domingo, abril 29, 2007

2º BIMESTRE: ÍNDIA


## Quando falamos aqui de Índia, não estamos nos referindo ao país Índia atual, mas a uma região - a grande Índia - que no passado englobava os atuais territórios da Índia, do Paquistão, de Bangladesh e Sri Lanka que se separaram depois da independência do domínio inglês em 1947. Culturalmente semelhantes tais países tem como fator de diferenciação a religião, pois Paquistão, Bangladesh e Sri Lanka são regiões convertidas à religião muçulmana. A questão religiosa, somada a outros interesses, é fator de conflito entre Paquistão e Índia que disputam não somente a hegemonia na região mas, também, a região da Caxemira que mesmo tendo permanecido como território indiano é de maioria Islâmica.

LOCALIZAÇÃO: Região Centro-Sul da Ásia, situada entre a Mesopotâmia e a China. Ao norte da região existe uma fronteira natural, a Cordilheira do Himalaia onde se encontra o ponto culminante da Terra, o monte Everest com 8.882 m. Durante a Antigüidade, parte da Índia foi anexada ao território do Império Persa e posteriormente ao de Alexandre da Macedônia.

FORMAÇÃO ÉTNICA: A região já era ocupada desde aproximadamente 3.000 anos a.C. por povos de origem diversa. Com a invasão das tribos arianas por volta de 1.500 a.C. que dominaram os drávidas, povo principal que habitava a região, os vários grupos étnicos se misturaram começando a formação daquilo que conhecemos como civilização hindu.

SOCIEDADE: A marca da organização social indiana é a divisão da sociedade em castas. Castas são camadas da sociedade divididas por ofício e/ou origem étnica, os membros de castas diferentes não se misturam. Uma sociedade de castas é uma sociedade Estratificada sem possibilidade de mobilidade social. A estrutura de castas foi implantada na Índia pelos árias invasores e se tornou marca da sociedade indiana. Apesar de abolida em 1947, ainda regula parte das relações sociais, principalmente nas cidades e vilas do interior. Cada casta é dividida em subcastas tendo uma dinâmica interna própria, além disso, existe a figura do pária que seria o indivíduo que estaria fora da sociedade. Aos párias caberiam os lugares e funções mais humilhantes dentro da sociedade. Já o topo da sociedade seria ocupado pelos brâmanes ou sacerdotes que governariam a sociedade e ocupariam os melhores postos, além disso, tinham escolas próprias e usavam, depois de adultos, o cordão sagrado que representaria a sua posição de homem livre. Pela ordem, abaixo dos Brâmanes temos os Xátrias (príncipes/militares), os Vaixás (comerciantes, artesãos e camponeses) e, por fim, os Sudras (servos).[1]

LEGISLAÇÃO: O primeiro código de leis indiano é o Código de Manu (*aproximadamente entre 1300 e 800 a.C.*) e foi autoria dos brâmanes.

ESTADO: A região da Índia foi marcada por várias tentativas de unificação e pela hegemonia de um estado sobre os demais. Assim, podemos destacar:

1. Século IV a.C.: Tentativa de unificação movida pela dinastia Maurya. A expansão do território irá cessar com a conversão ao Budismo e o interesse dos reis, a partir de Asoka, [2] pelo desenvolvimento da nova fé.

2. Século II a.C.: Nova fragmentação.

3. Século IV d.C.: Domínio da Dinastia Gupta com grande desenvolvimento cultural.

4. Século VI d. C.: Invasão dos hunos e outros povos, fim da dinastia Gupta e divisão do Império em dois.

5. Século VII: Invasão árabe e implantação do Islamismo na parte Oeste da região. Fundação do Sultanato de Délhi que se torna uma potência econômica e só perderá importância no século XVI.

6. Século XVI-XVIII: Invasão dos muçulmanos mogóis que fundam a dinastia grã-mogol e levam a região a um novo apogeu econômico e cultural.

7. Século XVI: Chegada dos Europeus, principalmente portugueses, que passam a participar do comércio e fundam feitorias (*entrepostos comerciais geralmente com um forte e armazéns para guardar os produtos*) na região.

