terça-feira, junho 26, 2007

2º BIMESTRE: GRÉCIA 4


ESPARTA: A PÓLIS GUERREIRA

***Esparta era a principal pólis da Península do Peloponeso. Sua fundação se deve aos aqueus, sua fama de guerreira, aos dórios. Foi esse povo, aliás, quem deu as feições que a cidade carregou durante a Antigüidade.

***A sociedade espartana estava dividida em três grupos principais:

->>Os Espartanos ou Esparciatas: Eram os descendentes dos dórios e os únicos com direitos políticos plenos. Dedicavam-se a três atividades: a guerra, a administração da pólis e da propriedade fundiária.

->>Os Periecos: Eram livres, mas sem direitos políticos. Poderiam participar do exército de Esparta na condição de tropa auxiliar. Dedicavam-se às atividades vistas pelos espartanos como degradantes, isto é, o comércio e o artesanato, principalmente.

->>Os Hilotas: Provavelmente descendiam das populações que resistiram ao domínio dório. Eram escravos do Estado, podiam ter família e estavam presos à terra. Eram cedidos aos cidadãos de Esparta para ararem as suas terras. A situação dos hilotas era das mais miseráveis, pois podiam ser torturados ou mortos simplesmente para que não se reproduzissem demais ou para que continuassem submissos. Representavam boa parte da população.

***Leis e Governo: As leis de Esparta eram atribuídas a um legislador lendário de nome Licurgo. Em tempos imemoriais, Licurgo teria saído em viagem e feito os espartanos jurarem de que não mudariam as leis até que ele voltasse, coisa que nunca aconteceu. Esparta era uma Diarquia, ou seja, era governada por dois reis, sendo que um tinha funções sacerdotais e o outro, funções guerreiras. Auxiliando os reis havia duas assembléias, a Gerúsia, da qual participavam os cidadãos com mais de 60 anos, e a Ápela, onde participavam os cidadãos a partir dos 30 anos. Havia também o Eforato, corpo de funcionários públicos com imensos poderes. Eram os éforos que decidiam sobre a vida e morte dos recém nascidos, que supervisionavam a educação das crianças e, também, aqueles que fiscalizavam a vida dos cidadãos da cidade.

***Educação Espartana: A educação espartana tinha por objetivo formar bons soldados e o Estado controlava todas as fases da vida do indivíduo. Quando nasciam todas as crianças eram inspecionadas pelos éforos e estes descartavam todas as crianças que fossem pequenas demais, tivessem alguma doença ou deformidade. Até os sete anos a criança, menino ou menina, estava sob a guarda da família, a partir de então era educada longe do lar em acampamentos militares e divididas por grupamentos. Praticavam esportes, aprendiam o domínio das armas, ler, escrever, algo de música e poesia, a falar pouco e dizer muito, a serem disciplinados. As falhas eram duramente punidas. Todos os anos eram levados ao templo de Ártemis e submetidos a uma cerimônia que consistia em uma longa seção de espancamento. Alguns meninos não resistiam e morriam. Aos vinte anos entravam para o exército e somente aos trinta anos eram cidadãos plenos podendo casar e recebendo do Estado, terras e escravos. Passavam boa parte da sua vida longe de casa em acampamentos militares. As mulheres recebiam uma educação semelhante a dos homens com o objetivo de se tornarem capazes de gerar bons soldados e administrar as terras da família. Podiam se casar a partir dos vinte anos.

***A Política de Esparta: Nos seus primórdios, Esparta tinha uma política expansionista, mas após a conquista da Lacônia e da Messênia, o que garantiu o abastecimento da pólis, assumiu uma política isolacionista cuja premissa era o não envolvimento nos problemas alheios. Tal opção resultou na não participação na Primeira Guerra Greco-Pérsica. Só mudaram a sua política quando foi necessário barrar o expansionismo ateniense o que resultou na chamada Guerra do Peloponeso que deu à Esparta a supremacia sobre as demais pólis.

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