. Durante o seu  governo estourou uma guerra civil e com a sua morte, em 661, o poder passou para a dinastia dos Omíadas. Mesmo assim, os seguidores de Ali deram origem aos xiitas, “partidário”, que advogam que somente os herdeiros de Ali e Fátima podem governar o Islã.  A maioria dos muçulmanos pertence ao grupo dos sunitas.

§ A primeira dinastia (governantes de uma mesma família) foi a dos Omíadas que governou de 661 a 750. Eles transferiram a capital para Damasco e conquistaram a Índia, a Armênia, o Cáucaso e a Península Ibérica colocando fim ao reino dos Visigodos. Sua expansão na Europa chegou ao fim em 732 quando foram derrotados pelos francos na Batalha de Poitiers.
§ Em 750, depois de uma revolta, os sucessores de um dos tios de Maomé, Abas, deram início à dinastia dos Abássidas. A capital foi transferida para a Mesopotâmia, onde foi fundada a grande capital do mundo árabe, Bagdá.

§ Durante o governo dos Abássidas o império árabe atingiu seu apogeu e os Califas incentivavam o desenvolvimento artístico e cultural. A expansão territorial também continuou e durante o governo dos Abássidas o território árabe chegou a se estender da China até a Península Ibérica.

§ Também nesse período o Império começa a se fragmentar. Em 760, os muçulmanos da Espanha declaram sua independência e em 968 foi a vez do Egito.  O Califado de Córdova (929-1031) chegou a reunir a Península Ibérica e o Norte da África.  O Califado Fatímida, xiita, portanto, do Egito durou de  969 e 1171.

§ Com o enfraquecimento dos Califas, seus guardas pessoais que eram oriundos da recém-convertida tribo dos turcos, começou a ganhar mais e mais poder. Em 1055, uma das tribos turcas, a dos seldjúcidas, tomou Bagdá. O califa cedeu lugar para o sultão dos turcos. O Império turco se construiu sobre a base estabelecida pelos árabes e se estendeu pela Ásia e África, tornando-se um perigo para os europeus. 
Intelectuais em uma biblioteca abássida.  Século XIII.
 ** AS CIÊNCIAS E AS ARTES:
§ Coube aos árabes difundir na Europa os inventos chineses, tais como o papel, a pólvora, o cultivo do arroz e do algodão. Introduziram o cultivo da cana-de-açúcar na Sicília e em Chipre. Como estavam no meio do caminho entre o Ocidente e o Oriente, e o comércio era sua principal atividade, enriqueceram sua civilização com contribuições de muitas outras.

§ Através dos árabes, principalmente os da Península Ibérica chamados de mouros, muitas obras de Filosofia (Platão e Aristóteles), de Matemática (Euclides, Arquimedes) voltaram a circular na Europa traduzidas por eles do grego para o árabe e depois outras línguas europeias. Além disso, trouxeram para o ocidente a numeração indiana conhecida entre nós como números indo-arábicos e o uso do zero
§ A primeira universidade em um sentido moderno foi fundada por uma mulher, Fatima al-Fihri, em Fez, Marrocos, em 859.  A Universidade al Quaraouiyine nunca deixou de funcionar.  A segunda universidade mais antiga foi fundada, também, por muçulmanos.  A Universidade de Al-Azhar existe desde 970 d.C., no Cairo, no Egito. O currículo de Al-Azhar envolvia matérias como teologia, história islâmica, jurisprudência maliquita, gramática árabe, matemática, lógica, retórica e astronomia.

§ Na Medicina, destacaram-se Averróis e Avicena, cuja obra foi utilizada na Europa até o século XVII. Averróis se destacou também em outras áreas como a Física. A Química foi outro campo muito desenvolvido pelos árabes que descobriram e/ou desenvolveram elementos e fórmulas utilizadas até hoje. Além disso, inspiraram os famosos “químicos” medievais, os alquimistas.

§ A arte árabe foi marcada por evitar a representação da figura humana mas o que poderia servir de limitação acabou estimulando a representação abstrata que tanto embelezam os palácios e mesquitas, os chamados arabescos, além de serem mestres na construção de mosaicos. Na arquitetura se destacaram pelo uso dos arcos, colunas e abóbadas.