8. Século XVIII: A Índia se torna colônia inglesa e só obterá a independência em 1947.

ECONOMIA: A base da economia era a agricultura irrigada (*trigo, cevada, frutas, algodão*), com destaque para o comércio (*A Índia ficava no meio de rotas comerciais como a Rota da Seda.*) e a manufatura de tecidos. Após a conquista inglesa, os dominadores irão colocar limites e destruir produção de tecidos indiana, pois essa concorria diretamente com a produção inglesa sendo de maior qualidade do que a produzida na metrópole.

RELIGIÃO: Se baseia no culto a vários deuses, alguns introduzidos pelos árias (*religião Védica*) e outros já existentes na região. O dado a religião da Índia antiga é Bramanismo, mas com o passar do tempo, as tradições religiosas indianas ficaram conhecidas com o nome genérico de Hinduísmo. O Hinduísmo é uma religião que por princípio aceita a coexistência com outras práticas religiosas, como o Budismo, por exemplo, e traz no seu interior vários grupos tão diversos quanto os Jainistas e os Hare Krishna. O conflito religioso só se tornou uma realidade com a introdução do Islamismo (*a partir do séc. VII d.C.*) que por ser monoteísta não admite a existência de outros deuses. No entanto, dentro da Índia atual (*o país*) alguns muçulmanos convivem pacificamente com as práticas hindus. Entre os textos mais sagrados do Hinduísmo estão os Vedas que datam que foram produzidos entre os séculos XV e XII a.C.

CIÊNCIA E CULTURA: Os indianos se destacaram principalmente na poesia, na arquitetura, na matemática, na escultura, na literatura, na astronomia e na medicina.

[1] Todos os estrangeiros por princípio deveriam ser párias, mas terminam sendo incorporados à sociedade com os direitos de uma determinada casta. Por exemplo, parte dos judeus que moraram por séculos na Índia depois da Diáspora recebiam o tratamento similar aos dos Vaixás. Os povos vizinhos que foram convertidos pelos indianos em algum mmento de sua história também foram reconhecidos como pertencentes ou gozando dos direitos de uma das castas.
[2] A história de Asoka, o rei indiano que se converteu ao Budismo, foi transformada em filme na Índia e está disponível nas locadoras brasileiras. É uma boa chance para quem deseja conhecer um pouco mais da história de Asoka o rei que unificou a Índia, cujo brasão se encontra na bandeira da Índia atual, que teve filhos que se tornaram os primeiros missionários budistas. Apesar das muitas liberdades tomadas é um filme legal e é genuíno cinema de Bollywood (*termo cunhado a partir de Bombaim, grande centro cinematográfico do país, mais Hollywood*).

quinta-feira, abril 26, 2007

Texto Complementar: Infanticídio feminino faz número de homens superar o de mulheres em 50 milhões na Índia


Cultura local desvaloriza filhas; abortos e assassinatos são comuns

Swami Agnivesh, Rama Mani, e Angelika Koster-Lossack*

Nos últimos anos, o mundo ficou chocado com a supressão brutal das mulheres no Afeganistão, a prática de mutilação genital feminina em partes da África e o abuso do serviço doméstico feminino em lugares como Arábia Saudita. No entanto, a maior democracia do mundo é a vencedora não declarada do concurso de violência contra a mulher.

Na Índia, o feticídio feminino, ou o aborto seletivo de meninas, gerou um alarmante desequilíbrio entre os sexos na população do país. Em 1990, o censo concluiu que a Índia tinha 25 milhões de homens a mais do que mulheres. O governo reagiu adotando uma lei que proibia a determinação do sexo do feto pelo exame de ultra-som. Mesmo assim, em 2001, a diferença no número de homens e mulheres tinha aumentado para 35 milhões e agora especialistas estimam que chegue a 50 milhões.

A prática de infanticídio feminino tem uma longa história na Índia. Por causa das amplas preferências culturais por meninos, muitas meninas eram mortas logo após o nascimento. Mas a tecnologia moderna, particularmente a máquina de ultra-som, tornou mais fácil para os pais e altamente rentável para os médicos praticar abortos femininos, sem grande risco de detecção ou ação legal punitiva.

Acreditava-se que o feticídio feminino prevalecia entre hindus, por causa de seu costume de exigir que filhos homens façam os ritos de cremação. No entanto, hoje a prática é igualmente comum entre sikhs, muçulmanos e cristãos.

Da mesma forma, acreditava-se que a prática prevalecia entre pobres e analfabetos, por causa das duras exigências de dotes das noivas, assim como outros preconceitos tradicionais. Entretanto, recentes estudos indianos e da ONU revelam que o feticídio feminino hoje é mais freqüente entre os ricos com alta escolaridade.

