terça-feira, julho 31, 2007

3º BIMESTRE: ROMA 1


MONARQUIA
(753-509 a.C.)

>> COMENTÁRIOS GERAIS: A monarquia foi o primeiro período da história de Roma e sobre ele não temos muitas informações escritas para além dos mitos que tentam contar a organização nos primórdios de Roma, sua relação com os sabinos, a guerra com Alba Longa, a conquista dos etruscos e a libertação. De concreto podemos afirmar que o período foi marcado pela dominação etrusca e a luta pela independência que resultou na mudança para a monarquia.

>> OS ETRUSCOS: Os etruscos eram um povo avançado que vivia na região onde hoje é a Toscana, chamada na época de Etrúria. Sua origem ainda é nebulosa mas acredita-se que tenham vindo da Ásia Menor. Viviam em cidades-estado independentes e sua escrita utilizava caracteres gregos. Mantinham ativo comércio com o sul da península (Magna Grécia) e o Norte da África (Cartago). Sua religião era antropomórfica e adaptava as divindades gregas para a sua realidade (Zeus-Júpiter, Atena-Minerva, Ares-Marte, Hera-Juno, etc). Parece que as mulheres etruscas tinham grande participação na vida pública e grande liberdade. Durante o domínio etrusco Roma sofreu forte influência cultural e foram os invasores os responsáveis pelas primeiras obras de infra-estrutura (drenagem de pântanos, rede de esgotos), além do Capitólio e do Circo Máximo. Durante o século VI os etruscos se viram ameaçados por vários invasores (gauleses, gregos, fenícios, etc) e tiveram que relaxar o domínio sobre Roma que acabou por vencê-los. Muitas famílias nobres etruscas passaram a integrar a nobreza de Roma.

>> ORGANIZAÇÃO POLÍTICA: Durante a Monarquia as leis romanas ainda não eram escritas e havia três instâncias de poder estabelecidas pelas tradições e costumes romanos.

**REI: Eleito vitaliciamente, era líder político e militar. Não podia deixar o cargo para seus descentes, ou seja, a monarquia romana não era de caráter hereditário.

**SENADO: Principal órgão de governo, era composto exclusivamente por patrícios. Era uma assembléia de chefes de clãs, “os velhos”, e tinha as seguintes funções: exercer as funções reais enquanto novo monarca não fosse eleito, debater as propostas do rei e acatá-las caso não contradissessem as leis já existentes (a última palavra era do Senado), controlar o poder real, e fazer a lista tríplice de candidatos à monarca.

**ASSEMBLÉIA CURIATA: Era constituída pelos cidadãos, maioria de patrícios, em idade militar. Tinha como funções: impedir a aprovação de projetos que contradissessem as leis da cidade, determinar as concessões de perdão, e eleger o rei a partir da lista tríplice enviada pelo Senado.

>>ORGANIZAÇÃO SOCIAL: A sociedade romana era patriarcal e o chefe de família tinha direito de vida e morte sobre os membros da sua casa (esposa, filhos, agregados, escravos). Toda família venerava seus ancestrais e era fortalecida por ritos religiosos comuns. A religião também servia para reforçar o elo entre os habitantes da cidade. Além disso era estruturada em grupos sociais distintos:

- Os patrícios acreditavam-se descendentes dos fundadores da cidade e por força da sua riqueza e tradição militar dominavam a política e eram donos das melhores terras. Roma começou a se estruturar desde cedo, portanto, como uma plutocracia, isto é, um regime governado pelos mais ricos que nessa época eram os patrícios. Veneravam seus ancestrais e faziam o possível para que os plebeus não pudessem ter esse direito à memória que ajudava a manter a união entre os membros da família, do clã e do grupo social.

- Os clientes viviam sob a proteção dos patrícios. Poderiam ser parentes empobrecidos, plebeus, libertos ou estrangeiros. - Os plebeus eram a maioria dos habitantes de Roma e se dedicavam às mais diferentes funções (comércio, agricultura, artesanato, etc.). Poderiam ser de origem estrangeira, ou não. Aliás, isso pouco interessava aos patrícios que faziam o possível para que os plebeus não pudessem ter participação expressiva na política.

- Os escravos eram em pequeno número nessa época, podiam ter origem estrangeira ou serem indivíduos que perderam a liberdade por causa das dívidas.

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