§ Na Literatura os árabes compuseram obras magníficas como “As Mil e Uma Noites” onde estão narradas as aventuras de Simbad e Aladim. No campo da História destacou-se Ibn Khaldun.
Mercado de Escravos.
** CURIOSIDADES:
§ Nem todas as regiões foram islamizadas pela guerra.  Por exemploIndonésia, hoje o país islâmico com população mais numerosa do mundo, mantinha contato com comerciantes árabes desde o século VIII, mas a evangelização começou no século XIII.  Primeiro, através de comerciantes, depois, com o envio de missionários e intelectuais para as cortes dos governantes locais.  A conversão das elites determinou a adoção oficial da religião em boa parte das ilhas que viriam a formar esse país.
§ Escravidão:  Não há consenso sobre a escravidão nas origens do Islã.  Antes de Maomé havia escravos.  Nos primeiros textos islâmicos, a sugestão é que muçulmanos não poderiam ser escravos de muçulmanos.  O fato é que a escravidão se tornou corrente.  A diferença, talvez, é que o escravo era visto como tão humano quanto seus senhores e a libertação de um cativo era vista com bons olhos.  Uma mulher escrava poderia ser apropriada sexualmente por seu senhor, mas os filhos que tivesse dele eram livres.  Uma mulher que tivesse escravos, no entanto, não deveria ter contatos sexuais com os homens de sua propriedade.  Houve escravos em várias funções, inclusive ocupando altos cargos na burocracia e no Exército, o que era muito comum.  A maior rebelião de escravos no Império Árabe-Muçulmano foi a de Zanje (869-883), ocorrida na Mesopotâmia, atual Iraque, e liderada por escravos negros africanos.  Terminou por arrastar pessoas livres, também.  Nas raízes da revolta estão as péssimas condições de vida e trabalho impostas aos escravos e o descontentamento com o governo dos abássidas. 
§ Poligamia: No Islã a poligamia é permitida e o homem pode ter até quatro esposas.  Já a Poliandria, não é aceita.  No entanto, segundo o Corão e outros textos islâmicos, cabe ao marido tratar as esposas com total igualdade e não somente em questões econômicas.  Estabelecido isso, mesmo no Alcorão há a advertência, “E se temeis não ser justos, esposai uma só.” [Alcorão 4:3].  Estabelecido isso, mesmo nos primórdios do Islã, a prática não era obrigatória, além disso, o dote é pago pelo marido.  Quanto ao divórcio, a mulher não pode pedi-lo, salvo se no contrato de casamento (*documento que pode assegurar exceções e direitos extras*) estiver determinado que ela terá essa possibilidade.  A esposa pode pedir uma anulação de casamento?  Sim, mas é complicado, ela precisará do apoio de seus familiares e terá que indenizar o marido com parte, ou todo o seu dote.   E, hoje, claro, é preciso ver qual a lei civil do país e os costumes locais.
Maomé recita o Corão em Meca.  Ilustração do século XV.
 ** PEQUENO GLOSSÁRIO:
§ Califa: quer dizer sucessor. Título usado pelos primeiros governantes árabes, sucessores de Maomé.

§ Xeique: líder eleito das tribos árabes.

§ Emir: governador de território escolhido pelo Califa.

§ Infiel: termo aplicado aos não-muçulmanos.

§ Muçulmano ou Islâmico: aquele que segue a religião iniciada por Maomé. Não é sinônimo de árabe. Os árabes, hoje, representam somente uma parte dos muçulmanos, sendo a maioria formada por povos convertidos na expansão.

§ Jihad: quer dizer esforço, isto é, qualquer missão que necessite de empenho por parte do muçulmano. Hoje, no senso comum, virou sinônimo de guerra santa.

§ Sultão: governante dos turcos.

§ Turcos: membros de várias tribos de origem mongol – parentes, portanto, dos hunos –convertidos ao Islã. Se tornaram guardas pessoais do Califa e depois conquistaram os árabes estabelecendo o chamado Império Otomano.

§ Mouros: muçulmanos da Península Ibérica.

§ Sunnah: conjunto dos ditos de Maomé (hadiz) registrados depois da sua morte pelos seus seguidores. É um complemento ao Corão.

§ Sunitas: representam a maioria dos muçulmanos hoje e se dividem em vários grupos. Representam aproximadamente  75%-90% dos muçulmanos do mundo. Acreditam na Sunnah, veneram os primeiros seguidores de Maomé e defendem que qualquer fiel deve ter o direito ao governo, não somente os descendentes de Maomé.


§ Xiitas: seguidores de Ali (4º Califa) e Fátima, filha de Maomé. O termo vem de shiá (partidário/seguidor) e defendem que o governo deve estar nas mãos dos descendentes do profeta. São maioria somente no Irã e no Iraque. Xiita, hoje, no senso comum, é usado para designar qualquer radical ou extremista, o que é de certa forma um preconceito. 
 
§ Sufismo: Forma de mística de viver o Islã que pretende alcançar um contacto direto com Deus através de uma série de práticas que geralmente incluem o ascetismo, a meditação, os jejuns, cantos e danças.  Existem desde o início do Islã e defendem que o próprio Maomé era um deles.   O sufismo já foi perseguido pelas autoridades ortodoxas e é  igualmente criticado por venerar seus grandes mestres e transformar seus túmulos em locais de peregrinações.
§ Mádi: Segundo algumas linhas islâmicas, seria o último profeta, precursor do fim do mundo, o redentor profetizado do Islã, que permanecerá na Terra por sete, nove ou dezenove anos (de acordo com as diferentes interpretações).  Como não há consenso quanto à presença do Mádi no Alcorão, os sunitas tendem a rejeitar essa ideia.  
§ Reversão: É comum que os convertidos ao Islã se refiram a si mesmos como "revertidos", porque hoje, não nas origens da religião, muitos de seus adeptos defendem que todos nascem muçulmanos e se desviam em algum momento, converter-se seria voltar para a "verdadeira fé".  Apesar de não haver consenso no uso, se você assistir uma matéria na televisão, documentário sobre conversões, ou coisas do gênero, certamente irá ouvir alguém dizendo-se "revertido/a ao Islã".  
§ Sharia: A lei Islâmica. Segue um pequeno texto publicado no Correio Brasiliense:

