Gravei quatro vídeos de apoio aos maus (ex) alunos e alunas que irão prestar a prova do PAS (Programa de Avaliação seriada) da UnB. É uma espécie de complemento ao que vimos em sala de aula comentando algumas das obras que estão no programa (Maria Antonieta com a Rosa de Élisabeth Vigée Le Brun; o que o Bom Crioulo nos diz sobre a Revolta da Armada; A Cavalgada das Valquírias; Redenção de Cam de Modesto Brocos). Os vídeos estão abaixo:
Slides, Resumos, Curiosidades, Charges, Orientações e tudo o mais que for necessário. Página de apoio para os alunos e alunas do Colégio Militar de Brasília do 8º ano ao final do Ensino Médio.
sexta-feira, dezembro 09, 2022
terça-feira, fevereiro 18, 2020
1º Trimestre: Revolução Industrial (Esquema)

domingo, março 26, 2017
Uma História dos Quadrinhos do século XIX ao seculo XXI
quarta-feira, agosto 06, 2014
Questões de Vestibulares
Gabarito: 1-e, 2-b, 3-e.
quinta-feira, outubro 20, 2011
De Olho no Vestibular: Cristãos perseguidos

Imagine um país onde a filiação religiosa deva constar no documento de identidade de todos os cidadãos, onde sua crença implique restrições para ocupar postos de trabalho, ter acesso à educação e se casar. No Egito, predominantemente islâmico, isso acontece e as principais vítimas da intolerância religiosa são os cristãos, que representam 10% da população. Na semana passada, o mundo testemunhou um derramamento de sangue no país. Vinte e cinco pessoas – a maioria fiéis coptas, como são chamados os cristãos que não seguem o Alcorão – morreram no domingo 9, no Cairo, em confronto com outros civis e o Exército. Tanques passavam por cima dos manifestantes sem dó. Carregando cruzes e imagens de Jesus, milhares de pessoas estavam nas ruas em um protesto inédito contra a opressão histórica patrocinada pelos muçulmanos. Os representantes do cristianismo se revoltaram depois de mais um incêndio sofrido por uma igreja copta. “A primavera no mundo árabe parece que acordou muita gente, inclusive os coptas”, diz o sacerdote católico Celso Pedro da Silva, professor emérito da Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo.Acredito que notícias semelhantes às do Egito não tardarão a vir da Líbia e da Síria, caso se derrube o regime. Isso acrescido do Iraque, claro, cujos cristãos passam por sérias restrições depois da invasão Norte Americana. Ainda que ditatoriais e violentos, vários dos regimes que foram derrubados pela Primavera Árabe garantiam minimamente os direitos das minorias. Talvez até por isso, o ódio contra grupos religiosos minoritários venha à tona. Embora nada justifique uma ditadura, se ela é laica ou assim quer parecer, conflitos religiosos são contornados, reprimidos, ou não existem. Já das ditaduras religiosas não se pode dizer o mesmo. A intolerância religiosa ou de raiz religiosa cresce no mundo, a perseguição aos cristãos é uma das duas faces, a islamofobia é outra, a homofobia, mais uma delas. Fiquem atentos aos noticiários, pois este é um tema quente.
Com o estado de insegurança que domina o Egito após a queda do ex-presidente Hosni Mubarak, em fevereiro, grupos muçulmanos tentam demarcar mais territórios em meio à indefinição do poder público. E os coptas, historicamente marginalizados pelo governo, estão levantando a voz. Há severas restrições – só para citar uma fonte de discriminação – para a construção e reformas de templos cristãos, patrulha que não ocorre entre os muçulmanos. Em solo egípcio há apenas duas mil igrejas perante as 93 mil mesquitas. Na quinta-feira 13, o papa Bento XVI manifestou-se no Vaticano: “Uno-me à dor das famílias das vítimas e de todo o povo egípcio, desgarrado pelas tentativas de sufocar a coexistência pacífica entre suas comunidades.” O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu proteção à minoria copta e afirmou estar profundamente preocupado com o Egito.