Um estudo detectou uma relação da freqüência do aborto feminino proporcional ao nível de escolaridade --menor entre mulheres com quinta série do ensino fundamental e maior entre mulheres com diplomas universitários.

As conseqüências do feticídio feminino e o resultante desequilíbrio entre os sexos já estão se desdobrando: há um tráfico de meninas de países vizinhos empobrecidos, como Bangladesh e Nepal, ou de áreas tribais ou mais pobres na Índia e vendidas em casamento pelo equivalente a US$ 200 (em torno de R$ 440 --no Estado de Haryana, um touro custa aproximadamente R$ 2.200).

Com 50 milhões de meninas desaparecidas, o resultado dessa perigosa prática é inelutável: mesmo sendo a segunda nação mais populosa do mundo, sem mulheres, estará destinada à eventual extinção.

No início deste ano, o ministro da saúde Anbumani Ramadoss expressou desespero com a incapacidade do governo de reverter essa situação calamitosa, apesar de a legislação e de outras políticas. Depois disso, líderes religiosos de todas as fés reuniram-se um "Yatra de Compaixão de Todas as Crenças", uma espécie de marcha de protesto ao feticídio feminino.

A manifestação foi organizada pelo Arya Samaj, movimento social-religioso reformista fundado em 1875, com o apoio dos governos estaduais e federal, além da Unicef e Unifem.

No início do mês, os participantes da Yatra atravessaram os Estados mais afetados do Norte da Índia em um comboio motorizado, gerando uma onda crescente de consciência e ação entre líderes religiosos e políticos, ativistas, grupos de mulheres, estudantes e professores. Enquanto marchávamos, gritávamos aos milhares:
"Filhos e filhas são iguais! Salve suas filhas para salvar nosso país!"

Nossa posição é categórica: terminar com o feticídio feminino não é suficiente. Todas as formas de injustiça sexual devem ser extintas. O tratamento das mulheres como cidadãs de segunda classe é profundamente arraigado na mente indiana, seja hindu, muçulmana, sikh, cristã, jainista ou zoroastriano.

Apesar de o dote ser ilegal, as exigências ainda são exorbitantes e resultam em cerca de 25.000 mortes por ano, pelas mãos de noivos e sogros avarentos. Viúvas recebem tratamento execrável, mesmo sendo menores, e não têm o direito de se casarem novamente. Meninas, mesmo quando têm permissão de freqüentar a escola, são sobrecarregadas com tarefas domésticas, elevando as taxas de desistência dos estudos. Em todas as religiões, o nascimento de um filho é celebrado, enquanto nascimento de uma filha é lastimado.

Até que filhos e filhas sejam tratados igualmente, até que a vida seja segura para a mulher indiana, o país continua moralmente sitiado. Nossa marcha exige não só um fim ao feticídio feminino, mas a todas as formas de violência contra a mulher. Exige respeito aos direitos da mulher e dignidade do nascimento à morte.


*Swami Agnivesh, ex-ministro da educação do Estado de Haryana, é presidente do Arya Samaj. Rama Mani é diretora de cursos do Centro de Política de Segurança Genebra. Angelika Roster-Lossack é ex-parlamentar alemã do Partido Verde.

quarta-feira, abril 04, 2007

GABARITOS DA V.I.


Estes são os gabaritos da V.I. Cheque qual é a sua prova e confira. Se sua prova não está entre elas, me avise. Acredito que um modelo 9 não ficou salvo no meu HD. Suas respostas devem ser parecidas com as minhas, porém não existe uma resposta única, existem respostas certas e erradas. Vejam que todas as provas estão no mesmo nível e cobram o mesmo conteúdo, algumas apresentam a III Questão que pode ser respondida com a mesma resposta. Bastava um pouco de atenção atenção às aulas e estudo em casa. Isso para não falar também na necessidade de ler a prova com atenção. Muita gente não fez isso e está amargando um péssimo resultado. Aviso desde o início que é preciso estudar, ter atenção e levar a coisa à sério, porque eu levo e vou cobrar aquilo que ensinei.

V.I. 1
I) Leia atentamente os itens abaixo e julgue se estão certos (C) ou errados (E), fazendo a correção se necessário. Lembre-se que é necessário ler toda a sentença e que uma frase pode apresentar mais de um erro a ser corrigido. Cada item vale 1 ponto.

