quinta-feira, junho 28, 2007

2º BIMESTRE: GRÉCIA 7


O PERÍODO HELENÍSTICO – SÉCULO IV-II a.C.


*** O Período Helenístico se estende da unificação da Grécia pelos Macedônios até a ascensão do Império Romano. Se lembramos do fim Período Clássico sabemos que as pólis gregas enfraquecidas por várias guerras terminaram sendo unificadas à força pelo Rei dos Macedônios Felipe II. Com a morte deste, assume o governo o seu filho mais velho, Alexandre, que liderando um pequeno exército decide expandir o domínio grego ao poderoso Império persa.

*** O IMPÉRIO DE ALEXANDRE: Com a morte do Rei Felipe II, as pólis gregas tentam aproveitar a situação para recobrar sua independência acreditando que o novo rei de 18 anos não teria condições de impor o seu domínio. Tebas e Atenas se revoltam e ambas são derrotadas e arrasadas. Reafirmado o domínio macedônico na península Balcânica, Alexandre parte para a Ásia com 35 mil soldados com o objetivo de conquistar o Império de Dario III. Contra todas as expectativas os macedônios saem vitoriosos e avançam sem parar até o Rio Indo quando cansados os soldados gregos pressionam seu comandante a voltar. Alexandre então estabelece seu governo no coração do antigo Império Persa e se casa com uma das filhas do antigo governante, a princesa Roxana. Dentro da sua política de conquista ele pressiona seus soldados a se casarem também com orientais. Era uma mensagem clara de que tinha vindo para ficar. Pouco tempo depois, entretanto o jovem rei morre na cidade de Babilônia, provavelmente de Malária e com pouco mais de 30 anos. Morto Alexandre, seus generais afastam os familiares do antigo rei do governo e dividem o Império entre si. Ptlomeu (que funda a dinastia da qual descende Clópatra) fica com o Egito, a Líbia, a Palestina e a Arábia; Cassandro com a Macedônia e a Grécia; Seleuco com a Síria; e Lisímaco com a Trácia e a Bitínia.

*** O HELENISMO: Alexandre promoveu durante seu curto reinado a síntese entre a cultura grega e as culturas orientais, não somente via casamento, como pela fundação de cidades como Alexandria no Egito que se tornaram grandes centros intelectuais. O Helenismo é exatamente isso, a mistura de culturas, que dá origem a uma nova que não é nem grega nem oriental e que tem na língua grega a língua internacional como o inglês é para nós hoje. Todos os intelectuais, aristocratas e mesmo os comerciantes deveriam ser capazes de se comunicar em grego,[1] com a facilidade da língua os costumes, o patrimônio intelectual de vários povos passa a circular entre as comunidades do Mediterrâneo Oriental, criando uma nova cultura. Essa cultura helenística posteriormente facilitará e muito a difusão das idéias cristãs que circularam em textos escritos em grego.

[1] No Oriente Médio, o aramaico também era uma língua "franca", ou seja, usada para a comunicação entre os mais diferentes povos. O uso desta língua, tanto na sua forma escrita quanto falada, só foi abandonado com o domínio árabe-muçulmano.

Um comentário:

Anônimo disse...

oi professora
soh pra avisa tem um erro
de digitacao ai
Alexandre parte para a Ásia com 35 mil soldados com o objetivo de conquista ro Império de Dario III.