quinta-feira, março 06, 2008

Formação das Mornarquias Nacionais I: Inglaterra e França


Aqui estão as "árvores genealógicas" que eu usei na aula de Monarquias Nacionais mostrando a rivalidade entre Capetos e Plantagenetas e a complicação dinástica que conduziu à Guerra dos Cem Anos. O arquivo com a aula inteira está aqui. Formato *.pps Se você não é aluno ou aluna do Colégio Militar de Brasília e decidir usar o material, dê os devidos créditos à autora.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

CINEMA E HISTÓRIA – IDADE MÉDIA


Decidi fazer uma lista de filmes sobre o período medieval e deixar registrado aqui para vocês. Alguns são fáceis de achar mesmo antigos (Ex.: El Cid), outros, infelizmente, só devem estar disponíveis em locadoras "cult" e em VHS. Alguns têm censura elevada (+ 18), então, se decidirem assistir, conversem com os pais de vocês antes. A maioria, entretanto, tem censura livre, 14 ou 16 anos. Excluí alguns filmes (e devo ter esquecido de outros), seja por não acrescentarem em nada (Ex.: Coração de Cavaleiro ou Tristão e Isolda), seja porque a versão mais nova me parece bem mais interessantes (Ex.: Henrique V), os desenhos animados ficaram de fora. As duas minisséries Os Reis Malditos (Les Rois Maudits) não estão disponíveis em português, tampouco a gente consegue legendas para elas na net. É uma pena, mas decidi acrescentar à lista mesmo assim. Na lista há de tudo um pouco, filmes pipoca, grandes clássicos, comédias, versões de obras literárias.

Papisa Joana. Diretor: Michael Anderson. Reino Unido, 1972.

O 13º Guerreiro. Diretor: John McTiernan. EUA, 1999.

O Incrível Exército de Brancaleone. Diretor: Mario Monicelli. Itália, 1965.

O Senhor da Guerra. Diretor: Franklin Schaffner. EUA, 1965.

Cruzada. Diretor: Ridley Scott. EUA, 2005.

El Cid. Diretor: Anthony Mann. EUA, 1961.

O Leão no Inverno. Diretor: Anthony Harvey. EUA, 1968.

O Leão no Inverno. Diretor: Andrei Konchalovsky. EUA, 2003.

As Aventuras de Robin Hood. Diretor: Michael Curtiz. EUA, 1938.

Robin Hood. Diretor: John Irvin. EUA, 1991.

Robin e Marian. Diretor: Richard Lester. EUA, 1976.

Em Nome de Deus. Diretor: Clive Donner. Iugoslávia-Inglaterra, 1988.

Francisco, Arauto de Deus. Diretor: Roberto Rossellini. Itália, 1950.

São Francisco de Assis. Diretor: Michael Curtiz. EUA, 1961.

Irmão Sol, Irmã Lua. Diretor: Franco Zeffirelli. Itália, 1972.

Francesco. Diretora: Liliana Cavani. Itália, 1989.

Coração Valente. Diretor: Mel Gibson. EUA, 1995.

Ladyhawke: O Feitiço de Áquila. Diretor: Richard Donner. EUA, 1985.

Os Visitantes. Diretor: Jean-Marie Poiré. França, 1993.

Os Viajantes do Tempo. Diretor: Jean-Marie Poiré. EUA, 2001.

O Nome da Rosa. Diretor: Jean-Jacques Arnnaud. França-Itália-Alemanha, 1986.

Henrique V. Diretor: Kenneth Branagh. Reino Unido, 1989.

Joana D’Arc. Diretor: Victor Fleming. EUA, 1948.

Santa Joana. Diretor: Otto Preminger. EUA, 1957.

Joana D’Arc de Luc Besson. Diretor: Luc Besson. França, 1999.

Joana D’Arc. Diretor: Christian Duguay. Canada, 1999.

Conquista Sangrenta. Diretor: Paul Verhoeven. Espanha-EUA, 1985. (+ 18)

O Sétimo Selo. Diretor: Ingmar Bergman. Suécia, 1956.