1. ( E ) Os hebreus eram indo-europeus que, de acordo com a tradição, saíram da cidade de Ur rumo ao Egito (Canaã)
- semitas/Palestina

2. ( E ) Os fenícios consideravam-se cananeus e formaram um Estado único e muito forte.

- Nunca formaram um Estado unificado.

3. ( C ) O Cisma enfraqueceu ainda mais os hebreus que tinham seu reino cercado por potências poderosas, como os egípcios e assírios.

4. ( E ) A região da Fenícia tinha uma cultura absolutamente dependente, sofrendo influência direta da Mesopotâmia.
- Os fenícios desenvolveram uma cultura própria e sofreram influência dos vizinhos.

5. (E ) Os Juízes entre os hebreus pertenciam sempre à casta (grupo fechado) dos sacerdotes.
- qualquer pessoa poderia ser escolhida como juiz.
II) Conceitue os termos abaixo. Cada item vale 1,5 pontos.

a)Talassocracia: Sistema de governo no qual os que exercem o poder estão ligados ao mar, no caso fenício ao comércio marítimo.

b) Diáspora: Dispersão dos judeus pelo mundo.
III) Explique por que o monoteísmo diferenciava os hebreus dos outros povos da Antigüidade. (2 pontos)

- Todos os povos da Antigüidade eram politeístas e o fato dos hebreus adorarem somente um deus que não podia ser representado em imagens os tornava diferentes e, em algumas situações, despertavam suspeitas.
V.I. 2
I) Leia atentamente os itens abaixo e julgue se estão certos (C) ou errados (E), fazendo a correção se necessário. Lembre-se que é necessário ler toda a sentença e que uma frase pode apresentar mais de um erro a ser corrigido. Cada item vale 1 ponto.

1. ( C ) Os hebreus eram semitas que, de acordo com a tradição, saíram da cidade de Ur rumo à Palestina (Canaã)
2. ( E ) A Fenícia era uma região de grandes rios que permitiram o desenvolvimento de uma Civilização Hidráulica.
- A Fenícia não tinha grandes rios e a civilização que lá se desenvolveu estava ligada ao comércio marítimo.
3. (C ) Boa parte das informações que temos sobre os hebreus vêm da parte da Bíblia conhecida como Velho Testamento.

4. ( C ) Os fenícios eram politeístas, adoravam as forças da natureza e praticavam sacrifícios humanos.
5. ( E ) Os Juízes entre os hebreus pertenciam sempre à casta (grupo fechado) dos sacerdotes.
- Os juízes poderiam pertencer a qualquer grupo.

II) Conceitue os termos abaixo. Cada item vale 1,5 pontos.

a)Teocracia: Sistema de governo no qual o governante é visto como deus ou representante dos deuses na terra.
b) Sociedade Estratificada: É aquela que possui pouca ou nenhuma mobilidade social.
III) Explique porque a invenção da escrita fonética por parte dos fenícios foi tão importante. (2 pontos)

- A escrita fonética é baseada nos sons da língua e diminuiu o número de símbolos a serem memorizados, tornando mais fácil o aprendizado da escrita. Neste sentido, a idéia fenícia tornou a escrita mais simples e acessível a um maior numero de pessoas.
V.I. 3
I) Leia atentamente os itens abaixo e julgue se estão certos (C) ou errados (E), fazendo a correção se necessário. Lembre-se que é necessário ler toda a sentença e que uma frase pode apresentar mais de um erro a ser corrigido. Cada item vale 1 ponto.

1. ( E ) Todas as cidades fenícias eram aliadas dos egípcios.
- Nem todas as cidades fenícias eram aliadas dos egípcios.
2. ( C ) Boa parte das informações que temos sobre os hebreus vêm da parte da Bíblia conhecida como Velho Testamento.
3. ( C ) Entre os hebreus havia dois tipos de escravos, aqueles que pertenciam ao povo e tinham alguns privilégios e aqueles que eram estrangeiros.
4. ( E ) Os fenícios eram fundaram a única talassocracia conhecida na antigüidade.
- Havia outras talassocracias na Antigüidade, como a da ilha de Creta.
5. ( E ) Com o Cisma, os hebreus se dividiram em dois reinos, ambos destruídos pelos assírios.
- Somente o Reino de Israel foi destruído pelos assírios, o Reino de Judá foi destruído pelos caldeus.

