terça-feira, fevereiro 12, 2019

1º TRIMESTRE: GRÉCIA 2



PERÍODO HOMÉRICO - SÉCULO XII A VIII a.C.

- POR QUE PERÍODO HOMÉRICO?

§ Esse período recebeu esse nome em homenagem à Homero, considerado o maior de todos os poetas gregos. As obras creditadas à Homero são a Ilíada, que narra a guerra entre os gregos e os troianos, e a Odisséia, que mostra a viagem de retorno de Ulisses (Odisseus), um dos heróis da Guerra de Tróia, Ílion, para os gregos, ao seu reino na ilha de Ítaca.  A escrita, o Linear B, no entanto, desapareceu, porque era usada principalmente para registros comerciais, e teve que ser reinventada.  O alfabeto grego antigo foi desenvolvido principalmente a partir da escrita fenícia, provavelmente, no século VIII.
- AS COMUNIDADES GENTÍLICAS: Depois das invasões dórias, houve uma retração da vida urbana e do comércio, com a reorganização da vida em torno de células familiares (óikos) [1], um tipo de clã que na Grécia Antiga eram chamados de genos. Essas comunidades extensas tendiam a ser auto-suficientes; a terra pertencia a todos; o chefe do clã era chamado de pater que detinha o poder político e religioso. O pater-famílias presidia um grupo que tinha os mesmos ancestrais, as mesmas leis, costumes e tradições, sendo o poder passado do pai para o filho mais velho. Como a terra era pouca para todos, as guerras, a pirataria e os saques eram constantes. Quando necessário os genos trocavam mercadorias e escravos entre si. Se havia a necessidade de algum serviço extra, que não pudesse ser suprido pelos membros dos genos, eram contratados os serviços de indivíduos que não tinham terras nem privilégios, os tetas. A economia no período girava em torno da agricultura e do pastoreio.

- SOCIEDADE: Era formada por:
§ Aristocracia Rural – proprietária de terras – e seus familiares;
§ Homens Livres – pequenos comerciantes e artesãos;
§ Escravos – que faziam vários tipos de trabalho;
§ Tetas – homens livres, sem terras, sem privilégios. Por serem desprotegidos estavam em situação pior do que a dos escravos;
- DESAGREGAÇÃO DOS GENOS: Com o crescimento populacional; o aumento exagerado do número de escravos que passaram a fazer os trabalhos que antes eram executados pelos tetas; e a divisão dos genos em pequenas famílias com a concentração das terras nas mãos do pater e seus familiares diretos, as comunidades gentílicas começaram a se desagregar. A propriedade privada começou a se tornar regra e privilégio de uma aristocracia militar, sendo que o pater começou a adotar o título de basileu (rei). Essa situação acabou provocando a chamada segunda Diáspora Grega com a saída de parte da população, em sua maioria tetas, em busca de melhores condições de vida e terras fora da Grécia. As colônias fundadas deram origem a chamada Magna Grécia.


[1] Unidade econômica produtiva que, na Grécia Antiga, representava o ambiente próprio de um indivíduo, composto pelos seus trabalhadores (escravos ou não), família e pertences (como a própria habitação, os rebanhos, o tesouro e os terrenos). (Infopédia)

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