A Lenda da Flauta Mágica. Diretor: Jacques Demy. França, 1972.

Pele de Asno. Diretor: Jacques Demy. França, 1970.

Branca de Neve: um Conto de Terror. Diretor: Michael Cohn. EUA, 1997.

Excalibur. Diretor: John Boorman. Reino Unido, 1981.

Romeu e Julieta. Diretor: Franco Zeffirelli. Itália-inglaterra, 1968.

Decameron. Diretor: Pier Paolo Pasolini. Itália, 1971. (+ 18)

Os Contos de Canterbury. Diretor: Pier Paolo Pasolini. Itália, 1972. (+ 18)

Os Reis Malditos (minissérie). Diretor: Claude Barma. França, 1972.

Os Reis Malditos (minissérie). Diretora: Josée Dayan. França, 2005.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Pré-Vestibular Comunitário de Oswaldo Cruz


Estou repassando, porque acredito que este tipo de iniciativa seja a alternativa correta para as cotas. Dei aula como voluntária neste pré-vestibular por quatro anos, quando morava no Rio. Foi uma das melhores experiências da minha vida. Muitos dos nossos alunos foram aprovados em universidades públicas e voltaram como professores voluntários. Ninguém recebe salário para dar aula – a não ser que tenham mudado a coisa – e os alunos nada pagam, sendo a prioridade para os oriundos da escola pública. Peço que repassem para quem mora no Rio. É fácil chegar em Oswaldo Cruz, há várias linhas de ônibus, além do trem. Antes o Pré ficava no Colégio Valdemar Falcão, que muitos talvez tenham ouvida falar, porque foi onde o Ronaldinho “Fenômeno” estudou. Só que o César Maia expulsou todos os pré-vestibulares dos colégios em uma medida que mostra profundo desprezo por esse tipo de iniciativa. Peço que repassem para quem mora no Rio. Pode não servir para você, mas pode ser fundamental para outra pessoa.

Segue a nota:

“As inscrições começam em janeiro, a partir do dia 7. As aulas terão início no dia 1º/03 e neste ano ocorrerão às terças e quintas, das 19 às 22:00h e aos sábados, das 08 às 18h. O pré-vestibular não está mais no Colégio Valdemar Falcão (fomos despejados pelo César Maia), mas continua no mesmo bairro, do outro lado da estação de Oswaldo Cruz, na sede do CCCPPP. O telefone do Centro Comunitário Paulo da Portela é 21-3350-2993.”

domingo, outubro 21, 2007

TEXTO COMPLEMENTAR: A CRUZADA DAS CRIANÇAS


Quando o verão de 1212 despontou na Europa, milhares de meninos e meninas fugiram de casa para libertar Jerusalém.
A Igreja era contra; tudo indicava que fracassariam. Mas elas tinham fé.
De todas as cruzadas empreendidas pela cristandade, a das crianças foi a mais incrível e a mais trágica. (...)

Os numerosos pregadores itinerantes, os bispos e todos os sacerdotes que orientavam os serviços do Pentecostes procuravam explicar por que os exércitos cruzados não haviam sido vitoriosos. Certamente usaram os argumentos habituais da época: as calamidades, pestilências, carestias, saques eram sinais da cólera divina para punir a humanidade pecadora. A essa altura das homilias [2] , as crianças devem ter pensado: “Se as cruzadas dos grandes fracassaram, certamente foi por causa de seus pecados. Mas Deus ajudará as crianças puras e inocentes. Ele realizará o milagre de abrir o mar diante de nós, permitindo-nos libertar Jerusalém sem combate e converter os infiéis”. Pretenderam alcançar a Cidade Santa em espírito de paz e de alegria. Crônicas da época atestam que essas eram, realmente, as idéias das crianças. (...)