II) Conceitue os termos abaixo. Cada item vale 1,5 pontos.

a)Teocracia: Sistema de governo no qual o governante é visto como deus ou representante dos deuses na terra.

b) Talassocracia: Sistema de governo no qual os que exercem o poder estão ligados ao mar, no caso fenício ao comércio marítimo.

III) Explique porque o Cisma enfraqueceu politicamente os hebreus. (2 pontos)

- O Reino de Israel estava cercado por grandes potências, como os egípcios e os assírios, ao se dividir em dois reinos se enfraqueceram ainda mais, sendo engolidos por povos mais poderosos.
V.I. 4
I) Leia atentamente os itens abaixo e julgue se estão certos (C) ou errados (E), fazendo a correção se necessário. Lembre-se que é necessário ler toda a sentença e que uma frase pode apresentar mais de um erro a ser corrigido. Cada item vale 1 ponto.

1. ( E ) Durante a Era dos Juízes os hebreus permaneceram unidos sob o comando de um líder “escolhido por Deus”.
- Durante a Era dos Juízes os hebreus não formaram uma unidade política.
2. ( C ) Os hebreus consideravam os Dez Mandamentos a base de sua legislação.
3. ( E ) Os fenícios eram monoteístas como os hebreus e adoravam o grande deus Baal.
- Os fenícios adoravam Baal e eram politeístas e os hebreus, monoteístas.
4. ( E ) Os fenícios formaram um poderoso império liderado pela cidade de Tiro.
- Os fenícios nunca formaram um Império.
5. ( C ) Com o Cisma, os hebreus se dividiram em dois reinos, o Reino de Judá e o Reino de Israel.
II) Conceitue os termos abaixo. Cada item vale 1,5 pontos.
a)Monoteísmo: crença em um só deus.

b) Servidão Coletiva: sistema no qual os camponeses tinham que entregar parte de sua produção ao Estado e trabalhar nas obras públicas.
III) “A escrita fonética dos fenícios representou uma verdadeira revolução na antigüidade”. Discuta esta afirmação. (2 pontos)

- O alfabeto fenício é fonético, isto é, baseado nos sons da língua e diminuiu o número de símbolos a serem memorizados, tornando mais fácil o aprendizado da escrita. Neste sentido, a idéia fenícia tornou a escrita mais simples e acessível a um maior numero de pessoas.
V.I. 5
I) Leia atentamente os itens abaixo e julgue se estão certos (C) ou errados (E), fazendo a correção se necessário. Lembre-se que é necessário ler toda a sentença e que uma frase pode apresentar mais de um erro a ser corrigido. Cada item vale 1 ponto.

1. ( E ) A Monarquia foi a saída que os hebreus encontraram para resistir aos seus grandes inimigos, os egípcios.
- filisteus

2. ( E ) Durante o governo de Davi foi empregada a servidão coletiva para que o templo de Jerusalém fosse contruído.
- Salomão

3. ( E ) Os fenícios eram monoteístas como os hebreus e adoravam o grande deus Baal.
- Os fenícios adoravam Baal e eram politeístas e os hebreus, monoteístas.

4. ( C ) As cidades fenícias faziam o possível para continuar comerciando e não raro pagavam tributo a outros povos.

5. ( E ) Os judeus são os descendentes da população do Reino de Judá que foi destruído pelos assírios.
- caldeus

II) Conceitue os termos abaixo. Cada item vale 1,5 pontos.

a)Politeísmo: crença em vários deuses.

b) Mobilidade Social: possibilidade de mudar de lugar na pirâmide social, subir ou descer na vida.

III) “Os hebreus se destacaram dos outros povos da antigüidade, por sua crença em um único deus”. Discuta esta afirmação. (2 pontos)

- Todos os povos da Antigüidade eram politeístas e o fato dos hebreus adorarem somente um deus que não podia ser representado em imagens os tornava diferentes e, em algumas situações, despertavam suspeitas.
V.I. 6

I) Leia atentamente os itens abaixo e julgue se estão certos (C) ou errados (E), fazendo a correção se necessário. Lembre-se que é necessário ler toda a sentença e que uma frase pode apresentar mais de um erro a ser corrigido. Cada item vale 1 ponto.