A intolerância religiosa contra os cristãos não ocorre só no Egito. Um levantamento feito, em maio, pela Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos mostra quanto a violência anticristã está disseminada mundo afora. Na China, segundo a comissão, pelo menos 40 bispos católicos estariam presos ou desaparecidos. Na Nigéria, cerca de 13 mil pessoas teriam morrido em conflitos violentos entre muçulmanos e cristãos desde 1999. Mais: na Arábia Saudita, lugares de cultos não muçulmanos são proibidos e livros escolares seguem pregando a intolerância a outras etnias. Irã e Iraque também são citados. No primeiro, mais de 250 cristãos teriam sido presos arbitrariamente desde meados de 2010. Já o país vizinho registra uma das maiores quedas no número de cristãos da sua história – em oito anos, esse grupo caiu pela metade e soma, hoje, 500 mil. “Os atos de violência têm como objetivo pressionar a população a abandonar suas terras”, explica Keith Roderick, secretário-geral da Coalizão para a Defesa dos Direitos Humanos.
Infelizmente tem funcionado. O Oriente Médio, berço do cristianismo, era constituído, no início do século XX, por cerca de 20% de seguidores de Jesus Cristo. Estimam os especialistas que o povo cristão atualmente não represente nem 2% dos habitantes daquela região. O papa Bento XVI chama a investida dos muçulmanos de “conquista à base da espada”. No ano passado, o Sumo Pontífice manifestou-se a favor da libertação de uma paquistanesa cristã condenada à forca por blasfêmia, no Paquistão, país onde mais de 30 pessoas foram assassinadas com essa justificativa. Asia Bibi, então com 45 anos, teria dito ao ser insultada por mulheres muçulmanas: “O que Maomé fez por vocês? Jesus, pelo menos, sacrificou-se por mim”. Graças à pressão internacional, a pena não foi cumprida, mas Asia aguarda novo julgamento. Ela é a primeira mulher na história a receber uma pena de morte por conta de perseguição religiosa. Um título que nenhum país deveria se orgulhar.
Cientistas conseguem reconstruir DNA da doença

Fonte: Revista Isto É
domingo, junho 19, 2011
Aulas de História para Download - 2º Bimestre

quinta-feira, junho 24, 2010
Aulas para Download
domingo, abril 25, 2010
Relembrando o Genocídio dos Armênios

O massacre iniciou no dia 24 de abril de 1915 com o assassinato de cerca de 800 intelectuais armênios. As autoridades otomanas expulsaram os armênios de suas casas e promoveram um massacre generalizado. Segundo estudiosos, trata-se do primeiro genocídio do século XX. O governo da Turquia além de negar o massacre ameaça com sanções diplomáticas os países que pretendem reconhecer o massacre dos armênios como genocídio. O último governo advertido foi o dos EUA, pois há uma resolução tramitando no Congresso Americano com o objetivo de reconhecer o genocídio e contando com o apoio do presidente Obama, o que despertou protestos do governo turco. No último mês, o Governo Sueco aprovou uma resolução semelhante por margem apertada de votos. Segundo o Jerusalem Post, oc países que reconhecem o genocídio são Uruguai, Chile, Argentina, Rússia, Canadá, Líbano, Bélgica, Grécia, Itália, o Vaticano, a Grécia, a Suíça, a Eslováquia, a Holanda, a Polônia, a Lituânia e Chipre. O Brasil não reconhece o genocídio.