“A Sharia é uma lei islâmica que se aplica às populações muçulmanas no Sudão, na Nigéria, no Irã, na Arábia Saudita e na Líbia. Ela é baseada no texto do Corão, o livro sagrado do Islã, e seus principais mandamentos consistem em leis estabelecidas em revelações do profeta Maomé, presentes nas Escrituras.
Para os muçulmanos, a Sharia representa um código moral que rege suas vidas segundo a vontade de Alá (Deus, em árabe), no entanto, nem todos os países islâmicos adotam as penas determinadas por esse código. Entre suas medidas mais polêmicas estão a mutilação ou condenação à morte, chamadas de penas hadd, para atos como furtos, estupros, adultério, assassinato, entre outros. Em 2002, os tribunais superiores da Nigéria, que adota a lei desde 1999, condenaram à morte por enforcamento Sani Yakubu Rodi, de 27 anos. Rodi foi considerado culpado pelo assassinato de sua mulher e seus dois filhos.
Uma das fortes críticas aos países que incorporaram a Sharia ao seu sistema penal é sobre a crueldade e o rigor das penas para crimes considerados comuns no Ocidente. A amputação de uma das mãos imposta ao condenado em caso de roubo é uma exemplo das penas hadd, os castigos mais extremos da Sharia.
Em caso de consumo de álcool, prática de relações sexuais pré-conjugais e outras infrações como calúnia ou difamação, as leis hadd estabelecem a pena de flagelação por chibatadas. Em 18 de janeiro de 2002, o juiz de um tribunal islâmico nigeriano, Mohammed Nai’la, recebeu 80 golpes de chibata em praça pública por ter consumido bebidas alcoólicas. O adultério é considerado uma ofensa extrema e sua punição consiste no apedrejamento até a morte.
As penas são aplicadas de acordo com os critérios de juízes, baseados no Corão e nas palavras, exemplos e modo de vida de Maomé, chamados de Sunnah. Em casos em que alguns atos não são mencionados, os tribunais avaliam as penalidades de acordo com seu discernimento. Na Nigéria, os juízes não somente são instruídos com a Sharia, mas também estudam jurisprudência em escolas islâmicas de direito.”

[1] A Pedra Negra é provavelmente um meteorito que caiu na Terra e passou a ser adorado pelos árabes. Eles acreditavam que a pedra teria ficado negra com os pecados de Adão e que teria sido dada a Abraão e seu filho Ismael pelo Anjo Gabriel.
[2] Jihad quer dizer "esforço" em árabe.  Seu uso não se aplica somente à guerra, mas qualquer sacrifício feito por uma pessoa.  Por exemplo, estudar para a prova demanda esforço, foco, logo, é uma jihad.

6 comentários:

Nicolle Cozzolino disse...

Professora Valéria,
esses resumos que você faz são de grande ajuda para o nosso estudo.
Eu não acho que estudar pelo livro seja a unica e muito menos uma boa opção, ele é muito confuso!
Não sou sua aluna, mas sua ajuda vale bastante!
beijinhos
~(=
Nikki

Anônimo disse...

ótimos os seus textos !

Solzinha disse...

Olá professora Valéria
Bom gostaria de comentar o seu texto e dizer que ele eh mto interessante
Mas, eu como muçulmana gostaria de apenas fazer uma correção ...
Quando vc diz que Alá é um dos deuses que estavam em Makka, está errado, pois Alá não era um deus de pedra e sim a palavra Alá é apenas uma tradução da palavra Deus para o árabe , assim como Deus em inglês se diz God, e em espanhol se diz Dios, enfim
eh apenas uma tradução . Alá não é um outro deus, e sim Deus , apenas. E nós consideramos ele Deus unico e que não tem socios e nem gerou e nem foi gerado. Esta é a maior discordancia entre nós e os cristão que dizem que Jesus é filho de Deus. Nos consideramos Jesus um profeta de Deus e não filho dele.
Espero que meu comentario seja util , e parabenizo a vc pois entre muitos textos que já li na internet sobre islamismo feitos por não muçulmanos , este foi o melhor. Muita paz pra ti!

Shoujofan disse...

Obrigada, Sol. Mas as referências bibliográficas qeu tenho, colocam Alá como um dos deuses venerados nos tempos pré-islâmicos. Claro, que ele se afirmou como único e somente ele é adorado pelos mulçumanos por todo o mundo, porém não é somente o correspondente ao termo deus. Pelo menos historicamente falando, ele tem uma trajetória anterior.

Shoujofan disse...

Uma referência mais acessível ao que eu coloquei é a Wikipedia. Ela explica bem a diferença entre Allah=deus e Allah divindade pré-islãmica venerada em Meca (Makka).

Gilmar disse...

Valéria bom dia.

Gostaria de saber o nome do profeta sucessor de Maomé enterrado em Jerusalém.
Grato
Gilmar Furtado