1. ( C ) A Monarquia foi a saída que os hebreus encontraram para resistir aos seus grandes inimigos, os filisteus.

2. ( C ) Durante o governo de Salomão foi empregada a servidão coletiva para que o templo de Jerusalém fosse contruído.

3. ( E ) Os hebreus eram monoteístas e adoravam o grande deus Baal, também venerado pelos fenícios.
- Os hebreus não adoravam Baal, somente os fenícios.

4. ( E ) Os fenícios comerciavam a tinta púrpura que era retirada da madeira de cedro, muito abundante na região.
- caramujo

5. ( E ) Os judeus são os descendentes da população do Reino de Israel que foi destruído pelos caldeus.
- Reino de Judá

II) Conceitue os termos abaixo. Cada item vale 1,5 pontos.

a)Teocracia: Sistema de governo no qual o governante é visto como deus ou representante dos deuses na terra.

b) Sociedade Estratificada: É aquela que possui pouca ou nenhuma mobilidade social.

III) “Os fenícios criaram a escrita fonética que representou um imenso avanço para a humanidade”. Discuta esta afirmação. (2 pontos)

- O alfabeto fenício é fonético, isto é, baseado nos sons da língua e diminuiu o número de símbolos a serem memorizados, tornando mais fácil o aprendizado da escrita. Neste sentido, a idéia fenícia tornou a escrita mais simples e acessível a um maior numero de pessoas.
V.I. 7
I) Leia atentamente os itens abaixo e julgue se estão certos (C) ou errados (E), fazendo a correção se necessário. Lembre-se que é necessário ler toda a sentença e que uma frase pode apresentar mais de um erro a ser corrigido. Cada item vale 1 ponto.

1. ( E ) Os fenícios eram semitas que, de acordo com a tradição, saíram da cidade de Ur rumo à Palestina (Canaã)
- hebreus

2. ( E ) A Palestina era uma região de grandes rios que permitiu aos hebreus o desenvolverem uma Civilização Hidráulica.
- A Palestina não era uma região de grandes rios e as civilizações que lá se desenvolveram não eram hidráulicas.

3. (C ) Boa parte das informações que temos sobre os hebreus vêm da parte da Bíblia conhecida como Velho Testamento.

4. ( E ) Os fenícios eram monoteístas, que adoravam o deus Baal e praticavam sacrifícios humanos.
- politeístas

5. ( C ) A cidade de Biblos vendia papiro egípcio usado para escrever, esse comércio era tão importante que em grego a palavra livro era biblo.

II) Conceitue os termos abaixo. Cada item vale 1,5 pontos.

a)Teocracia: Sistema de governo no qual o governante é visto como deus ou representante dos deuses na terra.

b) Talassocracia: Sistema de governo no qual os que exercem o poder estão ligados ao mar, no caso fenício ao comércio marítimo.

III) “Depois que os fenícios inventaram o alfabeto, aprender a escrever se tornou mais fácil”. Explique esta afirmação. (2 pontos)

- O alfabeto fenício é fonético, isto é, baseado nos sons da língua e diminuiu o número de símbolos a serem memorizados, tornando mais fácil o aprendizado da escrita. Neste sentido, a idéia fenícia tornou a escrita mais simples e acessível a um maior numero de pessoas.
V.I. 8
I) Leia atentamente os itens abaixo e julgue se estão certos (C) ou errados (E), fazendo a correção se necessário. Lembre-se que é necessário ler toda a sentença e que uma frase pode apresentar mais de um erro a ser corrigido. Cada item vale 1 ponto.

1. ( E ) Os hebreus eram indo-europeus que, de acordo com a tradição, saíram da cidade de Ur rumo ao Palestina (Canaã)
- semitas

2. ( C ) A Fenícia era constituída por cidades-estado independentes, nunca tendo formado um Império.

3. ( C ) A História política dos hebreus é dividida em Era dos Patriarcas, Era dos Juízes, Era dos Reis, Era do Domínio Estrangeiro.

4. ( E ) A região da Fenícia não desenvolveu uma cultura própria e seus deuses eram os mesmos dos egípcios.
- Os fenícios desenvolveram uma cultura própria e sofreram influência dos vizinhos.

5. (E ) Os Juízes entre os hebreus pertenciam sempre à casta (grupo fechado) dos sacerdotes.
- qualquer pessoa poderia ser escolhida como juiz.