Turquia e Armênia não mantém boas relações diplomáticas, tanto por conta do não reconhecimento do genocídio, que para o governo turco se baseia somente em “recordações subjetivas e não em fatos concretos” (*os armênios acusam os turcos de apagarem as evidências*), quanto por causa do apoio dos armênio aos separatistas da região Nagorno-Karabakh. A fronteira dos países está fechada desde 1993. A região pertencia à ex-URSS e passou a ser foco de conflitos entre Armênia e Azerbaijão, com a intromissão dos turcos. Há grande população armênia na região e a intervenção do país teve como justificativa a onda de violência contra este grupo. A República do Nagorno-Karabakh não tem reconhecimento internacional.
quinta-feira, junho 04, 2009
Ex-ativistas ainda esperam que a verdade virá à tona

Ex-ativistas ainda esperam que a verdade virá à tona
Andreas Lorenz
Em Pequim
Duas décadas após o massacre na Praça Tiananmen em Pequim, o evento permanece um tabu na China. Os ex-ativistas pró-democracia estão espalhados por todo o mundo e esperam que a verdade sobre o que aconteceu naquele fatídico 4 de junho venha algum dia à tona.
Quando o sangue foi lavado do asfalto e as esperanças de uma China mais livre e justa se dissiparam, Han Dongfang montou em sua bicicleta e deixou a cidade. Era 4 de junho de 1989, o domingo em que o Partido Comunista chinês removeu os manifestantes da Praça Tiananmen de Pequim e, segundo os números oficiais, atirou contra 319 deles. Outras fontes citam até 3 mil mortos.
O eletricista ferroviário de 25 anos tinha se dedicado a uma missão especial. "Eu queria percorrer o país e falar com operários e produtores rurais", diz Han. Cerca de um mês antes, seus amigos anunciaram, na Praça Tiananmen, que o tinham escolhido como porta-voz de seu sindicato independente.
Dez dias depois, em algum lugar na província de Hebei, ele viu sua foto na televisão - como um "agitador e contrarrevolucionário", sendo procurado pelas autoridades. Han ficou chocado, mas se recordou da promessa que fez aos líderes do Sindicato Autônomo dos Trabalhadores de Pequim antes de ser nomeado seu líder. "Se chegar minha hora de ir para a prisão, eu não vou esperar que me peguem, mas vou me entregar." Han montou em sua bicicleta e voltou para Pequim, onde se apresentou na sede da polícia - e foi enviado para a prisão pelos 22 meses seguintes.
Por quase sete semanas na primavera chinesa de 1989, estudantes ocuparam a Praça Tiananmen, onde fizeram manifestações em prol de suas próprias organizações independentes e contra autoridades corruptas do partido. O que começou como um movimento de protesto inofensivo se transformou em uma revolta contra as pessoas no poder - até que os membros idosos do partido que cercavam o patriarca do Partido Comunista, Deng Xiaoping, lembraram de algo que o ex-líder chinês Mao Tsé-tung escreveu: "O poder político vem do cano de uma arma". O secretário-geral do Partido Comunista, Zhao Ziyang, um homem que poderia ter sido o Gorbachev da China e que se opunha fortemente ao uso de força militar, foi primeiro repreendido e depois colocado sob prisão domiciliar.
'Ímpeto para reforma'
Os protestos "não eram uma ameaça ao nosso sistema político", disse Zhao antes de sua morte em 2005, após passar 16 anos sob prisão domiciliar. Ele até mesmo acreditava que os protestos foram úteis, e que podem ter dado à China um "ímpeto para reforma, até mesmo mudança política".
O livro de memórias de Zhao, intitulado "Prisioneiro do Estado", gravado secretamente em 30 fitas e contrabandeado para fora do país, foi publicado postumamente nos Estados Unidos e Hong Kong. Ele oferece um raro vislumbre do funcionamento interno do Partido Comunista da China. Zhao estava em sua casa, não distante da Praça Tiananmen, quando se desenrolou o banho de sangue. Ele escreveu: "Na noite de 3 de junho, enquanto estava sentado no pátio com minha família, eu ouvi fogo pesado. Uma tragédia que chocaria o mundo não foi impedida e agora estava acontecendo".

O que aconteceu na Praça Tiananmen foi marcado a ferro na memória coletiva do mundo, completa com imagens inesquecíveis do acerto de contas brutal de Pequim com os críticos indefesos do regime. Quando os tanques entraram na cidade vindos do oeste, os manifestantes já estavam exaustos pelo calor e por uma greve de fome. Algumas poucas mangueiras de incêndio bastariam para expulsá-los da praça.
