quinta-feira, junho 28, 2007

2º BIMESTRE: GRÉCIA 6


PERÍODO CLÁSSICO (SÉCULOS V-IV a.C.)


ATENÇÃO ->> Antes de tudo, é preciso esclarecer que aquilo que o livro que usamos está chamando de Período Clássico é, na verdade, um comentário sobre as guerras desse período. Como vamos ver Atenas, Esparta e um comentário geral sobre cultura e religião gregas, vamos nos resumir aqui a pontuar as guerras. Peço, entretanto que vocês não pensem que as vidas dos gregos dos séculos V e IV se restringiam a uma sucessão de conflitos.

*** Os três principais conflitos desse período foram a Primeira Guerra Greco-Pérsica (492 a.C.), a Segunda Guerra Greco-Pérsica (480 a.C.) [1] e a Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.).

*** Primeira Guerra Greco-Pérsica: Como vimos quando estudávamos os Persas, Dario I tinha expandido seu Império até a Ásia Menor e o próximo passo seria invadir a Península Balcânica. A invasão começa no ano de 492 a.C. quando os exércitos persas cruzam o Helesponto (atual estreito de Bósforo) e invadem a península pelo norte passando pelo território da Macedônia. Ameaçados pela proximidade dos persas, os atenienses organizam as suas defesas e pedem ajuda aos espartanos para que unidos possam expulsar os persas. Apegados à sua política de isolamento, os espartanos se recusam. Os atenienses, então, aliados a outras pólis, enfrentam os persas na batalha de Maratona. Mesmo em menor número, os gregos vencem, e é enviado um soldado, Feidípedes, com a mensagem avisando os líderes do partido democrático – que temia a revolta do partido aristocrático – que a ameaça persa estava afastada. O soldado corre de Maratona até Atenas, entrega a mensagem e morre de exaustão. Em sua homenagem nas atuais Olimpíadas se criou a prova da Maratona.

*** Segunda Guerra Greco-Pérsica: Morto Dario I, o novo rei da Pérsia, Xerxes, decide invadir a Grécia novamente. Seu exército era bem maior do que o do seu antecessor, o que obriga mesmo os espartanos a se aliarem às demais pólis na tentativa de derrotar o inimigo. A primeira batalha da guerra ocorreu no desfiladeiro das Termópilas, em 480 a.C., e seu valor é mais simbólico do que efetivo. Nas Termópilas, um destacamento de elite espartano composto por 300 soldados e liderado pelo Rei de Esparta, Leônidas, tenta em vão barrar a passagem enquanto aguarda reforços. Os espartanos são traídos, os reforços não chegam, mas para um soldado de Esparta recuar é algo inaceitável, assim, resistem por um dia e uma noite e são massacrados. Os persas avançam e derrotam os atenienses em Platéia (479 a.C.), de lá avançam sobre Atenas e incendeiam a cidade. Os atenienses recuam para as ilhas e a guerra se decide na Batalha Naval de Salamina com a vitória dos gregos.

*** A Liga de Delos e a Supremacia Ateniense: Com o fim das Guerras Médicas algumas cidades gregas decidem formar uma liga que teria a função de juntar os recursos enviados por várias pólis e investi-los nas defesas da Grécia. Como Atenas tinha sido a grande vitoriosa das Guerras Greco-Pérsicas, os recursos seriam administrados pelos atenienses. Com o tempo, entretanto, os atenienses passam a se apossar dos recursos enviados pelas outras pólis, investindo na reconstrução e embelezamento de Atenas, nas artes e no aprimoramento dos direitos democráticos. É o “Século de Péricles”. As pólis que decidem abandonar a Liga de Delos são ameaçadas de invasão por Atenas que tinha agora tinha o exército mais poderoso da Grécia.

*** Guerra do Peloponeso: Sentindo-se ameaçada pela supremacia de Atenas, os Espartanos organizam a Liga do Peloponeso da qual faziam parte também Megara, Corinto e Tebas. O conflito entre Atenas e Esparta era questão de tempo, e acaba explodindo quando ambas temam partido na guerra entre Córcira e Corinto. O conflito persiste, entre batalhas, cercos e pequenas tréguas por 27 anos e termina com a vitória de Esparta. Vitoriosos, os espartanos, impõem um governo aristocrático à Atenas (os 30 tiranos). A supremacia de Esparta é curta, pois, o desgaste com a guerra tinha enfraquecido a poderosa pólis que é derrotada pela antiga aliada Tebas.

*** O Fim do Sistema Políade: As longas guerras tinham enfraquecido as pólis gregas e colocado em risco sua tradição de autonomia e independência. Ao norte da Península Balcânica, outros gregos, os macedônios espreitavam. A Macedônia tinha participado das guerras gregas, mas seu território, um reino unificado, com várias cidades e um rei, tinha permanecido intacto. Com a vitória de Tebas sobre Esparta chegara o momento dos macedônios empreenderem seu projeto político: unificar toda a Grécia. Isso foi feito pelo Rei Felipe II que derrotou as forças conjuntas dos tebanos e atenienses na Batalha de Queronéia.

[1]Outro nome usado para esses conflitos seria o de Guerras Médicas, porque o Império persa era também governado pelos medos.

Um comentário:

Gabriel disse...

o texto é muito bom..... sim mais poderia destacar quando terminou todas as guerras ( o final das guerras)...
mais no entanto, ó complemento do texto é ótimo....
obrigado pela atenção...