II) Conceitue os termos abaixo. Cada item vale 1,5 pontos.
a)Talassocracia: Sistema de governo no qual os que exercem o poder estão ligados ao mar, no caso fenício ao comércio marítimo.

b) Mobilidade Social: possibilidade de mudar de lugar na pirâmide social, subir ou descer na vida.

III) Explique o que foi a Diáspora dos Hebreus. (2 pontos)

- A Diáspora foi a dispersão dos hebreus pelo mundo, tal movimento se deu depois de uma revolta contra o domínio romano em 131 d.C. que resultou na ordem para que todos os judeus deixassem a palestina.

sexta-feira, março 30, 2007

TEXTO COMPLEMENTAR: AS PRIMEIRAS MOEDAS


Um dos alunos me perguntou quando surgiram as primeiras moedas, feitas de metal, em formato mais ou menos redondo. Eu sabia que as de ouro tinham aparecido pela primeira vez no século VII, na Lídia, Ásia Menor, e que a idéia foi aproveitada pelos persas quando pensaram em criar sua moeda "nacional", o dárico. Mas de fato, estas foram as primeiras moedas no sentido que compreendemos hoje. Mais ou menos na mesma época, os chineses também tiveram a mesma idéia.

Já o uso do metal como medida é muito anterior. O bronze era muito usado como contrapeso em balanças, e metais de valor como o ouro e a parta, poderiam ser colocados em barras e trocados. Dentro dos sistemas de pesos e medidas, estabelecia-se quanto de bronze, ouro, prata, ferro, valia tal produto, como tecidos, cereais e gado.

Outros materiais, como conchas, sementes, barras de sal, também poderiam ser usados como moedas. Tabuinhas de crédito eram igualmente utilizadas no Crescente Fértil e tinham essa função. Uma pessoa poderia viajar e utilizar o crédito que possuia em outras cidades, mesmo em outros países.

1º BIMESTRE: PERSAS


LOCALIZAÇÃO: planalto do Irã, região de extremos, com desertos, solos de baixa produtividade, montanhas que levavam fertilidade às planícies circundantes. Fica entre a Mesopotâmia e a Índia. Sua maior riqueza era retirada das minas de ouro, prata, lápis-lazúli [1] etc.
POVO: A região era ocupada pelos elamitas que desenvolveram uma civilização contemporânea dos sumérios e acádios e influenciada por eles. Sobre este alicerce (cidades, escrita) bem firme, os povos indo-europeus se estabeleceram. Os medos e persas são descendentes de tribos indo-européias oriundas da Ásia Central e que se estabeleceram na região por volta do ano 4.000 a.C. O reino da Média foi o primeiro a se organizar, sua capital era Ecbátana. Foi dominado pelos Assírios (715-612 a.C.), mas unidos aos caldeus (Povo da Mesopotâmia / II Império Babilônico) os medos conseguiram derrotar os conquistadores. O Reino dos Medos se tornou poderoso, mas terminou conquistado por Ciro I, rei dos persas que unifica os dois reinos em 550 a.C.

O ESTADO: O estado persa era autocrático e centralizado na figura do rei que era eleito/reconhecido pela assembléia de nobres persas e medos, a Aura Masda. Os persas formaram um dos maiores impérios em expansão territorial da Antigüidade. Os principais reis da Pérsia foram:

Ciro I, o grande (560-530): Expandiu o Império incorporando parte considerável da Ásia Menor, Mesopotâmia, Palestina, Síria, Fenícia e parte da Índia. Iniciou a política persa de respeito pela cultura, religião e costumes dos povos conquistados como forma de garantir a estabilidade do Império disfarçando a dominação. Criou o “Exército dos Imortais” formado por 10.000 homens e que sempre era renovado para que seu número se mantivesse estável. Fundou a cidade de Pasárgada que se tornou sua capital.

Cambises II (530-522): Filho e sucessor de Ciro, governava a Babilônia para o pai. Expandiu o Império até o Egito e a Líbia. Tinha planos de conquistar Cartago e o Reino de Napata que ficava ao sul do Egito. A campanha no deserto não foi bem sucedida, muitos soldados se perderam, o exército se recusou a lutar e os fenícios não cederam seus navios para que chegasse à Cartago pelo mar. Ficou na história como cruel e despótico. Não se sabe ao certo se foi assassinado ou cometeu suicídio.

