sábado, outubro 04, 2008

A Revolução Americana e os Direitos das Mulheres



Como citei em sala, a Revolução Americana contou com ampla participação popular, porém, quando se tratou de estabelecer quem teria pleno direito à cidadania, negros, índios e mulheres em geral foram excluídos. Ficou claro que "todos os homens foram criados iguais" desde que não fossem "de cor", do sexo feminino, analfabetos, e jovens "demais". Posto dois trechos de cartas trocadas entre Abigail Adams e seu marido, John Adams, segundo presidente dos EUA. Ela demandando direitos para as mulheres e ele respondendo que os homens não estavam dispostos a negociar tal questão. Todas as cartas estão on line em inglês.

Abigail Adams escreve em 31/03/1776 ao seu marido exigindo o direito de cidadania para as mulheres:

“... no novo código de leis que vós estais redigindo desejo que vos lembreis das mulheres e sejais mais generosos e favoráveis com elas do que foram vossos antepassados... Se não for dada a devida atenção às mulheres, estamos decididas a fomentar uma rebelião e não nos sentiremos obrigadas a cumprir leis para as quais não tivemos nem voz nem representação”.


A resposta do futuro presidente dos Estados Unidos, enfatizando que a Revolução provocou uma crise de autoridade, não tarda:

“Quanto ao seu extraordinário Código de Leis, eu só posso rir. Nossa luta, na verdade, afrouxou os laços de autoridade em todo o país. Crianças e aprendizes desobedecem, escolas e universidades se rebelam, índios afrontam seus guardiães e negros se tornam insolentes com seus senhores. Mas a sua carta é a primeira intimação de uma outra tribo, mais numerosa e poderosa do que todos estes descontentes. (...) Esteja certa, nós somos suficientemente lúcidos para não abrir mão do nosso sistema masculino.”

Gabaritos das V.I.


Como prometi, aí estão os gabaritos das V.I.s Quem quiser baixar os modelos de prova, é só clicar sobre as palavras: いぬ、ねこ、とり. Para quem não está entendendo, eu fiz três modelos de prova sobre Revolução Americana; いぬ é cachorro、ねこ é gato、e とり é pássaro. Seguem os gabaritos discriminados:

- いぬ: 1.E 2.C, 3.C, 4.E, 5.E, 6.E, 7.C, 8.E, 9.C, 10.C, 11.E, 12.C, 13.C, 14.C, 15.E, 16.C, 17.E, 18.C, 19.E, 20.C.

- ねこ: 1.E 2.C, 3.C, 4.C, 5.E, 6.C, 7.E, 8.E, 9.C, 10.C, 11.E, 12.E, 13.E, 14.C, 15.C, 16.C, 17.C, 18.C, 19.C, 20.E

- とり: 1.C 2.C, 3.E, 4.C, 5.C, 6.E, 7.E, 8.E, 9.E, 10.C, 11.C, 12.E, 13.C, 14.C, 15.E, 16.C, 17.C, 18.E, 19.C, 20.C.

Inscrições para o PAS até dia 9


Para quem está interessado:

UnB
Inscrições para o PAS até dia 9


Os estudantes de ensino médio interessados em participar do Programa de Avaliação Seriada (PAS) da Universidade de Brasília (UnB) poderão se inscrever até o próximo dia 9 no site www.cespe.unb.br/pas. As taxas de inscrição são de R$ 45 (1ª e 2ª etapas) e de R$ 60 (3ª etapa). São 1.364 vagas — entre cursos diurnos (57) e noturnos (15) —, divididas entre os câmpus de Ceilândia, Gama, Plano Piloto e Planaltina. Os alunos de escolas da rede pública do DF estão dispensados do pagamento. Para efetuar a inscrição é indispensável para os candidatos o número do CPF. As provas ocorrerão em dezembro, nos dias 6 (1ª etapa) e 7 (2ª e 3ª etapas).

domingo, setembro 21, 2008

Inglês grátis na Thomas


Para quem está em Brasília é uma boa chance de iniciar um curso de inglês com qualidade e ainda concorrer a uma bolsa integral. O anúncio está no Correio Braziliense.