A China se tornou um país diferente desde então. O Partido Comunista concedeu aos chineses liberdades pessoais e econômicas antes desconhecidas. Mas um tabu ainda paira sobre a data de 4 de junho. Ninguém foi responsabilizado pelo massacre. Os livros oficiais de história às vezes mencionam a data, mas quando o fazem é ligada a um "incidente". Muitos jovens nem mesmo sabem o que aconteceu no coração de Pequim em 1989, porque tanto seus pais quanto seus professores não dizem nada a respeito do massacre.
Ativistas de direitos humanos em Hong Kong estimam que cerca de 30 pessoas permanecem na prisão como "líderes" e "arruaceiros". Das pessoas-chave restantes espalhadas pelo mundo, muitas se recolheram na vida privada e algumas se tornaram religiosas.
Casas de chá e oficinas
O eletricista ferroviário Han Dongfang, que atualmente mora em Hong Kong, contraiu tuberculose na prisão e perdeu um pulmão. Ele posteriormente foi autorizado a viajar para os Estados Unidos para tratamento, após líderes sindicais americanos terem se unido em seu apoio. Ele não está mais disposto a falar sobre seu tempo na prisão. "Aquele capítulo da minha vida acabou", ele diz.
Han, um homem com traços delicados e vestido de forma casual mas elegante, fala bem inglês. Ele está sentado em um escritório na Jervois Street, em Sheung Wan, um bairro agitado de casas de chá, oficinas e lojas estreitas. Impedido de voltar para Pequim, Han trabalha para seu país em Hong Kong. Seu "China Labour Bulletin" informa as condições nas fábricas, em canteiros de obras e nas minas na República Popular. Ele apresenta um programa da Rádio Ásia Livre, fala ao telefone com membros de sindicato na China sobre seus direitos e assegura representação legal.
O ex-revolucionário se tornou um homem dedicado a pequenos passos. "Não há sentido em tentar voar quando não se tem asas", ele diz. Ele abandonou a idéia de estabelecer um sindicato independente na China. "Meu sonho é um sistema que permita a negociação entre aos trabalhadores e empregadores. Sindicatos independentes então se desenvolveriam automaticamente."
O sacrifício dos estudantes valeu a pena? "Em 1989, eu nunca ouvi falar de greves", diz Han. "Elas são comuns hoje. Foi o início e temos que continuar."
Wu'er Kaixi, 41 anos, também fez parte do movimento de protesto de 1989. Um membro da minoria uigur, ele estava estudando para se tornar professor na época. Após a morte do popular ex-líder do partido, Hu Yaobang, em meados de abril de 1989, Wu'er e outros estudantes formaram a União Autônoma dos Estudantes de Pequim.
Um mês atrasado
Foi um passo extraordinariamente ousado na época. Após uma greve de fome, e ainda usando as roupas hospitalares, ele apareceu no Grande Salão do Povo, onde o primeiro-ministro Li Peng estava se encontrando com os estudantes enfurecidos. Quando o primeiro-ministro pediu desculpas pelo atraso, Wu'er o interrompeu rudemente, dizendo: "O senhor não está apenas cinco minutos atrasado, está um mês inteiro". Ele agora vive em Taiwan, onde ele e sua esposa taiwanesa têm dois filhos. Wu'er, que agora tem um passaporte taiwanês, engordou e agora corta o cabelo mais curto.
Mesmo 20 anos depois, o Partido Comunista ainda o pune por ter humilhado um alta autoridade diante de câmeras ao vivo. Os pais de Wu'er não são autorizados a deixar a China. Eles nunca viram seus netos, exceto em fotos, e a única comunicação com eles é um telefonema ocasional pela Internet. O próprio Wu'er, apesar de ter frequentado uma universidade americana, nunca realmente conseguiu se estabelecer profissionalmente, apesar de agora trabalhar para uma empresa de investimentos americana.