Étienne, um menino pastor de Cloyes, pequena aldeia francesa, começou a pregar a necessidade da cruzada, entre seus companheiros. Isso está documentado. Presumivelmente, o mesmo tenha acontecido com Nikolaus, de Colônia, outro menino, que chefiou a expedição alemã.[2] A fé moveu os jovens – eles deveriam ter em média entre 7 e 14 anos, meninos e meninas –, mas também é preciso considerar a precocidade dessas crianças, que cresciam livres até os sete ou oito anos e, depois, abruptamente, eram lançadas num duro regime e trabalho. Os pobres iam para o pastoreio, as tarefas agrícolas e domésticas, os ofícios artesanais; os ricos, para o aprendizado das armas e da rígida disciplina. Todos sofriam castigos corporais. Para muitos deles, a cruzada era uma fuga para a liberdade.

Assim, no norte da França, e logo depois na Renânia, o espírito da cruzada infantil explodia quase simultaneamente, difundindo-se como uma epidemia pelas regiões vizinhas. As crônicas falam em “multidão”, em “incontável exército”, mas há cifras, embora exageradas e mesmo arredondadas, de acordo com o hábito medieval: 30 mil teriam seguido Étienne; 20 mil, acompanhado Nikolaus. Partiram cantando. O povo ignorante, desconhecendo a geografia e disposto crer no milagre, favorecia as crianças. Mas houve quem pretendeu detê-las: o próprio Inocêncio III e quase todo o clero, o rei Filipe Augusto da Frença e quase toda a nobreza.

As crianças guiadas por Nikolaus partiram em meados de julho e chegaram a Gênova em 25 de agosto. O mar não se abriu e a cidade os repeliu, temendo que o preço dos alimentos aumentasse demais diante da demanda da multidão. Alguns cruzados-mirins tomaram o caminho de volta; outros foram a Roma pedir auxílio ao papa. Nada obtiveram. E o povo, que ajudara os jovens alemães na ida, convencia-se agora com os argumentos do clero: a cruzada fora inspirada por Satanás. Instigada contra os meninos, a população os abandonou à fome e à sede; as meninas foram violentadas e vendidas para prostíbulos; pouquíssimos conseguiram voltar pra casa.

Os seguidores de Étienne dirigiram-se primeiro a Paris: queriam a ajuda de Filipe Augusto. O rei passou a responsabilidade aos clérigos, que eram totalmente contrários à cruzada. Com seu apoio, o rei ordenou que as crianças voltassem para casa. Em vez de obedecer, Étienne conduziu seu exército para Marselha, onde o mar tampouco se abriu. Em compensação, aconteceu o que parecia um milagre: dois armadores [4] , Guilherme Porco e Hugo Ferro, puseram sete navios à disposição dos jovens. Era uma armadilha: dois navios naufragaram – em sua memória, o papa Gregório IX mandou erguer em 1227, a Igreja dos Novos Inocentes, em uma alusão às crianças mortas por ordem de Herodes; outros cinco atingiram Alexandria, no Egito, Bougie, na Tunísia, onde todos foram vendidos como escravos. (...)

Adaptado de Corrado Pallenberg in Visão, São Paulo, 22/08/1983.

[*] Este texto não é para ser estudado para a A.E. Ele é somente um texto de apoio.
[2] Pregação feita estilo familiar e simples ou popular sobre o Evangelho.
[3] A lenda do Flautista de Hamelin se inspira na Cruzada das Crianças e na Peste Negra. No conto de fadas, Nikolaus, o flautista mágico, se oferece para livrar a cidade dos ratos em troca de uma recompensa. Toca sua música e os ratos o seguem sendo conduzidos para um rio, no qual se afogam. Como não recebe a recompensa esperada, o jovem volta em uma noite, toca sua música e as crianças o acompanham para nunca mais retornarem em algumas versões, ou para somente voltarem quando os pais pagam um imenso resgate em ouro. É o castigo para a promessa não cumprida dos adultos.
[4] Pessoa ou firma que, à sua custa, equipa, mantém e explora comercialmente embarcação mercante, podendo ser ou não o seu proprietário.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Ordália


É somente para ilustrar algo que eu já comentei em algumas turmas e está no resumo de Bárbaros. O quadrinho foi retirado do livro The Cartoon History of the Universe III de Larry Gonick. Infelizmente essa parte não foi lançada em português, e a edição da imagem não ficou boa, porque é um livro grosso e difícil de escanear.