Inglês grátis na Thomas

Um curso gratuito para iniciantes na língua inglesa será oferecido pela Casa Thomas Jefferson. O custo será apenas do material didático, R$ 60. São dois meses de aula com formandos do curso para professor da escola. Os encontros ocorrerão de 13 de outubro a 3 de dezembro, às segundas e quartas-feiras, das 18h30 às 19h20. As inscrições devem ser feitas na filial da Asa Norte (SGAN 606, Módulo B) a partir de amanhã, dia 22, e serão encerradas assim que as 60 vagas forem preenchidas. Não haverá seleção. Após a conclusão do curso, duas bolsas de estudos integrais para o curso básico, com duração de quatro semestres, serão oferecidas aos melhores alunos. Mais informações pelo telefone (61) 3347-4040.

Editor: Valéria Velasco // placido.fernandes@correioweb.com.br
e-mail:
emprego@correioweb.com.br
Tel: 3214-1184

domingo, setembro 14, 2008

Uma lição para ser guardada por toda a vida


Estou postando como homenagem a um grande amigo que foi o primeiro professor cego concursado (*e talvez não-concursado*) do Colégio Militar e do Pedro II. Por sua trajetória d evida, ele merece aplausos e pode servir de exemplo para outros jovens com deficiências. Enfim, a matéria saiu no Jornal O Dia do Rio, pequena, mas cumpre sua função.


Uma lição para ser guardada por toda a vida

Professor cego com doutorado é admirado por seus alunos

Maria Luisa Barros

Rio - Duas vezes por semana, estudantes dos cursos de Turismo e História da Universidade Federal Rural, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, se reúnem à noite para assistir a uma aula que é uma lição de vida. Apesar do cansaço comum a quem trabalha o dia todo, ninguém falta. Sala lotada, olhares atentos e expressão de admiração: eles são alunos do professor doutor Vanderlei Vazelesk Ribeiro, 39 anos, que faz a chamada em braile.

A cegueira que o acompanha desde o berço não impediu que esse ex-ascensorista conquistasse a única vaga no concurso para a Rural, disputada por mais cinco candidatos, também com doutorado. Antes de entrar para a Rural como professor adjunto, Vanderlei passou em mais oito concursos públicos, competindo de igual para igual, já que não havia reserva de vaga para portadores de deficiência. Para ler dezenas de livros de mais de 400 páginas, teve a ajuda da esposa Helena Dias de Carvalho, que lia até de madrugada. “Ela foi e continua sendo muito importante na minha vida”, confidencia.

De origem humilde e ascendência polonesa, professor Vanderlei foi o primeiro da família a chegar a uma universidade. Os pais eram operários em Presidente Prudente, no Interior paulista, e trabalhavam num abatedouro. “Eu não enxergava, não tinha dom musical e nem habilidades manuais. Minha única saída era estudar”, conta. Sem dinheiro, a mãe enviou carta para o programa de rádio ‘A Turma da Maré Mansa’, que, sensibilizado com a história do menino, conseguiu uma vaga no Instituto Benjamin Constant, para cegos, no Rio.

VITÓRIA SOBRE AS DIFICULTADES

Para ajudar a pagar os estudos, Vanderlei, que veio morar sozinho no Rio aos 13 anos, trabalhava como ascensorista no Hospital Souza Aguiar, no Centro. “Eu memorizava os botões de cada andar e ia contando as pessoas que entravam pelo vulto que conseguia distinguir. Assim eu limitava a entrada no elevador”, recorda-se. Há 10 anos, concluiu a graduação em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também fez o mestrado. Em 2006, fez o doutorado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que rendeu livro sobre questão agrária publicado na Argentina.

O preconceito sempre foi uma sombra no caminho do professor. Certa vez, dando aulas no Colégio Militar, um aluno da 6ª série fez o desenho do órgão genital masculino no jaleco de dar aulas. “Fiquei mal uns dois dias, mas os outros estudantes foram solidários comigo”, conta.

Vanderlei tem que ser esperto para evitar as colas. “Os alunos tentam me enrolar o tempo todo. Minha obrigação é criar meios para não ser enrolado”, diz. Quando aplica provas, pede a presença de um funcionário.