'Nós queremos a verdade'
Pouco antes do avanço das tropas em 4 de junho, diz Wu'er, um dos filho de Deng Xiaoping enviou para ele uma mensagem para alertar que os protestos terminariam em derramamento de sangue. "Eu perguntei a ele: 'O que você pode nos oferecer se nos retirarmos da Praça Tiananmen?'" Ele não obteve resposta.
Todavia, ele tentou convencer seus colegas a deixarem a praça, mas sem sucesso. Após o massacre, Wu'er fugiu para o sul, onde uma rede de dissidentes e empresários conseguiu levá-lo para Hong Kong. De lá, ele viajou para os Estados Unidos.
Wu'er planejava se encontrar com ex-ativistas em Washington às vésperas do 20º aniversário do massacre da Praça Tiananmen nesta semana. Ele nunca abandonou seu sonho de promover reformas políticas na China: Ele disse: "Não é possível viver no exílio sem esperança".
Enquanto isso, em Pequim, a ex-professora de filosofia Ding Zilin tenta manter viva a memória do massacre. Apesar de seu cabelo grisalho, ela se move com agilidade e elegância. A professora de 72 anos é a mais proeminente das "mães de Tiananmen". Mesmo hoje, ela luta para conter as lágrimas quando fala sobre os eventos.
'Viveu como um homem de verdade'
Ding, que vive no noroeste da capital chinesa, ainda é autorizada a receber visitantes, mas nem sempre é autorizada a deixar seu apartamento. Ela parece exausta e preocupada com seu marido, que está doente. "Em 26 de outubro do ano passado, a polícia realizou uma batida repentina em nosso apartamento. Depois daquilo meu marido teve um ataque cardíaco e ficou em coma por dois dias." Uma pintura a óleo de seu filho, Jiang Jielian, está pendurada na parede. Ele era um estudante de 17 anos quando morreu. Uma foto o mostra segurando uma placa nas mãos que diz: "Vocês cairão e nós permaneceremos". Uma urna de madeira contendo suas cinzas se encontra sob a foto. O pai gravou na urna: "Neste breves 17 anos, você viveu como um homem de verdade".
Na noite de 3 de junho, Jiang Jielian e alguns poucos amigos foram de bicicleta até a Praça Tiananmen. Diplomatas, jornalistas, policiais e professores já tinham se juntado ao movimento estudantil àquela altura, que não mais podia ser caracterizado como uma rebelião de jovens encrenqueiros, como o Partido Comunista continua insistindo até hoje.
Ding ainda era um membro dedicado do partido àquela altura. Mas em 4 de junho, quando as autoridades do partido se recusaram a divulgar os nomes das vítimas e as circunstâncias de suas mortes, ela e seu marido deram as costas ao Partido Comunista. "Nós queremos a verdade. Nós queremos indenização. Nós queremos que os responsáveis sejam julgados", ela diz. Ela publicou três livros, documentou meticulosamente as vidas das muitas vítimas e, juntamente com outras mães, apresentou repetidas petições à liderança do partido.
"O papel da China se tornou mais forte no mundo nos últimos anos", diz Din. Infelizmente, ela acrescenta, o governo agora deve dar menos atenção às críticas do exterior, especialmente desde que a campanha de educação patriótica teve início em 1989 e agora está dando frutos. Os estudantes de hoje, diz Ding, declaram sua solidariedade ao Partido Comunista quando, como aconteceu recentemente durante os Jogos Olímpicos, as críticas estrangeiras se tornam particularmente fortes. Ela está decepcionada com a nova geração. "Eles só se preocupam consigo mesmos e são materialistas. Eles boicotam bens japoneses, mas fazem fila diante do consulado americano para obtenção de vistos para a América."
Agentes da inteligência ficam espreitando diante de seu prédio. Um deles, que grava em vídeo os visitantes, é jovem e tem uma leve semelhança com o filho de Ding. Ele bem que poderia ter sido um daqueles que estavam protestando na Praça Tiananmen há 20 anos.