Dario I (523-486): Tomou uma série de medidas para melhor governar e manter o Império. Dividiu o território em 20 povícias/estados (as satrápias), os sátrapas vinham da nobeza local, ou mesmo das antigas famílias reais; instituiu um corpo de funcionários reais (“olhos e ouvidos do rei”) para fiscalizar os governadores (sátrapas); criou o dárico moeda única que facilitaria as transações comerciais entre as várias partes do Império Persa [2]; como o império era muito extenso criou 4 capitais (Ecbátana ou Pasárgada, Persépolis, Babilônia e Susa); mandou construir a Estrada Real de 2.400 km ligando Sardes na Ásia Menor à Susa; e aperfeiçoou um sistema de correios que permitiu que as mensagens fossem levadas com maior rapidez percorrendo diversos postos (com homens e cavalos descansados) ao longo das principais estradas do Império. Dario tentou expandir seu Império até a Europa invadindo a Grécia. A resistência dos gregos, entretanto, colocou fim a expansão territorial persa com a derrota na Batalha de Maratona. As guerras entre gregos e persas foram ficaram conhecidas como Guerras Médicas (por causa dos medos) ou Guerras Greco-Pérsicas. A primeira foi travada por Dario I e as duas outras por seu sucessor Xerxes.

SOCIEDADE: No topo da sociedade persa estavam as grandes famílias nobres persas e medas. Estas não pagavam impostos. Os demais segmentos da sociedade, os sacerdotes ou magos (responsáveis pela justiça a mando do rei), comerciantes, os soldados (importantes em virtude do caráter expansionista do Império) e os camponeses (que viviam sob o regime de servidão coletiva) arcavam com todos os impostos.

ECONOMIA: A base da economia era a agricultura, até porque, com a expansão do Império, os persas anexaram as áreas férteis do Egito e Mesopotâmia. Os persas e medos preferiam as atividades agrícolas e pastoris. O comércio era a segunda atividade mais importante e estava entregue aos babilônios, fenícios e judeus (hebreus). Para melhorar o comércio, Dario I mandou restaurar um canal ligando o Mar Vermelho e o Rio Nilo.

RELIGIÃO: Baseada no Zend Avesta, foi criada por Zoroastro, sendo chamada de Zoroastrismo e, posteriormente, Masdeísmo. A religião persa era dualista, e acreditava na presença de dois deuses, um do Bem (Ahura-Mazda) e um do Mal (Ormuz), em permanente duelo. Ainda assim, deuses antigos como Mitra (deus do sol) e Anahita (deusa da água) continuavam sendo adorados pelo povo. Os seres humanos teriam o direito de escolher entre um e outro (livre-arbítrio) e seriam julgados pelo Messias no Juízo Final, quando os bons ganhariam a vida eterna. Havia também a presença de seres inferiores aos deuses, como anjos ou demônios, de forma que deuses antigos pudessem continuar presentes no culto. A religião não tinha templos, somente sacerdotes, e o fogo era considerado sagrado. Acredita-se que a religião dos persas influenciou profundamente o Judaísmo e, por conseguinte o Cristianismo. Ainda hoje o Masdeísmo é praticado por algumas populações do atual Estado Islâmico do Irã e na região de Bombaim na Índia. Devido a influência dos babilônios a religião persa se travestiu de um caráter pessimista e fatalista (ligado a idéia de destino) que aumentou ainda mais o poder dos sacerdotes.

AS LEIS: O rei era a autoridade máxima e dele emanava a justiça, sua palavra era lei. Os juízes eram funcionários nomeados, para pequenos crimes aplicavam-se castigos corporais, a pena de morte não podia ser aplicada por um único delito e todo criminoso deveria ter um julgamento. Única exceção era rebeldia contra o rei.

CULTURA: Sofreu forte influencia dos povos conquistados, sendo marcada pelo ecletismo. A princípio os persas se utilizaram da escrita cuneiforme, mas posteriormente desenvolveram um alfabeto próprio com base no utilizado pelos arameus (povo da Palestina.)

[1] Lapis-Lazúli (lazurita): Mineral monométrico, azul-ultramar, silicato de alumínio e sódio e sulfato de sódio, na proporção de três do primeiro para um do segundo, us. como matéria ornamental; lápis-lazúli.
[2] As moedas foram enviadas na Lídia, região da Ásia Menor. Ver
texto complementar.