Tradução: George El Khouri Andolfato
domingo, novembro 09, 2008
PROVA DA UFRJ/2009 – HISTÓRIA – 1º DIA
1) "A sociedade feudal era uma estrutura hierárquica: alguns eram senhores, outros, seus servidores. Numa peça teatral da época, um personagem indagava:
"- De quem és homem?
- Sou um servidor, porém não tenho senhor ou cavaleiro.
- Como pode ser isto?' Retrucava o personagem."
Fonte: Adaptado de HILL, Christopher. O mundo de ponta-cabeça. São Paulo: Companhia das Letras, 1987, p. 55.
No século XVI, a sociedade rural inglesa, até então relativamente estática, estava se desagregando. Apresente um processo sócio-econômico que tenha contribuído para essa desagregação.
2) Evolução das estimativas do número de escravos desembarcados no Brasil ao longo do século XVIII, por região africana de origem:

A partir da tabela, relacione a mudança ocorrida no padrão geográfico da oferta de escravos africanos com as transformações da economia colonial setecentista.
3) Entre os séculos XVII e XIX, a Europa foi sacudida por uma série de revoluções sociais que resultaram na constituição do sistema político liberal e democrático. Entre elas destacaram-se as revoluções inglesa de 1688 e francesa de 1789.
Indique um princípio de natureza econômica e outro de natureza política presentes nessas duas revoluções.
4) "A consolidação da República liberal (1889-1930) foi completada com a sucessão de Prudente de Morais (1894-1898) por outro paulista, Campos Sales (1898-1902), que em seu governo concebeu um arranjo conhecido como política dos governadores".
Fonte: Adaptado de FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1995, p.258.
Apresente duas características da chamada Política dos Governadores.
5) "O fascismo rejeita na democracia o embuste convencional da igualdade política, o espírito de irresponsabilidade coletiva e o mito da felicidade e do progresso indefinido [...] Não se deve exagerar a importância do liberalismo no século passado, nem convertê-lo numa religião da humanidade para o presente e o futuro, quando na realidade ele foi apenas uma das muitas doutrinas daquele século [...] Agora o liberalismo está prestes a fechar as portas de seu templo deserto [...] O presente século é o século da autoridade, um século da direita, um século fascista" (Benito Mussolini)
Fonte: MAZOWER, Mark. Continente sombrio: a Europa no século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, p. 29.
O discurso proferido por Mussolini explicita a concepção política fascista nos anos 20 e 30 do século passado. Cite dois aspectos do regime fascista contrários aos princípios liberais.
GABARITO
QUESTÃO 1
Entre outros processos temos: as transformações no campo como os cercamentos (expropriação dos camponeses tradicionais); o crescimento comercial e manufatureiro de Londres, atraindo populações rurais; a proliferação de seitas protestantes que procuravam se desvencilhar das tradicionais relações senhoriais.
QUESTÃO 2
O candidato deverá relacionar a mudança no padrão geográfico da oferta de africanos com o contínuo crescimento da demanda por cativos da América Portuguesa, onde a montagem do complexo minerador em Minas Gerais, a partir do início do século 18, fez com que o número de escravos provenientes de Angola paulatinamente superasse o de cativos originários da Costa da Mina.
QUESTÃO 3
Entre outros princípios o candidato poderá indicar os seguintes: liberdade de expressão, liberdade comercial, liberdade individual e respeito à propriedade privada.
QUESTÃO 4
O candidato deverá apresentar duas das seguintes características da Política dos Governadores:
- o governo central sustentava os grupos dominantes nos Estados, enquanto esses, em troca, apoiavam a política do presidente da República;
- a instituição, na Câmara dos Deputados, da "Comissão de Verificação dos Poderes", instrumento através do qual eram validados os mandatos de deputados federais afinados com os grupos hegemônicos nos Estados e fiéis ao governo federal;
- fortalecimento do poder executivo; limitação da autonomia do poder legislativo e reforço nos poderes regionais e locais.
QUESTÃO 5
O aluno deverá citar, dentre outras, as seguintes características dos regimes fascistas que se opõem aos princípios liberais: Estado totalitário, corporativismo, unipartidarismo, culto à personalidade.



